sexta-feira, 7 de agosto de 2009

NARTH - Press Release on APA Task Force


NARTH
The National Association for Research and Therapy of Homosexuality

PRESS RELEASE

August 6, 2009
For further information contact:
David Pruden, M.S. (dpruden@earthlink.net)
NARTH, Vice-President of Operations 888-364-4744

As a scientific and professional organization the National Association for Research and Therapy of Homosexuality (NARTH) welcomes all responsible discussion and investigation into the important psychological factors surrounding homosexuality. The gay and lesbian task force report just released at the American Psychological Association (APA) convention in Toronto suggests no change in the clearly established APA policy that client self-determination is the crowning principle of all ethical mental health treatment. Respect for religious diversity demands that psychologists and mental health professionals give as much weight to belief as they do to sexual identity.

NARTH appreciates that the APA stressed the importance of faith and religious diversity. Unfortunately, however, the report reflects a very strong confirmation bias; that is, the task force reflected virtually no ideological diversity. No APA member who offers reorientation therapy was allowed to join the task force. In fact, one can make the case that every member of the task force can be classified as an activist. They selected and interpreted studies that fit within their innate and immutable view. For example, they omitted the Jones and Yarhouse study, the Karten study, and only gave cursory attention to the Spitzer study. Had the task force been more neutral in their approach, they could have arrived at only one conclusion: homosexuality is not invariable fixed in all people, and some people can and do change, not just in terms of behavior and identity but in core features of sexual orientation such as fantasy and attractions.

With regard to possible negative effects of therapy, as in all provisions of psychological care, the possibility exists that the client may not be happy with the outcome. We believe the report indirectly supports the findings published in the current Journal of Human Sexuality that reveal no significant ill-effects of therapy. Further, if some clients are dissatisfied with the therapeutic outcome, as in therapy for other issues, the possibility for dissatisfaction appears to be outweighed by the potential gains. The possibility of dissatisfaction also seems insignificant when compared to the substantial medical, emotional, and physical risks associated with homosexual behavior.

NARTH would suggest that these medical and emotional risks, along with the incongruity of homosexual behavior with the personal and religious values of many people will continue to be the motivation for some individuals to seek assistance for their unwanted homosexual attraction.

sábado, 25 de julho de 2009

Um Grande Mistério


1. Quando escutava aquele Sacerdote ficava deslumbrado. Era um colosso de interioridade espiritual que, com o vigor da sua palavra, expulsava imensidades de demónios. Os crentes ao ouvi-lo sentiam-se confirmados e fortalecidos na sua Fé; os descrentes ou indiferentes convertiam-se aos magotes; e todos, quais frutos maduros desprendendo-se das árvores, como outrora Zaqueu, lhe caíam aos pés, de joelhos, confessando os seus pecados. A sua Fé portentosa transmutava orgulhos em humildades, com a mesma facilidade com que um cataclismo desfazia uma enorme montanha escavando no mesmo abalo um profundíssimo vale; transfigurava desesperos e amarguras em esperanças e alegrias como um poderoso sol que evapora um mar para logo em seguida o derramar, em gotas de doçura, sobre a terra.

E era tão claro que nada disto tinha origem nele, mas que vinha do alto, de uma Palavra desde sempre dita e nunca calada. Era um espanto sempre crescente, um abismo de admiração, considerar como nele, aquele ser tão fraco e limitado, tão tu cá, tu lá, se tornava presente a Majestade do Infinito. A sua denúncia do mal era o estrondear de um trovão; o seu raciocínio claro e veloz como o fogo de um relâmpago que ilumina, purifica e aquece; a sua palavra fluente como as águas da chuva abundante que inunda de bênçãos a terra. Capaz de provocar tremores sísmicos nas interioridades humanas irrompia simultaneamente em erupções de certezas e determinações que tudo reconstituíam em novas modelações configuradas à Verdade, que é o outro nome do Amor.

2. Por que era Padre podia não só desabafar, com ele, como confessar-se. Nele podia repousar os seus espantos e perplexidades, as suas mágoas e dúvidas, as suas cobardias e mediocridades. Os seus ouvidos eram como vastíssimos oceanos onde tudo o que era seu podia desaguar. Contava-lhe aquilo em que se empenhava e aquilo de que fugia. Falava-lhe das suas crenças, das suas esperanças, dos seus desejos. Dizia-lhe claramente o que pensava, julgava e sentia. Não lhe ocultava as suas aversões nem os seus medos nem as suas frustrações, admitia os seus fracassos mas também lhe confidenciava as suas amizades, os seus amores, os seus êxitos e triunfos. Com ele podia ser autêntico, mostrar-se tal qual era, ser completamente verdadeiro.

Algumas vezes interrogava-se de que grandes arcanos seria ele guardião pois tudo o que de vil e abjecto da sua boca lhe saía, em desafogos e confissões, ao entrar nos seus ouvidos, sofria um misterioso processo “alquímico” que tudo transfigurava em palavras de estímulo e encorajamento, em bênçãos e graças. Era uma presença visível de Cristo, que da morte tira vida, no qual podia, como outrora S. João, repousar a alma no seu coração.

