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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

«Pro choice» sim; «pro choice» não - Mário Pinto


por Mário Pinto

In Público

1. Inesperadamente, sem negociação, sem ouvir os parceiros sociais, sem ouvir o Conselho Nacional de Educação, sem ligar importância à Assembleia da República, sem anunciar publicamente — ele, que tudo anuncia— José Sócrates aprova e envia para promulgação do Presidente da República um projecto de decreto-lei do Governo que derroga disposições operativas fundamentais do actual regime legal das liberdades de ensino, constituído por diplomas que foram laboriosamente discutidos e votados anteriormente, e estão em vigor pacificamente desde há trinta anos a esta parte, com consenso de todos os partidos do arco democrático, PS, PSD e CDS, algum deles da iniciativa do PS de Mário Soares — só o PCP se opôs a esses diplomas.

2. Designadamente artigos praticamente decisivos do chamado Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo e da lei da gratuitidade do ensino obrigatório. O primeiro, um diploma de 1980 aprovado pelo Governo Sá Carneiro para desenvolver leis da Assembleia da República, a Lei de Bases do Ensino Particular e Cooperativo e a Lei da Liberdade de Ensino (9/79 e 65/79), aprovadas pelos três partidos, PS, PSD e CDS; e o segundo, um diploma aprovado pelo Governo Cavaco Silva e sendo Ministro da Educação Roberto Carneiro. Estes dois diplomas ficam derrogados nas suas disposições operativas — tudo fica a depender das decisões arbitrárias e casuístas de portarias ministeriais. Razão teve o Presidente da República quando comentou que não se deve introduzir imprevisibilidade na relação do Governo com os cidadãos; mas imprevisibilidade é palavra diplomática e gentil; o que neste caso se introduz é a pura arbitrariedade. Aliás, o Governo de Sócrates não dá nem autonomia nem vida previsível até mesmo às escolas públicas, como devia.

3. Vital Moreira já tinha anunciado que a crise era uma boa oportunidade para uma «golpada» legislativa contra o ensino privado. E José Sócrates já tinha revelado o que pensa da escolha da escola privada, quando, nos debates durante a campanha eleitoral para as eleições parlamentares, respondeu a Paulo Portas, no debate na TVI, dizendo textualmente: «a liberdade de escolha [da escola] é pura demagogia». Pois é: «pro choice» é para o aborto; o género; a eutanásia; o testamento vital; e as outras escolhas da sua predilecção, mesmo quando custam dinheiro aos contribuintes. Mas «pro-choice» não é para a escola — apesar de esta escolha ser uma liberdade expressamente inscrita na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Uma mulher pode escolher abortar e o Estado Português paga-lhe os custos desta escolha; mas se deixar nascer o filho, não tem direito de escolher a escola para o educar, o Estado não lhe paga os custos da sua escolha.

4. Porém, a questão não é de cortes financeiros. Aliás, o custo do ensino nas escolas do Estado é superior, por aluno, ao das escolas privadas — embora não seja esta razão económica a razão essencial que justifica a liberdade de os alunos escolherem as escolas privadas. A questão é que, aproveitando o pretexto dos cortes financeiros se pretende retirar ao ensino privado as modestas liberdades que estão legalmente em vigor. O que se pretende é revogar direitos de liberdade e aumentar a discriminação e o monopólio da escola estatal. Se fosse apenas uma questão de redução de subsídios, as negociações em curso com os representantes das escolas privadas chegariam a um acordo.

