quinta-feira, 4 de abril de 2013

Advocates Combat Abortion's "Stigma" With Stealth Training - By Rebecca Oas, Ph.D.

NEW YORK, April 5 (C-FAM) Frustrated by the persistence of shame attached to abortion, international abortion activists are employing stealth methods to recruit and train abortionists while scholars are attempting to stigmatize healthcare providers' right to object on grounds of conscience.

"Abortion stigma is affected both by legislative initiatives that establish fetal personhood and gestational age limits and by discourses that influence cultural values," write Dr. Allison Norris and her colleagues in a Women's Health Issues article. "By constructing the fetus as a person and abortion as murder, anti-abortion forces argue that women or providers - or both - should be seen as murderers." Read More

Human Rights Council Shelves Families to "Protect" Children - By Stefano Gennarini, J.D.

GENEVA, April 5 (C-FAM) The Human Rights Council set aside a resolution to protect the family as member states focused instead on a controversial resolution which could expose children to early sexualization and abortion, and would undermine the rights of parents.

Western nations did their best to make sure a resolution on "protection of the family" was not adopted at the session of the Council that concluded March 22. The resolution builds on recent resolutions that recognize the family as the natural and fundamental group unit of society. Read More

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Conto de Páscoa - por João César das Neves

In DN

Um homem tinha três filhos. O mais novo disse ao pai: "Pai, dá-me a parte dos bens que me corresponde." E o pai repartiu os bens entre os três. Poucos dias depois, o filho mais novo, juntando tudo, partiu para uma terra longínqua.

Quando o pai viu isso entrou em casa muito pesaroso. O segundo irmão, ao vê-lo tão triste, e sabendo o que tinha acontecido, disse-lhe: "Pai, aquele teu filho sempre foi má rês. Por isso te roubou. O que temos a fazer é esquecê-lo o mais depressa possível. Continuaremos felizes os três com o que ele cá deixou."

Mas o filho mais velho, que nascera de um primeiro casamento, estava tão triste quanto o pai. Ele tinha ajudado na educação dos mais novos, e muitas vezes os tivera a seu cargo quando eram crianças. Foi ter com o pai e disse-lhe que iria abandonar tudo para acompanhar o irmão que partira. Ele bem sabia que o jovem não o quereria por perto, mas haveria de o vigiar à distância, protegendo-o se fosse preciso e mandando regularmente notícias ao pai. Nesse mesmo dia, o filho mais velho encheu um pequeno saco com o essencial e partiu atrás do irmão.

O mais novo andou por várias terras esbanjando tudo quanto possuía, numa vida desregrada. O irmão nunca se deu a conhecer, mas várias vezes, sem o outro dar por isso, o conseguiu livrar de alguns sarilhos graves. A primeira vez que o jovem notou a presença do mais velho foi no Egipto, quando estava preso por dívidas. O irmão pagou-lhe a fiança e conseguiu libertá-lo daquela terra de escravidão, levando-o para uma outra onde corria leite e mel. O rapaz, um pouco surpreendido pela súbita e oportuna aparição do irmão, agradeceu a libertação, e prometeu portar-se melhor no futuro, cumprindo os mandamentos que vinham numa carta do pai, que o outro então lhe entregou.

Depois de libertado, e durante algum tempo, o filho mais novo comportou-se mais razoavelmente na nova terra. Mas em breve retomou a vida de estróina. Depois de gastar tudo, houve grande fome nesse país e ele começou a passar privações. Então foi colocar-se ao serviço de um dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. E, caindo em si, disse: "Quantos jornaleiros de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros." E, levantando-se, foi ter com o pai.

O filho mais velho, que nunca o tinha abandonado e andava ali por perto, ficou feliz perante a decisão do irmão, e mandou imediatamente a notícia ao pai, para que este o esperasse e o pudesse abraçar assim que chegasse.

Entretanto, o dono dos porcos, patrão do filho mais novo, ficou furioso quando percebeu que o seu escravo abandonara a tarefa. Mandou imediatamente vários servos atrás dele para que o prendessem, prometendo que lhe haveria de dar morte. O mais velho, que também regressava a casa, a uma certa distância atrás do irmão, quando viu aquele grupo apressado de homens armados, percebeu imediatamente o que tinha acontecido e interpelou-os. Ao tomar consciência da situação, ofereceu-se para voltar como seu prisioneiro em vez do irmão. Os servos hesitaram, sem saber se o patrão aceitaria a troca, mas, convencidos com os argumentos do homem, tomaram-no como prisioneiro e regressaram à fazenda dos porcos.

O patrão, ao ver regressar os seus servos com o irmão do escravo fugitivo ficou furioso. O preso explicou que de boa vontade substituiria o jovem no seu trabalho, se o senhor permitisse ao irmão voltar para junto do pai que tanto o amava. Mas este respondeu que um escravo fugitivo tinha de sofrer uma pena dura, para servir de exemplo a todos os outros. Se ele quisesse substituir o irmão, tinha de ser no cadafalso.

Então o irmão mais velho entregou-se à morte para redimir a dívida do mais novo. Foi sacrificado no patíbulo, apesar de inocente.


El pesado fardo de Pedro (II) – di Vittorio Messori

In RL   

Antes de extendernos al resto del mundo, con algún rapidísimo (y del todo insuficiente, que quede claro) golpe de sonda, concentrémonos en primer lugar en la Europa que, a pesar de todo, sigue siendo central. A pesar del descenso numérico —en los tiempos de la Gran Guerra los católicos eran el 45% de la población total del continente, hoy son el 35%— el centro permanece, y no sólo porque el Papa sea el obispo de Roma. Aparte de las comunidades —de fundación apostólica, según la tradición— del Medio Oriente y de Egipto (junto con aquella que dependió de Egipto durante milenios, Etiopía), comunidades reducidas su mínima expresión debido a la milenaria opresión musulmana, la Iglesia universal entera es hija de la Europa católica.