3. Acresce que o Padre era um dilúvio de alegria que tudo inundava de descontracção. Brincalhão até ao exagero, entregava-se às tropelias mais imprevistas e aos ditos mais inesperados. Capaz das maiores exuberâncias parecia um “charlot” fugido da tela ou um frei Junípero saído das Florinhas. Como os jograis, era um canto à vida, provocando contentamentos com graciosidades e jovialidades; como os bobos, era dotado de uma acentuada ironia crítica, despoletando verdades fulgurantes por entre gracejos, caretas e pulos; como os palhaços ao mascarar-se desmascarava os outros com simplicidades e infantilidades. Dotado de um poder de fascínio impressionante, a sua palavra era como um pincel que coloria quadros vivos, diante de quem o escutava, com exemplos, comparações, vivências e sentimento. Ao ouvi-lo ficava-se suspenso ou então ria-se a bandeiras despregadas e minutos depois chorava-se com emoção, ou gargalhava-se e pranteava-se simultaneamente. A sua vitalidade surpreendente era um tonificador capaz de recuperar um exército desbaratado. Com ao mesmo à vontade com que fazia jejuns rigorosos em espírito de penitência, bebia café, whisky e dava umas passas no cigarro louvando o dador destes pequenos prazeres.

Ao pé dele, sentia que tudo era desdramatizado e que a vida era um hino de simpatias e cordialidades ou uma presença constante do amor. Parecia impossível estar triste à sua beira: a sua despreocupação desvanecia escrúpulos e melancolias. Surpreendentemente, não obstante, de um momento para o outro aquela enorme gargalhada humana era capaz da maior seriedade; de raciocínios com a aridez da abstracção metafísica; de uma palavra dura e fria, como um penedo que se abatia sobre quem o ouvia, ou de uma atitude brusca, semelhante a um furacão devastador que a ninguém poupava. Perecia, então, uma erupção instintiva de raízes ancestrais de que só tomava consciência após a razia consumada. Nessas alturas era bruto como aqueles avôs, de cepa beirã e mentalidade granítica, para quem não ser seco e rijo, num homem, era suspeito.

É certo que nesses modos, nele raros, verdade seja dita, já tinha uma ou outra vez, com duas penadas, resolvido problemas que, desde há muito, muitos com falas mansas tentavam solucionar. Outras vezes, todavia, era incompreensível e sempre magoava.

4. Lembrou-se, de repente, que às vezes pensava se a sua vocação não seria o sacerdócio. A bem dizer, não sabia de onde lhe vinha este impulso. É certo que, desde miúdo, conhecera muitos padres. Mas sabia-lhes demasiadamente os defeitos para se poder entusiasmar com a vida de qualquer um deles. Uns eram irritantemente vaidosos ou petulantes, outros cheios de manias, muitíssimos cinzentos ou maçadores e todos falhos de qualquer coisa. Nada escapava ao seu sentido crítico apurado que com subtil ironia tudo ridicularizava. Eram insuportavelmente humanos. E, apesar disso, sem saber porquê, o Padre surgia-lhe como o grande herói dos nossos tempos: gigantes que proclamavam a verdade num mundo de mentira, que implantavam a Fé num mundo descrente. Por tantos solicitado, o Padre é o homem que não se poupa, que em correrias loucas ou em orações pausadas se dá, se gasta, se consome pelos outros, por todos os outros. Admirava-se que não desfalecessem pelo caminho, estes lobos solitários ferozmente depredadores do mal, vigorosos construtores do bem. Como ele gostaria também de ser outro Cristo anunciando a Sua Palavra, distribuindo perdões, alimentando os famintos, celebrando a acção de graças, vivificando almas áridas. Como um novo S. Cristóvão, carregar herculeamente com o peso do mundo. Participar da alegria do Pai pelo filho regressado, andar em busca da ovelha perdida e com imenso regozijo afagá-la e metê-la aos ombros. tanta alegria no Céu! E em banquetes ou pelas cidades, arrastando multidões, semear o Reino dos Céus. Ir de casa em casa dando a saudação da paz. Desprendido de tudo abandonar-se à Providência que veste as flores do campo e alimenta os pássaros do Céu. Implantar a fé e tudo instaurar em Cristo. A fé! É daí que tudo brota! A Fé celebrada na Esperança e vivida na Caridade.


Subitamente, cessaram-lhe todos os pensamentos e uma escuridão inteira abateu-se sobre ele. O breu absoluto. Um vazio imenso. Tudo era solidão angustiante - noite universal sem astros que tudo envolvia. Tudo era nada. E o nada mais gélido do que a morte.


Silenciosamente, na profundidade das trevas, ascendia majestaticamente dos abismos inferiores um disco branco, hóstia imaculada. Nela pregado, com ela confundindo-se, um Padre, bem o reconhecia, pobre, desnudo e crucificado, suspenso entre o Céu e a Terra, de ambos abandonado, agonizava numa solidão infinita.