5 Depois de ter afundado o País em déficite público e em dívida, depois das públicas tentativas de intromissão na comunicação social, depois de um calvário de incidentes escandalosos como nunca dantes na nossa democracia, José Sócrates desdobra-se em provocações políticas, como se quisesse que o retirassem de cena de modo que ele pudesse vitimizar-se. Para evitar o sucesso destas «montagens», prolongar o período da dominação de Sócrates sobre o PS e sobre o País vai-nos custar muito, de bem-estar económico-social e de liberdades. Resta-nos esperar por Jaime Gama, Luís Amado, José Seguro ou outro futuro líder do PS, para restaurar a anterior linha de muitos anos do socialismo de Mário Soares, Guterres, Sampaio e outros, que, sem deixar de ser enérgico socialismo sul-europeu, anti social-democracia, contudo mesmo assim foi quase sempre moderado e tolerante para com a liberdade de iniciativa privada, cumpridor do Estado de Direito Democrático nos domínios da comunicação social e do ensino, como nos demais, e capaz de conflituar civilizadamente com os outros partidos, não em crise e em guerrilha provocatória permanente. Já nos chega de stress político. A democracia é vida política de oposições partidárias duras mas civilizadas e normais, no Parlamento, e de Governo com sentido de Estado; não é um assédio governativo permanente aos partidos das oposições e à sociedade civil. O País não vai ter saudades de Sócrates, que já não vai conseguir ficar bem na história.


terça-feira, 13 de julho de 2010

University of Illinois Fires Catholic Prof for Explaining Church Teaching on Homosexuality


By Kathleen Gilbert

URBANA, Illinois, July 12, 2010 (LifeSiteNews.com) - A Catholic professor has been fired from the University of Illinois for sending an email to students in a course on Catholic doctrine, explaining how homosexual activity is contrary to the natural moral law.

Kenneth Howell of Champaign, IL, also lost his job with the diocese of Peoria at the Newman center on campus, where he had been employed for 12 years, after university officials confronted Howell about the email.

Howell had taught “Introduction to Catholicism and Modern Catholic Thought” at the university's Department of Religion since 2001.

In an account posted by CatholicVoteAction.org, Howell says that although students in the course have often disagreed with Catholic teaching in the past, in Spring 2010 he "noticed the most vociferous reaction that I have ever had" regarding the Catholic teaching against homosexuality as morally wrong.

"It seemed out of proportion to all that I had known thus far," he wrote. This, he said, spurred him to send an email explaining "how this issue might be decided within competing moral systems," contrasting utilitarianism and natural moral law.

"If we take utilitarianism to be a kind of cost-benefit analysis, I tried to show them that under utilitarianism, homosexual acts would not be considered immoral whereas under natural moral law they would," he wrote. "This is because natural moral law, unlike utilitarianism, judges morality on the basis of the acts themselves."

In the email, as quoted by the Associated Press, Howell had written: "Natural Moral Law says that Morality must be a response to REALITY. In other words, sexual acts are only appropriate for people who are complementary, not the same."

After the end of the semester, Howell says he was summoned to the office of Robert McKim, chairman of the Department of Religion, where he was told his email had been forwarded to the Office of Gay, Lesbian, Bisexual, and Transgendered Concerns, and that he would no longer be able to teach at the university. Despite discussion of the email's contents, said Howell, McKim "was quite insistent that my days of teaching in the department were over."

Howell offered not to address the subject of homosexuality in class, and "averred that to dismiss me for teaching the Catholic position in a class on Catholicism was a violation of academic freedom and my first amendment rights of free speech. This made no difference."

Because the diocese of Peoria reportedly only permits university professors to teach at the campus Newman center, Howell lost his position there as well. Howell is now pursuing legal action with an Alliance Defense Fund attorney.

Initial attempts to contact the Diocese of Peoria and the University of Illinois have been unsuccessful as of press time. Dr. Howell declined to comment before speaking with his lawyer.

The case, while extraordinary in the United States, has been foreshadowed by similar discrimination in Canada and elsewhere. Dr. Chris Kempling, a teacher in British Columbia, was cited for professional misconduct and his license suspended after writing letters to a local newspaper explaining Christian belief on homosexuality. Kempling fought the charges all the way to the Canadian Supreme Court, where his appeal was denied - leaving him with hundreds of thousands of dollars in legal fees.

ADF attorneys see Howell’s case as part of an ominous trend on college campuses.

“A university cannot censor professors’ speech - including classroom speech related to the topic of the class - merely because certain ideas ‘offend’ an anonymous student,” said Howell's attorney, ADF Senior Counsel David French. “To fire a professor for teaching the actual subject matter of his course is outrageous. It’s ridiculous that a school would fire a professor without even giving him a chance to defend himself when he simply taught Catholic beliefs in a class about Catholic beliefs.”