Las comunidades protestantes comenzaron la actividad misionera bastante tarde, y con contrastes y dudas teológicas sobre su legitimidad. Las comunidades ortodoxas, las Iglesias greco-eslavas, prefirieron expandirse como el aceite, como Rusia, en continuidad con su territorio, sin ir prácticamente a ninguna otra parte, también por falta de una autoridad central que coordinase el envío de anunciadores del Evangelio. Los eslavos hablaron de un Moscú como «tercera Roma» pero, aunque venerable y una rica forma de encarnación del Evangelio, a la estructura autocéfala, a menudo transformada en agresivo nacionalismo, le faltó el respiro universal que caracterizó a Roma, primero pagana y después cristiana, y que unió la Urbe y la transformó en Orbis.

La orientación teológica es siempre europea
Las comunidades católicas de cada continente fueron fundadas por misioneros españoles, portugueses, francese, holandeses, austríacos, bavareses, italianos y llevan aún este sibno, incluso en la arquitectura de las iglesias o de los conventos. Incluso hoy, a pesar de que el centro de gravedad numérico se haya movido más allá del Atlántico, los orientamientos teológicos y culturales para la catolicidad llegan desde Europa. Un ejemplo que ya hemos señalado: Sólo un pobre simple puede creer, por ejemplo, que la más conocida de las teologías «exóticas», la llamada «de la liberación», haya nacido por el sufrimiento y el anhelo de los explotados en la América que habla español y portugués. En realidad, ha sido elaborada en los laboratorios teológicos de Francia y Alemania, con una robusta aportación holandesa: por tanto, por los mismos hombres y por los mismos círculos que han inspirado y guiado, en los hechos, el Vaticano II, Concilio más de teológos que de obispos. Y todos, con pocas excepciones, europeos. No es casualidad que, aunque sólo sea desde los tiempos de Pablo VI y después, sobre todo, de Juan Pablo II, se haya intentado hacer realmente universal el Colegio Cardenalicio, aunque en el último Cónclave los purpurados europeos hayan sido el mayor grupo claramente.

El caso de la superpotencia americana
La misma superpontencia demográfica y económica de los Estados Unidos (más de 80 millones de Roman Catholics, como los llaman, la mayor confesión cristiana del país, los protestantes divididos en un polvillo siempre creciente de comunidades, a veces derivadas de la Reforma europea, a veces más recientes y quizá pintorescas) no ha dado a la Iglesia universal hasta ahora ninguna nueva orden o congregación de relieve, ni ningún santo popular, ni tampoco una idea original al pensamiento católico. Salvo por aquel «americanismo», una aplicación un poco naif del pragmatismo yanki al Evangelio, que León XIII se apresuró a condenar en 1899.

No obstante, es curioso, para un país del que parece venir todo para nosotros, en el bien o en el mal: la secularización, que ha afectado y afecta la perspectiva cristiana de un modo radical, no viene, como tantas otras cosas, de EEUU, sino del iluminismo europeo, sobre todo francés y alemán,y de la inteligencia moderna y postmoderna de nuestro Viejo Continente. Es más, los States, son hasta ahora (obviamente, hasta que dure) un país «religioso», con porcentajes bastante altos de pertenencia y de asiduidad de un grandísimo número de comunidades que se llaman cristianas, pero muchas de las cuales parecen tener un aspecto comercial junto al religioso. El eslógan In God we trust que aparece en los billetes del dólar es de origen masónico (todos los Padres Fundadores fueron masones), como confirman el triángulo y otros símbolos de las Logias sobre las dos caras del billete verde.
Sin embargo, permanece el hecho de que, si se miran los sondeos, la mayoría de los americanos declara creer en Dios; es más, precisamente en el Dios propuesto por la Biblia. Incluso aunque su modo de entenderlo, también entre los religiosos y religiosas católicos, suscite fuerte perplejidad en cuanto a su ortodoxia: teología y moral parecen a menudo simplemente variantes del American way of life, entendida en un sentido «políticamente correcto». No es casualidad que, después de observaciones, llamadas de atención, peticiones, advertencias por parte de Juan Pablo II, Benedicto XVI haya enviado desde Roma a los institutos religiosos masculinos y femeninos una especie de «inspectores doctrinales» que, naturalmente, han suscitado el enfado de los «investigados» y de los conformistas siempre dispuestos a gritar al despotismo vaticano y a la represión de la libertad de pensamiento. Una escena que hemos visto repetirse continuamente, en los largos tiempos de la contestación que siguieron al Concilio Vaticano II.

Las puertas abiertas de par en par
En realidad, nadie obliga a nadie a hacerse católico, menos aún a hacerse fraile o monja. La puerta de la Iglesia está abierta para todo el que quiera entrar con buenos propósitos, pero está aún más abierta de par en par para quien se quiera ir a otra parte. El catolicismo no tiene nada que ver con el islamismo, que condena a muerte a quien deje el Corán para elegir otras vías; pero tampoco tiene nada que ver con las pequeñas iglesias y sectas de cierto tinte neo-protestante que persiguen, quizá de manera oculta, a los tránsfugas, y los amenaza no con la pena de muerte para el cuerpo, sino para el alma, con la exclusión de la salvación eterna. Para todos es algo aceptable que cualquier grupo humano organizado tenga sus reglas, sus estatutos, sus disciplinas, siempre y cuando no estén en contraste, se sobreentiende, con las leyes estatales o al menos con las leyes naturales. Pero es singular que, teniendo en cuenta las muchas protestas de estos decenios provenientes de los ambientes clericales, el único que no debería tener reglas y no debería usarlas es solamente el catolicismo, incluso en el caso (que ha sucedido y todavía sucede para muchos) de fugas evidentes de la ortodoxia o de estilos de vida no aceptados.