Que visão assombrosa seria esta que tanto o aterrorizava mas que simultaneamente o fascinava e o atraía como o fogo à borboleta. Queria fugir e detinha-se, queria esquecer e fixava-se, queria ignorar e indagava. Sem saber como, soltou-se-lhe das entranhas um brado: Tu que fazes aí?! E da fragilidade humana envolta na nuvem branca, desprenderam-se gemidos:


Padre - “Meu Deus! Meu Deus! Porque me abandonaste?” “Até o amigo íntimo em quem eu confiava, até esse se levantou contra mim!”


João - Mas então todos te abandonaram? Não há quem esteja contigo? A tua cruz é a do pecado ou a da virtude? Só vejo escuridão. Onde estão aqueles a quem perdoaste? Onde estão os que ensinaste? Onde estão aqueles que as tuas palavras e a tua presença, como o óleo santo, suavizaram e curaram? Tantos te aplaudiram. A tantos te deste tanto. Tantos por ti riram felicidades, por tua causa choraram arrependimentos. Onde estão?


Padre - Este é o nosso destino. Outros Cristos, com Ele estamos crucificados. A Sua oferta é a nossa oferta, o Seu destino o nosso. Nunca fiz tanto como agora que nada faço. A minha cruz é a do pecado e a do Amor, não pura como a d’ Ele; é a dos ladrões e a de Cristo numa só - e por isso é provação, castigo e purificação. Sim o nosso destino é a solidão. A Sua solidão. Não será esta a face oculta do nosso dia-a-dia que ninguém vê? Todos me abandonaram, todos menos a Mulher. Ela a Mãe fecunda, a Virgem pura, casta como as águas do Céu, fértil como as margens do Nilo - Lua cheia, resplendor da bondade do Pai. Só Ela, como outrora, ficou.


João - Também eu ficarei. Agora estou contigo. Permanecerei com Ela junto à tua cruz pois nem ao próprio Deus faltou a amizade na hora final. Estou aterrado, cheio de suores frios, mas ficarei. Permanecerei na amargura desta noite recolhendo as gotas de sangue que escorrem do teu corpo, cicatrizando esse peito rasgado pela ingratidão de tantos e pelo teu próprio pecado, arrancando esses espinhos de pavores e misérias que te atormentam. Chegou a hora de dar-me, sabendo que de ti nada posso receber. Dantes bebia da tua energia e fortalecia-me admirando-te. Agora vejo-te fraco, nu nas tuas debi1idades e pecados. Toda a tua imundície me é manifesta; esquadrinho a tua alma na sua podridão e baixeza.[1] A tua abjecção repugna-me, a tua corrupção é fétida e as tuas hipocrisias nauseabundas. É uma visão assustadora que me apavora. As tuas grandezas foram-me veladas, as tuas virtudes encobertas, as tuas heroicidades proibidas de aparecerem. Diante das tuas cobardias e vergonhas, aprendi a tua lição última: o Amor gratuito. Nunca te sintas só porque, para além de Deus e da Mulher, tens-me a mim.


Padre - Essa tua palavra santifica-me, pois a sua origem é Divina. Só Cristo ama assim. O que viste é a revelação daquilo que seria sem Ele e tudo o que admiraste na minha vida é o que sou com Ele: pois sem Ele nada posso. Felizes daqueles como tu que ao conhecerem os outros assim não os abandonaram e que ao conhecerem-se a si mesmos do mesmo modo não desesperaram. Não recolhas, no entanto, o meu sangue: deixa-o regar a terra. Não cicatrizes o meu peito nem me arranques os espinhos porque a minha solidão é a vossa comunhão, a minha morte é a vossa vida. Quero tragar o cálice até ao fim: pois quem quiser ir após Ele tome a sua cruz e siga-O.


Olha, agora, esta hóstia que me eleva e nota bem de que é feita.


Não vês que é a comunidade dos outros que Deus assumiu? Vê os órfãos de quem fui pai e as viúvas de quem fui defensor. Olha a multidão dos jovens convertidos em retiros; tantos políticos e catedráticos, camponeses e analfabetos absolvidos por estas mãos. Olha as crianças salvas, no seio das suas mães que as não queriam, por uma palavra destes lábios que Cristo abriu. E estes que deixaram a droga e o a1coól porque no meu coração encontraram o Pai que me habitava.


Aqueles, ali, são os que tinham resolvido pôr fim à vida mas a quem comuniquei a Esperança que o Espírito depositava em mim. Considera a quantidade de famílias a desfazer-se que foram reconstituídas pela Paz que Cristo me infundia. Tantos outros que se reencontraram, só porque os escutei. Tanta fome que se matou porque, ao distribuir o Pão Consagrado, ensinava-lhes que quem come Pão tem de ser Pão para os outros. Vê os doentes que ungi, levando-lhes o conforto do Altíssimo, os noivos que casei e os tantos filhos que fiz nascer pelas águas do baptismo. Considera a multidão imensa que me leva para o Céu. Eles são, n’ Ele, a minha salvação. É certo que me esqueceram mas o bem que Deus neles fez, por mim, permanece. A minha solidão é real o meu abandono verdadeiro; mas é necessário sofrê-los até ao fim, pois tudo desemboca em Ressurreição, explosão infinita de Amor e de alegria sempre nova. Quando nos momentos difíceis, suspenso entre o Céu e a Terra, por ambos abandonado, sinto a presença da Mãe e a tua sei que é Ele, em vós, que me conforta e “tudo posso n’ Aquele que me conforta”.