La Iglesia, que quede claro, no es un partido ni un club. Pero aquí quizá podría servir un ejemplo: si, en estas instituciones políticas o sociales alguien —por cierto, en un puesto de responsabilidad— protestase áspera y públicamente por la línea elegida por la directiva, más aún, la llenase de insultos y le invitase a dejar sitio a otros para cambiar totalmente la perspectiva; y si este alguien, primero advertido respetuosamente y después invitado a irse, se negase a hacerlo alegando ser víctima del autoritarismo, ¿quién podría escandalizarse de la exclusión final? El escándalo, en el Occidente actual, está reservado siempre y solamente a la Jerarquía católica si, teniendo la obligación de custodiar la recta doctrina, después de haber ejercitado ampliamente la virtud de la paciencia, osa reaccionar contra las orgullosas y obstinadas opiniones en primera persona de alguno de sus miembros, desde la monja de la provincia americana hasta la aclamada estrella de la teología.

Una vez, el cardenal Ratzinger me dijo, cuando estaba al frente de la Congregación para la Doctrina de la fe (aquí permaneció durante un cuarto de siglo, el papa Wojtyla lo consideraba demasiado valioso para sustituirlo y rechazó siempre sus peticiones de dimisión para volver a sus estudios), me dijo, por tanto, el mismo «guardián» de la ortodoxia católica: «Desde cuando esta institución se llamaba Santo Oficio, hemos sido sometidos a toda clase de acusaciones y desprecios. Nadie piensa nunca que nosotros, en realidad, defendemos simplemente al pueblo de Dios, estamos de la parte de aquellos que no saben nada de Teología y que solamente quieren vivir la fe según un catolicismo auténtico, el que los sacerdotes les han enseñado con el catecismo. Defendemos al pueblo creyente de las desviaciones, de los errores, de los engaños de los intelectuales, de los profesores, de los teólogos que querrían cambiar aquello de lo que vive el pueblo de la Iglesia y en lo que este mismo pueblo quiere morir».

Diócesis semivacías
Pero volviendo a Europa, umbilicus Ecclesiae, la situación ciertamente no es tranquilizante en el sentido humano: la disminución de las vocaciones al sacerdocio secular está disolviendo buena parte de la milenaria red de diócesis y parroquias, por falta de personal eclesiástico que pueda suceder a quienes mueren o se retiran. Diócesis de millones de bautizados hace años que proporcionan un número de «sacerdotes noveles», como se decía tiempo atrás, inferior al número de dedos de una mano.

Ya ahora, en Francia, en el área germánica y otros lugares, las unificaciones son la norma, pero cada vez son menos necesarias. Existen sacerdotes, casi siempre ancianos, titulares de decenas de parroquias de provincia que fueron vivas y floridas; existen diócesis en las que para la Santa Sede es difícil incluso encontrar entre el clero local superviviente, algún candidato adecuado para consagrarlo como obispo del lugar; existen episcopados en grandes y magníficos palacios donde el obispo está casi solo en medio de una final de salas y salones desiertos. Como han señalado más de una vez los nuncios apostólicos, la programación urbanística para los nuevos barrios en la periferia de las metrópolis europeas, incluso aunque fueron tiempo atrás católicas, casi nunca prevé un espacio para el edificio eclesial. Y eso sin suscitar particulares protestas, más bien —normalmente— en la indiferencia incluso de sus futuros habitantes. Por el contrario, se alzan ruidosas reivindicaciones islámicas (apoyadas, esta vez sí, por las fuerzas políticas y los intelectuales «iluminados») si en esos planes urbanísticos no se prevé la ya obligatoria mezquita.

De las pocas vocaciones que supervivientes para el sacerdocio, buena parte son las llamadas «tardías». Jóvenes u hombres ya adultos, es decir, que han vivido la experiencia de una conversión y están deseosos de responder a la llamada a la vida sacerdotal: pero para «hacer un sacerdote» es necesario el tiempo, son necesarias orientaciones expertas y sabias. La buena voluntad no puede suplir a la formación precoz, dada hace tiempo en los seminarios menores ahora abolidos salvo en alguna zona del mundo. Los nuevos movimientos eclesiales se han mostrado como un discreto vivero de sacerdotes: pero estos —cuando los hay— no se ponen al servicio de la escasez de las diócesis, sino del grupo que ha creado y ayudado en su vocación.

La desviada enseñanza de los seminarios
Tampoco se puede creer (lo han denunciado más veces tanto Benedicto XVI como Juan Pablo II, pero las llamadas de atención comenzaron con Pablo VI), que la enseñanza de los teólogos y biblistas —en los seminarios que quedan o incluso en los ateneos que se hacen llamar «católicos»—sea siempre respetuosa para con las indicaciones que vienen de Roma. Al escaso clero que sale de ellas le falta a menudo, más que una cultura adecuada, lo que los alemanes —también en la juventud de Joseph Ratzinger— llamaban die katholische Weltanschauung, la perspectiva, el punto de vista católico. No es raro que a menudo la óptica de cierta parte del clero y de cierta parte de la prensa confesional parezca ser la de la ideología hegemónica en ese momento: durante más de veinte años después del Vaticano II, fue el amasijo —con diferentes dosis dependiendo de los lugares y de los teólogos— entre cristianismo y marxismo.

Yo mismo estaba presente como joven cronista de La Stampa cuando, en los terribles Setenta, el cardenal arzobispo de Turín, Michele Pellegrino, fue a visitar el gran seminario de la diócesis en Rívoli. El obispo, incluso teniendo fama de abierto progresista, fue recibido por los jóvenes, entonces en hábito talar, que desplegados sobre la entrada, alzando el puño cerrado, cantaban con rabia el eslógan de los desfiles extraparlamentarios: «¡Viva Marx! ¡Viva Lenin! ¡Viva Mao Tse Tung!». Hace tiempo que aquel seminario —para cuya construcción los católicos turineses se habían desangrado, pocos decenios antes—ha sido vendido y la diocesis de Turín, con un par de millones de bautizados, ordena dos o tres sacerdotes al año, frente a las muchas decenas que ordenaba antes del Vaticano II.

Ahora, se han impuesto ampliamente el relativismo liberal, el liberalismo ético, sobre todo la political correctness, esta ideología diabólica porque, con apariencia casi cristiana, está fundada sobre lo que Cristo detesta más: la hipocresía, el eufemismo rufián, la manipulación de las palabras para esconder la realidad en su verdad. Es la satisfacción de saberse buenos —y, exentos de otras obligaciones— gracias al exorcismo verbal, a golpe de eufemismos de toda clase.

Entre monjes, frailes, monjas....
En cuanto a las vocaciones a la vida religiosa, al «estado de perfección» como se decía tiempo atrás, con el triple voto de pobreza, castidad, obediencia, muchas órdenes y congregaciones (tanto masculinas como femeninas) están destinadas inevitablemente a la extinción. A menos que, cosa que no se podría excluir en absoluto, en una perspectiva de fe, un prodigio intervenga y derribe todas las proyecciones estadísticas. En la historia de la Iglesia —la más larga, repetimos, entre todas las instituciones aún vivas— ha habido de todo, incluido el reflorecimiento impetuoso e imprevisto de familias religiosas que parecían estar a punto de desaparecer. A veces ha sido necesaria simplemente la aparición de un (o una) líder santo y carismático al mismo tiempo para hacer resurgir espiritual y numéricamente lo que se daba por moribundo.

Mientras tanto, eso así, en el mercado de la venta inmobiliaria de Roma están apareciendo las sedes, a menudo imponentes y con grandes parques interiores, de las Casas Generalicias ahora ya semidesiertas.Y en toda Europa está a la venta, o se ha vendido ya, o alquilado para objetivos profanos, parte del grande patrimonio urbanístico de las familias religiosas. Primero la Revolución Francesa, después Napoleón, después los gobiernos anticlericales de los siglos XIX y XX secuestraron con violencia los bienes de las congregaciones, las cuales a su vez, reconstruyeron lo que habían perdido. Y lo hicieron gracias sólamente a la generosidad de los fieles: una confirmación significativa del afecto y del reconocimiento que les circundaba. Ahora, muchos de aquellos bienes están en vías de liquidación, pero no por una prepotencia externa, sino por un agotamiento interno. Los colegios que fueron un día para los novicios, ahora casi desaparecidos, se han transformado hoy en asilos para los religiosos ancianos y enfermos: las varias familias religiosas establecen acuerdos para unir a sus inválidos, no teniendo ya personal ni fondos suficientes para hacerlo solos. Muchas instituciones tienen ya más casas y obras de caridad que consagrados con capacidad para ocuparlas y gestionarlas.

La gran obra de las órdenes religiosas
Merece la pena, en estos rápidos apuntes, hacer una pequeña parada en este tema de los religiosos, que no es marginal en absoluto sino que está desde hace muchos siglos en el corazón de la institución eclesial. No sólo benedictinos, cistercienses, carmelitanos, franciscanos, capuchinos, dominicanos, jesuitas, barnabitas, salesianos —por citar sólo a algunos de los más conocidos—, sino una miriada de otros institutos, tanto masculinos como femeninos, han jugado un papel decisivo para la Iglesia y por ende para la sociedad entera, en cada continente. Basta recordar el desastre no sólo religioso, sino también social e incluso económico, provocado en América Latina por el odio de los Borbones hacia la Compañía de Jesús, porque sostenía la legitimidad del regicidio, en el caso de que el soberano se comportase como un tirano intolerable: cuando el papa tuvo que plegarse al chantaje de las monarquías absolutas, suprimiendo a los Jesuitas, tanto las colonias españolas como las portuguesas sufrieron daños gravísimos. Es fácil recordar lo que representó la epopeya de los monjes de san Benedicto che llegaron a tener más de diez mil abadías en toda Europa: queriendo huir del mundo, en realidad aquellos religiosos crearon uno nuevo y su clausura terminó con el fecundar de la cultura, la agricultura, la artesanía, además de dar de comer y asistir a una masa innumerable de indigentes.

En el terrible decaimiento de los «siglos oscuros» de la Alta Edad Media, sólo las abadías fueron capaces de permitir, a menudo de construir, un nuevo orden entre las reuinas del Imperio y el caótico crearse de reinos bárbaros. La escritura, el estudio y las artes siguieron siendo practicadas únicamente entre esos claustros. La supresión violenta de todas las familias religiosas comenzada por la Revolución francesa y continuada por Napoleón está entre las causas de la desesperante miseria, sobre todo en el campo, que marcó los últimos años del siglo XVIII y los primeros del XIX. Los jóvenes murieron por millones por las continuas guerras de Bonaparte, mientras que quien se quedaba en casa moría de hambre, también porque faltaba la ayuda de los religiosos. Por cierto, los bienes secuestrados, obviamente sin ningún tipo de reembolso, fueron revendidos a nobles y a ricos burgueses quienes exigían la mitad de lo recogido por los campesinos a los que alquilaban las tierras, mientras que los monjes se contentaban con un tercio. Pero esto es otro discurso que aquí no hay posibilidad de continuar. Eso sí, no es inútil recordar que hasta el siglo XVII, escuelas y hospitales fueron casi solamente fundados y gestionados por religiosos.