Então, a escuridão transformou-se numa intensíssima luz de infinitos clarões, o silêncio transfigurou-se em coros de miríades, as trombetas soaram e o Céu dançou. Legiões de anjos esvoaçaram Hossanas, multidões de mártires entoavam Aleluias, milhares de milhares prorrompiam em júbilos, os santos bradavam de alegria e o Padre revestido de túnica branca contemplava os novos Céus e a nova Terra em que tudo tinha sido renovado.



Nuno Serras Pereira

24. 07. 2009




[1] A alma de si é boa, bela e preciosa. Aqui e no que vai adiante considera-se aquilo que a degrada e a derranca – o pecado. Não necessariamente o pecado actual mas todo aquele que cometeria se a alma não fora amparada pela Graça de Deus. O Sacerdote, num certo sentido, não é chamado a vencer somente as suas tentações mas também as dos outros de modo a que a sua vitória reverta espiritualmente sobre eles e os fortifique nos seus combates.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Three Misreadings of Caritas in Veritate, by Deal W. Hudson


Pope Benedict XVI's latest
encyclical, Caritas in Veritate,
was published on July 7. With the appearance of a new papal document, various factions in the Church, as well as some outside, eagerly attempt to score points on their own behalf. This is particularly true of Caritas in Veritate, since both its length and the variety of its content allow plausible misreadings supported by selective citations.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Society Confusion Disorder


by Larry Richman

I'm trying hard to be tolerant and to embrace diversity. But it seems that every time I start to get a handle on things, something pops up that throws all of my recent sensitivity training out of the window. I guess my brain is just impossible to wash. Maybe I am not the one who is confused. We are purposely being confused by the confused. We are receiving a cultural lobotomy as we watch the confused media parade confused experts into our living rooms, to confuse us on the meaning of things for which there should be no confusion.

Up until the mid 1970s, psychiatric experts classified homosexuality as a "mental illness." Then they decided that it was merely a disorder. Then they decided that it's not even a disorder, but something perfectly normal and natural. We're told that it is not a lifestyle choice, but an inborn, inherent, immutable, born-that-way-characteristic that should be embraced with pride and its virtues should be taught to elementary school children.

Two decades ago, Chastity Bono, the daughter of Sonny and Cher, announced to the world that she was a lesbian. She said she was sexually and emotionally attracted to other women. We're told that this is an inborn, inherent, immutable, born-that-way-characteristic. But last week, she announced that she was no longer a lesbian, but a man and would undergo surgery to change her female parts to male parts.

It used to be easy when there was just gay and straight. But now, sexual identity is a very a complex continuum of heterosexual, homosexual (gay and lesbian), bisexual, pansexual, polysexual, asexual, transgendered (transwomen and transmen), transsexual, cross-dresser, transvestite, drag king/queen, genderqueer, cross-gender, androgyne, pangender, bigender, ambigender, non-gender, agender, gender fluid, intergender, and autogynephilic.

Back to Chastity Bono's condition, or disorder, or whatever it is. Wikipedia says that "the precise definition for transgender remains in flux." What? I thought these were inborn, inherent, immutable, born-that-way characteristics? Aren't we told that people are born with a "gay gene?" Transgender, which is a form of Gender Identity Disorder (GID), designates "a person whose identity does not conform unambiguously to conventional notions of male or female gender roles, but combines or moves between these."

Apparently, Chastity's gender confusion has confused her and now she realizes that she has been living a lie. She wasn't really a lesbian, but a Sonny trapped in a Cher's body. So, after a little plastic surgery, a shave, and a haircut, Chastity will no longer be Chastity the lesbian, but Chaz the artificial man. The gender "experts" tell us it is perfectly normal and that anyone who would question it is not normal but hateful, judgmental, and intolerant. I am confused by all the confusing disorders. Let me ask a few questions to see if it can begin to make sense:
After the sexual reassignment surgery, will Chaz be a man or still a lesbian just in a man's body?

Since Chastity was born with a "gay gene," when she becomes a man, I assume he'll then be attracted to men. If not, and Chaz is still attracted to women, would that make him a heterosexual man?

Was Chastity living a lie as a lesbian, because she wasn't really a lesbian at all, but a man trapped in a woman's body? If she really isn't a lesbian, was she born a heterosexual or a homosexual? Did she have a gene transplant?

When Chastity becomes Chaz, will he stay with his current lesbian girlfriend? Seems to me if Chastity was really born with the "gay gene," her girlfriend is about to lose her former girlfriend to a gay man. (This gives new meaning to the term ex-girlfriend.)

If Chaz stays with his lesbian girlfriend, would they be a heterosexual couple? What would we call them? Husband and wife? Bi-sexuals? Or are they something new, perhaps tri-sexuals (a lesbian with a former lesbian who converted to a heterosexual-homosexual-artificial-man)?