El futuro de las órdenes religiosas

También gracias a la grandiosa y milenaria obra de las órdenes y de las congregaciones católicas, aquellos que niegan las raíces cristianas de Europa no pecan contra la Iglesia, sino contra la Historia. El presente y el futuro de estas instituciones —ya sean antiguas o recientes— no es una curiosidad para especialistas, y estará seguro en el centro de las preocupaciones del nuevo Papa. Antes de nada, es necesario protegerse (como siempre) de las generalizaciones y no olvidar los muchos ejemplos inspirados en el Evangelio que aún hoy nos llegan del mundo de los religiosos. Yo mismo he conocido y conozco muchos de estos y sé que la consagración para muchos no es sólo un destino que llevar adelante con fatalismo o resignación. No es casualidad que el Papa Francisco venga precisamente de la Compañía de Jesús que, tras el Concilio, fue de las más diezmadas. Sobre todo, aunque no sólo, sobre las fronteras misioneras, aquellas que aún permanecen continúan escribiendo páginas a veces de heroísmo, siempre de dedicación al Evangelio y, por tanto, de dedicación al prójimo, a quien llevar al pan del alma y, al mismo tiempo, el del cuerpo.

Pero de ese mismo Evangelio anunciado por los misioneros nos llega la invitación a practicar la verdad: la cual, en este caso, nos dice que en muchas de estas familias, en el pasado gloriosas por historia o por santidad, el lento pero inexorable agotamiento, con un muerto detrás de otro, sin jóvenes recambios que tomen su puesto, parece llevarles a una vida routinière, suavizando el celo apostólico de tiempo atrás, en la nebulosa gris de los conventos semivacíos. Sobre todo si seobserva más allá de Italia, donde la situación es relativamente mejor respecto a los demás países. Precisamente porque conocían el resto de la cristiandad, tanto Wojtyla como Ratzinger, se decían «reconfortados» por la calidad, aunque relativa, de la Iglesia italiana tras la tempestad postconciliar.

La tormentosa renovación postconciliar de estatutos y constituciones se ha revelado incapaz de atraer nuevas vocaciones: es más, en algunos casos, las ha hecho aún más improbables. Los jóvenes se sienten atraídos por el absoluto, por el compromiso radical, por el don total de sí: la juventud es el tiempo del entusiasmo. Pero aquí los ardores de este género parecen no encontar desahogo demasiado a menudo. Después del Concilio Vaticano II se ha elegido el camino opuesto al practicado durante toda la historia de la Iglesia, donde la renovación y la reforma se han obtenido no con la relajación sino, por el contrario, con el refuerzo de la austeridad, del sacrificio, del rigor de vida. Volver a respetar la Regla monástica es lo que ha ayudado siempre a su relanzamiento, ciertamente no lo contrario. ¿Por qué hacerse fraile o monja, si lo que ofrece la llamada por la Tradición via perfectionis no es más que una existencia de pequeño burgués, con el añadido de la renuncia a una familia, a una casa propia, a una profesión elegida libremente?

Una triste anécdota
Me resulta difícil olvidar un episodio mínimo pero significativo y que, por tanto, quizá valdrá la pena contar: por razones de estudio estaba alojado en el convento de una orden con gran historia y donde los superiores tenían concentrados a los novicios de la provincia italiana. Eran tres en total, uno de los cuales era un hombre ya maduro. Después de la cena, la Regla prescribía el canto en el coro de la Iglesia de Completas, la última «hora» del Oficio Divino, la conclusión de la liturgia del día antes del descanso nocturno. Éste es uno de los momentos más significativos y ricos de espiritualidad, en el templo a oscuras, iluminado sólo por alguna vela. Sin embargo, aquella noche había una cita que los novicios esperaban con ansia de verdaderos fans: un partido en directo por la televisión, quizá la final de la Champions League. Los tres novicios, todavía en la mesa, advirtieron al anciano religioso que hacía las funciones de Maestro: el partido de fútbol era demasiado importante y, por tanto, no podían perdérselo. Así que esa noche no hubo Completas y, en su lugar, estuvo la televisión encendida para el encuentro. Así se acordó, por mayoría, después de un débil intento de resistencia. A nadie le dio lástima el resignado menear de cabeza del Maestro mientras se dirigía al coro. Él solo: de hecho, la concesión hecha a los novicios sirvió de ejemplo a los demás frailes y la comunidad entera se reunió en torno a la pantalla. Aquellos religiosos no eran benedictinos, pero espontáneamente pensé en la advertencia del Santo de Norcia para cualquiera que escoja la via perfections: Nihil operi Dei praeponatur, que nada se anteponga al Oficio Divino. Nihil, absolutamente nada, ni siquiera un partido de la Champions League.

No es casualidad que un número cada vez más alto de nuevos candidatos a la vida religiosa se haya registrado en las órdenes más severas, las «contemplativas», de clausura, masculinas y femeninas. Es decir, aquellas que —habiendo suavizado la dureza de la Regla ellas también— exigen igualmente sacrificios de los cuales no se puede escapar: horas y horas en el coro salmodiando siete veces durante las 24 horas del día, aislamiento del mundo, silencio, levantarse por la noche a menudo y quizá un exiguo sustento sólo vegetariano. Lo cual confirma que el rigor y no la relajación es lo que atrae a los jóvenes y las jóvenes que se sienten llamados a la vida religiosa. Por otra parte, incluso aquí, en el monaquismo, la situación no es tan florida como se pensaba tiempo atrás, y en cualquier caso varía según el lugar.

Por añadir otro pequeño recuerdo personal: como huésped en Montecassino, es decir en la Mater Abbatiarium Omnium, en el mismo corazón benedictino, supe con desconcierto por el abad que se temía que la comunidad de monjes descendiese por debajo de los doce, que es el número mínimo de religiosos para que una abadía pueda considerarse como tal por las leyes eclesiásticas. ¿Montecassino con riesgo de cerrar? No se llegará a tanto, naturalmente, pero el hecho induce a la reflexión.

¿La salvación viene del Tercer Mundo?
Hace años, publiqué en una revista mensual una serie de artículos: fui a entrevistar Superiores y Superioras de familias religiosas pequeñas y grandes, antiguas y recientes, y en todas partes encontré la conciencia de un declinar a la que no podrán poner remedio total las nuevas vocaciones reclutadas en el Tercer Mundo. La esperanza de llenar los vacíos europeos con los jóvenes africanos y asiáticos se ha mostrado a menudo ilusioria o, al menos excesiva. Son demasiadas las diferencias culturales, demasiada la distancia de mentalidad, demasiadas las motivaciones sospechosas en el ingreso en seminarios e institutos. Ciertamente, no son sólidas tantas «vocaciones» tercermundistas determinadas por (como un tiempo en la Europa de los campos miserables) razones de supervivencia, o de búsqueda de ascendencia social.

Existen además cuestiones particulares y espinosas. Por ejemplo: sobre todo en el África negra, la castidad que la ordenación sacerdotal exige constituye para los jóvenes no solamente una dura decisión —como para todo humano, sea del pueblo que sea—, sino también un problema social que parece irresoluble. De hecho, en aquellas sociedades tribales, el hombre con autoridad (el sacerdote debe serlo, por excelencia) es el patriarca con muchos hijos, a menudo con muchas mujeres, rodeado de un ejército de nietos. ¿Cómo podría tener el prestigio necesario para guiar a la comunidad cristiana un célibe que lo ha elegido de forma definitiva? En aquellas culturas, tanto el celibato como la castidad misma no son una virtud, sino una disminución intolerable.

No todos los casos, gracias a Dios, terminan como el de monseñor Milingo, el obispo negro que tantas simpatías y esperanzas había suscitado; no faltan los éxitos, pero muy por debajo —al menos cuantitativamente— de lo que esperaban los obispos diocesanos y los superiores generales de las congregaciones occidentales. Para movernos desde África hasta Asia: en la India, la misión católica ha tenido acogida sobre todo en las castas inferiores. A pesar de los esfuerzos de Gandhi y de sus sucesores, el milenario sistema de castas continúa condicionando profundamente las mentalidades. Un sacerdote paria no será tomado en serio más que por sus similares, pero será despreciado por las castas a las que la tradición religiosa y social atribuye superioridad.

(Continuará)

Traducción: Sara Martín
© Corriere della Sera


TEXTO COMPLETO Catequesis del Papa sobre la Resurrección de Cristo

Queridos hermanos y hermanas: ¡Buenos días!

Hoy reanudamos las catequesis del Año de la fe. En el Credo repetimos esta expresión: "El tercer día resucitó según las Escrituras." Es "precisamente el evento que estamos celebrando: la Resurrección de Jesús, el centro del mensaje cristiano, que resonó desde el principio y ha sido transmitió para llegara hasta nosotros. San Pablo escribe a los cristianos de Corinto: "Les he trasmitido en primer lugar, lo que yo mismo recibí: Cristo murió por nuestros pecados, conforme a la Escritura. Fue sepultado y resucitó al tercer día, de acuerdo con la Escritura. Se apareció a Pedro y después a los Doce." (1 Corintios 15:3-5).

Esta breve confesión de fe anuncia precisamente el Misterio Pascual, con las primeras apariciones del Resucitado a Pedro y a los Doce: la Muerte y la Resurrección de Jesús son justo el corazón de nuestra esperanza. Sin esta fe en la muerte y en la Resurrección de Jesús nuestra esperanza será débil, ya no será ni siquiera esperanza. Y precisamente la muerte y la Resurrección de Jesús son el corazón de nuestra esperanza. El Apóstol afirma: "Y si Cristo no resucitó, la fe de ustedes es inútil y sus pecados no han sido perdonados". (1Cor 15, 17)

Por desgracia, a menudo se ha tratado de oscurecer la fe de la Resurrección de Jesús, e incluso entre los propios creyentes se han insinuado dudas. Un poco una fe "al agua de rosas", como decimos nosotros. No es la fe fuerte. Y esto por superficialidad, a veces por indiferencia, ocupados por miles de cosas que se consideran más importantes que la fe, o por una visión puramente horizontal de la vida.

Pero es precisamente la Resurrección la que nos abre a la esperanza más grande, porque abre nuestra vida y la vida del mundo al futuro eterno de Dios, a la felicidad plena, a la certeza de que el mal, el pecado y la muerte pueden ser derrotados. Y ello lleva a vivir con mayor confianza las realidades cotidianas, a afrontarlas con valentía y con empeño. La Resurrección de Cristo ilumina con una luz nueva estas realidades cotidianas ¡la Resurrección de Cristo es nuestra fuerza!