If Gender Identity Disorder (GID) is acceptable and sexual reassignment surgery is acceptable, why not consider Body Integrity Identity Disorder (BIID) as normal and acceptable? (Yes, it's a real thing.) BIID sufferers obsessively perceive their "true selves" as missing one or more arms and legs (hence the nickname "amputee wannabe"). Rather than trying to help patients learn to live with their desperate yearning to harm themselves, some fringe transhumanists argue that the principle of personal autonomy requires that BIID patients be aided in "safely" becoming the amputees they so desperately want to be. How is this different from sexual reassignment surgery, which involves cutting off healthy body parts to satisfy a yearning to become something they are not?

Shouldn't we just label pedophilia as Age Confusion Disorder (ACD)? Sex with animals as Species Confusion Disorder (SCD)? Rape is really just Date Confusion Disorder (DCD). Adultery is Spouse Confusion Disorder (SCD).

Will Chaz be forced to get a new birth certificate? Not that it matters. (Why would anyone ever need a real birth certificate anymore?) Is she still an American? The US Constitution says you have to be a "natural born" citizen. What s/he will become is certainly not natural. I guess s/he could just put a Certificate of Live Birth (CLB) on her Web site.

Why aren't the pro-gay factions desperately trying to get Chastity to stop? They argue that people are born gay or lesbian and it is inherent and immutable, and it will cause great harm to anyone who tries to change from being gay or lesbian. That's why they constantly protest ex-gay groups like Exodus and Evergreen. Why do they embrace Chastity's choice to change from being a lesbian to a heterosexual-homosexual-artificial-man but curse those who choose to change from being gay to straight?

Well, I hope this cleared everything up. I'm sorry if I seem so narrow-minded. I've always been accused of being too analytical. Thanks goodness it will never happen in today's schools. People who think for themselves are labeled with a disorder, put on Ritalin, and assigned to special classes where the experts will straighten them out.

Some of the material in this post was adapted from "Gender Confusion, Confusion" by Coach Dave Daubenmire.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A nova questão religiosa

João César das Neves

In Diário de Notícias - 13. 07. 2009

Neste período eleitoral acontece um fenómeno inaudito na nossa democracia. Pela primeira vez desde 1974 um dos grandes partidos nacionais apresenta no seu programa uma medida claramente oposta à doutrina da Igreja Católica. A moção aprovada no XVI Congresso Nacional do PS de 1 de Março propõe "a remoção, na próxima legislatura, das barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo." (III 4 F).

Pode dizer-se que a medida não pretende ofender os católicos, tendo o propósito genérico de igualdade entre cidadãos. Aliás os dirigentes do PS têm muito cuidado em declarar cordialidade com a Igreja. Pode até dizer-se que a verdadeira finalidade do anúncio é apenas gerar um debate violento em assuntos laterais de forma a distrair o eleitorado da dureza da crise e dificuldades do Governo. O que não há dúvida é que, depois de toda a campanha do aborto, das várias leis antifamília e múltiplas beliscadelas administrativas, se pode dizer que a Igreja Católica, pela primeira vez desde o 25 de Abril, enfrenta uma oposição séria e profunda do poder político.

Todos sabem que as relações entre religião e Estado sempre foram controversas ao longo dos séculos. No mundo ocidental, a longa interacção entre Igreja Católica e governos passou por fases muito diferentes. Em particular em Portugal, os últimos 200 anos foram especialmente dolorosos. Do dirigismo pombalino e salazarista à perseguição liberal e republicana, houve mais de dois séculos de desentendimento, conflito e incompreensão. Sem nunca surgirem as multidões de mártires de quase todos os outros países europeus na época, Portugal passou muito tempo privado de uma relação saudável e equilibrada entre fé e poder.

Tudo isso mudou após 1974. Era evidente desde o princípio, quer para os bispos quer para os dirigentes revolucionários, que se deveriam evitar lutas antigas que tinham sido tão negativas para ambos. Por isso, apesar de escaramuças iniciais, sempre existiu muito cuidado das partes em prevenir choques e melindres. Todos declararam repetidamente o desejo de conviver e colaborar lealmente. O resultado foi o melhor período de relações Igreja-Estado de que há memória no nosso país. A revolução de Abril afirmou-se sem as dificuldades das suas antecessoras e os católicos viveram calmamente a sua vida, dispersando-se pelos vários partidos sem problemas.

A questão do aborto criou em 1984 o primeiro conflito aberto. Mas essa questão, que ainda permanece, mostrou bem os frutos dos esforços anteriores de diálogo. O confronto, que é grave e radical e tem tido fases opostas, foi em geral conduzido com serenidade e elevação, dentro dos termos do respeito institucional. Nunca se ouviram apelos à guerra santa ou ao anticlericalismo.

O Governo Sócrates, porém, mudou sensivelmente o tom da relação.


Formalmente as coisas estão na mesma mas, talvez porque se dá como adquirida a bonomia comum, o poder tomou várias atitudes claramente hostis à Igreja. Os mais de cinco anos de atraso na regulamentação da Concordata são o facto administrativo mais ostensivo. Mas politicamente são os sucessivos agravamentos das leis sobre a família e a vida humana, muitas vezes impostos de forma arrogante e apressada, que constituem o aspecto decisivo.

Começa a existir uma questão religiosa em Portugal. No meio da crise, e após décadas de juras universais em contrário, é difícil notar tal facto, mas ele torna-se indesmentível. Isto tem implicações a vários níveis. Depois do Verão a implicação será para os eleitores católicos na decisão do voto. Os bispos portugueses formularam já, em Nota Pastoral de 23 de Abril, os princípios a seguir. Apesar da linguagem, que mantém as cautelas e diplomacias de antes, foram claros para quem quiser ler bem.

Agora são os partidos políticos, em vias de construir as listas e estratégias eleitorais, que têm de tirar essas implicações. É bom que todos tenham em conta e tomem posição nesta triste questão que a irresponsabilidade de alguns faz renascer na sociedade portuguesa.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Puro Farisaísmo


Os grandiloquentes meneios e palavras de indignação da generalidade dos políticos e jornalistas portugueses pela truanice do ministro Manuel Pinho no parlamento não são mais do que refinada hipocrisia. Como muitos dos fariseus do tempo de Jesus coam mosquitos e engolem tubarões.

Um trejeito como aquele, não sendo acompanhado de palavras que o expliquem, é, naturalmente, ambíguo e, por isso, susceptível das mais diversas interpretações. Algo de semelhante pode inclusive acontecer com as palavras desacompanhadas da expressividade de quem as diz e da circunstância em que são proferidas. Estas, aliás, são algumas das razões porque a Igreja sempre reivindicou a Tradição a par das Sagradas Escrituras como fonte de Revelação. Quando o Senhor, no Evangelho de S. João, promete o Espírito Santo que recordará aos apóstolos e seus sucessores tudo o que é necessário para inteligência da Revelação, refere-Se, também, precisamente ao que não foi dito, nem escrito, à comunicação não verbal mas existencial, às atitudes, aos actos, aos comportamentos, aos sinais e prodígios, etc.

O que provocou o abespinhamento dos deputados, do governo e do presidente da república foi, assim transparece da generalidade das declarações e interpretações, uma falta de respeito ao parlamento, na pessoa de um deputado, que teria sido dado, insultuosamente como cornudo. Se fosse comigo, contrariamente aos políticos que ali viram uma injúria, provavelmente, sentir-me-ia indigno do cumprimento elogioso que me apontava como um novo Moisés. De facto, as Sagradas Escrituras narram que quando ele desceu com as tábuas da Lei do Monte Sinai vinha com cornos de glória, de luz, de poder de Deus. Quem é que não conhece a famosíssima estátua do mesmo esculpida por Miguel Ângelo que apresenta o Profeta com dois cornos que lhe encimam a fronte?

No entanto, confesso, a impressão com que fiquei ontem ao enxergar as imagens na tv e que confirmei hoje ao ver as fotografias nos jornais foi a de uma manifestação ou revelação singular - independente, porventura, da vontade subjectiva do próprio -, de uma presença maligna naquele hemiciclo. Como que uma fotografia do essencial destes quatro anos. Aquilo, por mais que lhe queiram atribuir outro significado, é uma figuração do Diabo. E, quanto a mim, somente o facto de isso que era oculto se tornar assim patente a todos é que explica a fúria geral e a pressa na remodelação.

Já sei, é o costume, que me vão acusar de falta de caridade, censura nunca feita a quem a ela falta sistematicamente mas como modos elegantes e polidos. Não importa, estou habituado, e o Senhor nos julgará. Mas como explicar a conjura contra vida e igual dignidade de todos os seres humanos, a tirania e o totalitarismo de excluir uma classe inteira de pessoas da protecção da lei, distorcendo esta de tal modo que o estado executa à morte, por si próprio ou por apoio a terceiros, uma multidão de pessoas inocentes? Este bando de malfeitores que decide arbitrária e injustamente quem é digno de viver e quem o não é, que é senão, consciente ou inconscientemente, agente do Maligno? Este bando de malfeitores que decide a corrupção e a perversão das crianças e dos jovens através de uma “educação” sexual obrigatória, que é senão, consciente ou inconscientemente, sequaz do Diabo? Este bando de malfeitores que legisla a promoção do divórcio e se preparara para instituir o “casamento” entre sodomitas, que é senão, consciente ou inconscientemente, sectário do Demónio?

Depois de todas estas prostituições (no sentido bíblico) criminosas os seus membros apresentam-se, como virgens impolutas e pudicas, indignados com a imitação boba de dois cornos?

Casa da democracia chama-lhe o presidente? Boca do Inferno é o qualificativo mais adequado.

Nuno Serras Pereira

03. 07. 2009

domingo, 21 de junho de 2009

Um Dom Imenso


Quem quase toda a vida viveu, como eu, “empadralhado”, isto é, rodeado de Padres poderá ter uma grande dificuldade em reconhecer o dom imenso que eles representam.