¿Pero cómo se nos ha transmitido la verdad de la fe de la Resurrección de Cristo? Hay dos tipos de testimonios en el Nuevo Testamento: algunos son en forma de profesión de fe, es decir, son fórmulas sintéticas que indican el centro de la fe; mientras que otros están en forma de relato del evento de la Resurrección y de los hechos relacionados con ella. La primera: la forma de la profesión de la fe, por ejemplo, es la que acabamos de escuchar, o la de la Carta a los Romanos en la que San Pablo escribe: "Si confiesas con tu boca que Jesús es el Señor y crees en tu corazón que Dios lo resucitó de entre los muertos, serás salvado."(10:09).

Desde los primeros pasos de la Iglesia es clara y firme la fe en el Misterio de la Muerte y Resurrección de Jesús. Hoy, sin embargo, quisiera centrarme en la segunda, en los testimonios que toman la forma de un relato, que encontramos en los Evangelios. Sobre todo observamos que los primeros testigos de este evento fueron mujeres. Al amanecer, ellas van al sepulcro para ungir el cuerpo de Jesús, y encontraron el primer signo: el sepulcro vacío (cf. Mc 16:01). Sigue después el encuentro con un Mensajero de Dios que anuncia: Jesús de Nazaret, el crucificado, no está aquí, ha resucitado (cf. vv 5-6). Las mujeres son llevadas por el amor y saben acoger este anuncio con fe: creen, y de inmediato lo transmiten, no lo tiene para sí mismas. Lo transmiten.

La alegría de saber que Jesús está vivo y la esperanza que llena el corazón no se pueden contener. Esto debería suceder también en nuestra vida ¡Sintamos la alegría de ser cristianos! ¡Nosotros creemos en un Resucitado que venció el mal y la muerte! ¡Tengamos la valentía de ‘salir’ para llevar esta alegría y esta luz a todos los lugares de nuestra vida! ¡La Resurrección de Cristo es nuestra mayor certeza; es el tesoro más precioso! ¡Cómo no compartir con los demás este tesoro, esta certeza! No es sólo para nosotros, es para transmitirla, para darla a los demás, compartirla con los demás. Es nuestro testimonio.

Otro elemento. En las profesiones de fe del Nuevo Testamento, como testigos de la Resurrección vienen recordados sólo los hombres, los Apóstoles, pero no las mujeres. Esto se debe a que, de acuerdo con la Ley judaica de aquel tiempo, las mujeres y los niños no podían dar un testimonio fiable, creíble. En los Evangelios, sin embargo, las mujeres tienen un papel primordial, fundamental. Aquí podemos ver un elemento a favor de la historicidad de la Resurrección: si se tratara de un hecho inventado, en el contexto de aquel tiempo no hubiera estado relacionado al testimonio de las mujeres. Los evangelistas, en cambio, simplemente se limitan a narrar lo que sucedió: las mujeres son los primeros testigos.

Ello nos dice que Dios no elige según criterios humanos: los primeros testimonios del nacimiento de Jesús son los pastores, gente sencilla y humilde. Y las primeras en ser testimonios de la Resurrección son las mujeres. Y ello es bello, es un poco la misión de las mujeres, de las mamás, de las abuelitas. Dar testimonio a sus hijos y nietos de que Jesús está vivo, vive ha resucitado. Mamás y mujeres ¡adelante con este testimonio!

Lo que cuenta para Dios es el corazón, cuán abiertos estamos para Él, si somos como niños que se fían. Pero esto nos hace reflexionar también sobre cómo las mujeres, en la Iglesia y en el camino de la fe, hayan tenido y sigan teniendo aún hoy un papel especial en el abrir las puertas al Señor, en seguirlo y en comunicar su Rostro, porque la mirada de fe necesita siempre la mirada sencilla y profunda del amor.

A los Apóstoles y a los discípulos les cuesta más creer, a las mujeres no. Pedro corre al sepulcro, pero se detiene ante la tumba vacía; Tomás debe tocar con sus manos las heridas del cuerpo de Jesús. También en nuestro camino de fe es importante saber y percibir que Dios nos ama, no tener miedo de amarlo: la fe se profesa con la boca y con el corazón, con las palabras y con el amor.

Después de las apariciones a las mujeres, siguen otras: Jesús se hace presente de un modo nuevo: es el Crucificado, pero su cuerpo es glorioso; no ha vuelto a la vida terrenal, sino en una nueva condición. Al principio no lo reconocen, y sólo a través de sus palabras y sus gestos los ojos se abren: el encuentro con el Resucitado transforma, da un nuevo vigor a la fe, un fundamento inquebrantable. También para nosotros, hay muchos signos con los que el Resucitado se da a conocer: la Sagrada Escritura, la Eucaristía y los demás Sacramentos, la caridad, los gestos de amor que llevan un rayo del Resucitado.

¡Dejémonos iluminar por la Resurrección de Cristo, dejémonos transformar por su fuerza, para que, también a través de nosotros, en el mundo los signos de muerte dejen lugar a los signos de la vida!

He visto que hay tantos jóvenes en la plaza, chicos y chicas, aquí están. Les digo: lleven adelante esta certeza, el Señor está vivo y camina a nuestro lado en la vida. Ésta es la misión de ustedes. Lleven adelante esta esperanza.

Estén anclados a esta esperanza, esta ancla que está en el cielo. Sujétense fuerte a la cuerda, queden anclados y lleven adelante la esperanza. Ustedes, testimonios de Jesús, testimonien que Jesús está vivo y ello nos dará esperanza y dará esperanza a este mundo algo envejecido por las guerras, por el mal y por el pecado ¡Adelante jóvenes!