A dois meses e meio, mais ou menos, de nascido, a 9 de Janeiro de 1954, fui banhado nas vivificantes águas Baptismais, por um deles, na Capela de casa dos meus avós, na Paróquia do Santíssimo Sacramento, no Porto. Na meninice, antes da escola, habituei-me não só a ir à Missa Dominical, mas também a ver como visitas habituais em casa de meus pais e avós, de ambos os lados, sacerdotes que lá almoçavam ou jantavam. Depois, frequentei durante 10 anos o colégio de S. João de Brito, dos Padres Jesuítas. Esta convivência quotidiana fez de mim, por assim dizer, um católico mimado que se sentia no meio deles com o mesmo à vontade que com a família mais chegada. Tiveram por isso, com uma paciência de Job, de aturar as minhas birras, desleixos, más-criações, rebeldias, arrogâncias e presunções. Olhando para trás e considerando as malandrices e demais idiotias que fazia com uma frequência e uma intensidade inusitadas não posso deixar de me pasmar quer com a minha crueldade quer com a benevolência sacerdotal. Levei, é verdade, algumas reguadas, carolos, puxões de orelha e tabefes, embora não tantos como precisava, mas o que eu merecia era ser “exterminado”, corrido a pontapés, expulso como ingrato, lançado ao lixo como escória imunda. Mas quê! Logo me perdoavam, absolviam, davam-me a Comunhão e faziam-me grande festa.

Fiz coisas ignóbeis, infames, sem qualificativo gramatical que as nomeie adequadamente. E, não obstante, considerava os Padres, na minha soberba canalha, uns seres cinzentos, algo desprezíveis, coisa a evitar e de todo indesejável.

Com a saída do S. João de Brito aquela decadência católica em que me enfronhara foi-se transformando numa tentativa persistente e determinada de desconstruir tudo o que me tinha sido dado e ensinado. Fazer e praticar exactamente o contrário da Lei de Deus. Ler Freud, Karl Abraham, Marcuse, W. Reich e A. Kinsey, entre outros, só podia agravar, como o fez, a situação. Um livro sobre Magia (não ilusionismo) que encontrei numas férias virou-me para o ocultismo. Chegado a Lisboa, vendi a Honda 90 e com o dinheiro adquirido comprei tudo o que encontrei sobre espiritismo, quiromancia, horóscopos, yoga, alquimia, parapsicologia, etc. Mergulhado nessas fantasias organizei sessões de espiritismo e ocultismo, e tive contactos com várias correntes do yoga, como a meditação transcendental, para dar só um exemplo, com os Meninos de Deus, com a Unificação, com budistas e hinduístas. A verdade, a resposta às minhas ânsias, à minha procura, não podia estar naquilo que eu conhecia de ginjeira e desdenhara – “a galinha da vizinha é melhor que a minha”. E assim de ilusão em ilusão fui-me arrastando até à desilusão final.

Depois veio a descoberta da Bíblia, a propósito de um filme que então apareceu, e a sua leitura diária com um pequeno grupo, entre cheiros de incenso – resquício das experiências anteriores -, e também em casa sozinho, com uma garrafa de aguardente “fim de século” de um lado e o maço de tabaco “português suave”, sem filtro, acompanhando a meditação até às quatro ou cinco da manhã!

Nesta confusão, Deus enviou um novo Prior, o Pe. Lereno Sebastião Dias, para a minha paróquia, a de S. João de Brito. A minha mãe conseguiu convencer-me a ir falar com ele e eu encontrei um milagre. Aquilo não era um homem, era um furacão de entusiasmo (esta palavra que vem do grego significa ter a Deus dentro de si), um fogo devorador de Evangelização, um arrebatamento Eucarístico. Desafiei-o para uma das nossas reuniões, ficaram todos fascinados. Dentro em pouco estávamos num cursilho de cristandade com outros dois Padres. Um empolgou-nos com as suas pregações, o outro persuadiu-nos de uma forma singular à confissão, sacramento em que não me apanhavam há vários anos. Aterrado, lá confessei as minhas grandes, graves e numerosas culpas (aquele tipo de pecados que não só é difícil de admitir perante os outros mas também perante nós próprios). Como resposta à javardice, ao esgoto ali despejado, desceu a Misericórdia infinita, bela e pura de Deus que renova todas as coisas. Se me soube bem a celebração verdadeira do sacramento da confissão? O Pe. Lereno poder-vos-á responder, pois a partir daquele retiro viu-me todas as semanas ir-me ajoelhar diante dele mendigando a absolvição e a sua orientação Espiritual.

O Pe. Lereno passava horas e horas no confessionário. As filas de gente para se reconciliar eram sempre extensas e como ele ouvia sem interromper e pregava a cada penitente com grande unção, era habitual que alguém para conseguir confessar-se tivesse de esperar uma, duas e às vezes mais horas. Não importava porque a pessoa saía dali reconstituída, restaurada, plenificada.