Brutal ataque de policía de Francia contra defensores del matrimonio en marcha pacífica

PARÍS, 03 Abr. 13 / 03:17 am (ACI/EWTN Noticias).- Una familia francesa denunció la brutal represalia de la policía de ese país contra participantes de La Manif Pour Tous (La Marcha para Todos), realizada el domingo 24 de marzo en defensa de la familia y contra el proyecto del gobierno de Francia de aprobar el mal llamado “matrimonio” homosexual y la adopción por parte de parejas gay.
En un correo remitido a ACI Prensa, el matrimonio católico de Benoît y Marie Dubois denunciaron que ese domingo “el gobierno hizo reprimir de manera violenta una manifestación pacífica, que en su mayoría estaba compuesta de familias integradas por abuelos, padres y niños”.

“Para ello, sin advertencia y a quemarropa emplearon gases lacrimógenos, apuntaron con armas a niños pequeños y varios jóvenes fueron golpeados sin motivo alguno”, revelaron.

El matrimonio señaló que ocasionalmente en algunas manifestaciones, tanto de estudiantes como de sindicalistas, se infiltran delincuentes que realizan actos vandálicos, pero “el 24 de marzo, nada de eso pasó, sino que se trató de una manifestación pacífica pero con una fuerte determinación de hacerse oír y que su poder de convocatoria desbordó ampliamente el pequeño lugar asignado por la policía para que se manifestase”.

“¿Cómo respondió la Policía? Con una absoluta e innecesaria violencia”, criticaron.

La Manif Pour Tous logró congregar a 1,4 millones de franceses que defendían el matrimonio y la familia, contra la pretensión de la administración del presidente François Hollande de imponer el mal llamado “matrimonio” gay y la adopción de niños por parte de parejas homosexuales.

Los Dubois denunciaron que “el gobierno intenta perturbar la organización de estas manifestaciones, minimiza el numero de los manifestantes de manera ridícula (las fotografías aéreas demuestran lo contrario) y desprecia  a los franceses en las pocas ocasiones que se ha referido a esta movilización”.

Criticaron además que el gobierno francés rechazó “de manera ilegal, una petición de 700 mil personas mayores, realizadas ante el “Consejo económico, social y de medio-ambiente” (organismo conocido como la voz democrática del pueblo)”.

La gestión de Hollande, señalaron “se apoya sobre los grandes medios de información que son, en gran parte, favorables a la cultura de la muerte”.

El matrimonio francés criticó que el ministro del Interior de Francia, Manuel Valls, “negó descaradamente  los actos de violencia argumentando que se trataba de jóvenes de extrema derecha que habían provocado a las fuerzas del orden”.

Los Dubois señalaron que su denuncia busca “que esos actos de violencia y ese desprecio por la democracia sean conocidos en el mundo entero”.

“Francia parece ser un país democrático, pero en realidad, el gobierno actual despreció a su pueblo y a través de los medios de comunicación y la escuela pública trabaja voluntariamente para destruir los cimientos de la sociedad”, criticaron.

Benoît y Marie Dubois indicaron que a pesar de las maniobras del régimen socialista en Francia, “una resistencia se instala, en mayoría compuesta de católicos y de personas de sentido común que rechazan esta destrucción de la sociedad y que están cansados de ser despreciados y no oídos en un país llamado ‘democrático’”.

Más de 1720 millones de abortos en el mundo desde hace 40 años

WASHINGTON D.C., 02 Abr. 13 / 09:02 pm (ACI/EWTN Noticias).- Se estima que más de 1720 millones bebés no nacidos han sido asesinados por medio del aborto desde hace 40 años, según señala el Presidente de la organización provida y profamilia más grande del mundo, Human Life International, el Padre Shenan J. Boquet.
En un artículo publicado por World Watch Forum el 29 de marzo, el Padre Boquet señaló que el estudio llevado a cabo por el Director de Educación e Investigación de la organización, Dr. Brian Clowes, revela que desde el año 1973 los abortos “no disminuyen y van en aumento”.

El sacerdote resaltó que en el mundo también crece la “legalización de anticonceptivos, de métodos abortivos, planes de control de la población, los cuales se venden con los nombres de 'planificación familiar' y 'salud reproductiva'”.

“Es casi inimaginable creer que la humanidad se hundió, y continúa hundiéndose a tal grado de despreciar la vida humana”, escribió el Padre Boquet.

En su artículo, el presbítero da a conocer cifras reveladas en un escrito de Simon Rabinovitch llamado “Datos revelan escala de abortos en China”, donde señala un promedio de 336 millones de abortos, 196 millones de esterilizaciones y 403 millones de dispositivos intrauterinos utilizados en China desde 1971, debido a la política del hijo único establecida por el gobierno.

El estudio estima que se realiza cada año siete millones de abortos, se esterilizan a cerca de dos millones de hombres y mujeres, y se utiliza siete millones de dispositivos intrauterinos. “Esto es sólo en un país”, alertó el Padre Boquet.

El sacerdote hizo un llamado a la reflexión y dijo que esto es consecuencia de la acción del pecado en el mundo, “la modernidad nos quiere hacer creer que todas nuestras necesidades se pueden satisfacer a través de los avances y lo que el hombre construye, pero un mundo sin Dios –sin amor– es un mundo sin significado y sin propósito”.

“Nuestra participación plena en Su amor transformador es la levadura que necesitamos para transformar la cultura de la muerte en una cultura de la vida”, expresó el Padre Boquet.