Impressionava o “contraste” entre as homilias e o confessionário. Naquelas proclamava a verdade sem ambiguidades nem titubeações. Pão pão, queijo queijo. Quando uma boa parte dos membros da Igreja em Portugal advogava, mesmo na UCP, a conciliação e compatibilidade entre o marxismo e o cristianismo, ou, pelo menos, calava a sua incompatibilidade ele trovejava contra a sedução diabólica. Não lhe importava que alguns fiéis saíssem amuados com as suas prédicas, pois sabia que o serviço da verdade é uma forma eminente de caridade. Seguramente atraídos por este desassombro, aquela enorme Igreja transbordava de gente em todas as Missas. Inexorável em chamar as coisas pelos nomes, no sim sim, não não, combinava essa clareza com um acolhimento humaníssimo de todas as pessoas. Não havia alma por mais distante que estivesse de Deus e da Sua Igreja, por mais empedernida no pecado, não saísse da sua beira reconciliada, consolada, feliz. Nunca foi lamechas, mas era a presença transparente do Cristo Misericordioso, a pura alegria do Evangelho.

A celebração da Eucaristia era o centro da sua vida. De onde tudo vinha, para onde tudo se encaminhava. Na Consagração, parecia transportado ao Céu; a Comunhão distribuía-a com a urgência, embora solene, de quem não sofre mais um momento ver o povo a perecer de fome. Este Padre, se um dia tivermos de definir a sua vida, é Missa. Está tão configurado com Cristo Eucarístico que já não é ele que vive mas é a Missa, é Cristo Ressuscitado que nele vive.

O encontro com este Padre foi, repito, um milagre na minha vida. Sem ele não me teria entregado à oração, ao apostolado, às obras de misericórdia, à evangelização; não teria crescido na Fé, nem na Esperança, nem na Caridade; sem ele nunca teria entrado para o seminário, nem teria preservado no mesmo, nem teria sido Ordenado Padre. Foi, como costumo, dizer, mais que um pai. Não porque o meu não fosse excelente, mas porque há dons sobrenaturais que só podem vir pela paternidade sacerdotal.

Neste Padre e com este Padre aprendi amar a Igreja, a Virgem Maria, os sacerdotes. Foi ele que pacientemente me fez perceber que eu não era a 4ª pessoa da Santíssima Trindade, uma mania hoje muito em voga, pois por mais que nos custe só há três… Nunca por nunca o ouvi dissentir da doutrina da Igreja, mas sempre percebi nele uma fidelidade que lhe brotava da Fé imensa que possuía. Todas as semanas o via ajoelhar-se no confessionário, aos pés do Monsenhor D. João de Castro, para dizer as suas culpas e acolher as misericórdias de Deus. Expunha o Santíssimo Sacramento todos os dias e diante dele rezava com os fiéis o terço do rosário e a oração de Vésperas.

Ao longo da minha caminhada conheci muitos outros sacerdotes, que seria fastidioso enumerar, que me marcaram e ajudaram muito. Uns diocesanos ou seculares, outros franciscanos (ui!, o que estes me têm aturado), jesuítas, dominicanos, espiritanos, agostinhos, outros são hoje Bispos. Para com todos, embora mais uns do que outros, tenho uma enorme dívida, daquelas que é impossível pagar

Quem trataria as minhas feridas quando caio?, quem me ressuscitaria se morro?, quem saciaria esta fome imensa que me atormenta?, quem me ampararia quando desfaleço?, quem me guiaria nesta babel que é a vida contemporânea?, senão o Padre.

Olhem para as paróquias. Que seria daquela gente que ali fervilha sem elas? Quem cuida dos idosos?, quem visita os doentes?, quem catequiza o evangelho?, quem forma os jovens?, quem organiza o voluntariado?, quem acode aos pobres e aos desempregados?, quem lhes proporciona o encontro com Cristo?, quem cria comunidade entre desconhecidos?

Reparem nas Ordens religiosas. Quem cuidaria dos colégios?, dos hospitais?, dos lares de velhinhos?, das creches infantis?, da missionação?, etc.

Desapareçam os Padres as Paróquias morrerão, as Ordens religiosas soçobrarão. A Igreja, que gera em Cristo os sacerdotes, vive deles. O Padre com todas as suas fragilidades e pecados, pois é um tesouro num vaso de barro, é Cristo no meio do Seu povo. Toda a vida cristã nasce, brota da Eucaristia. Esta é não só a raiz, a fonte, mas também o cume e o vértice da mesma. E a Eucaristia é o Padre a dizer/fazer na Pessoa de Jesus Cristo: Isto é o Meu corpo … Isto é o Meu sangue … Tomai e comei … Tomai e bebei. Esta é a eternidade que nos alimenta e vivifica.

Começou ontem o ano sacerdotal que tem como objectivos criar uma consciência na Igreja e na humanidade do dom imenso que são os sacerdotes e ajudar os Padres a um encontro mais intenso com Jesus Cristo, a uma configuração existencial com O mesmo mais concorde com a sacramental, a uma santidade verdadeira para melhor amar em Cristo os fiéis e toda a humanidade.

Se quiserem rezar por mim e por todos os sacerdotes realizareis uma grande obra de caridade que acabará por reverter a vosso favor.

Nuno Serras Pereira

20. 06. 2009