sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Amnesty International Slams Nicaragua for Abortion Ban
World Congress Speaker Calls for “Monogamy Men” to Take Back the Culture
By Austin Ruse
(WASHINGTON, DC – C-FAM) Patrick Fagan, family scholar at the Family Research Council, told the World Congress of Families last week in Amsterdam that there are two competing cultures of sexual morality and that both have a profound effect on culture and public policy. Fagan called one culture “monogamous” and the other “polymorphous” and he warned that one is “snatching” children from the other. Read moreStopTheAbortionMandate.com Launches Video Galvanizing "Largest Pro-Life Coalition Ever Assembled"
By Kathleen Gilbert
WASHINGTON, D.C., August 20, 2009 (LifeSiteNews.com) - The pro-life leaders nationwide who joined forces this summer to create the massive Stop the Abortion Mandate Coalition have launched a new video summoning pro-life citizens across America to ask legislators to stop the vast expansion of abortion embedded in President Obama's health care legislation.
The video features pro-life luminaries Tony Perkins of the Family Research Council, Charmaine Yoest of Americans United for Life, Fr. Frank Pavone of Priests for Life, David Bereit of 40 Days for Life, Jim Daly of Focus on the Family, and Wendy Wright of Concerned Women for America, among many others.
"All of the ground gained by the pro-life movement is in danger of being lost," warns the video.
Viewers are directed to the website StopTheAbortionMandate.com, whicih provides a plethora of information designed to help individuals contact their representatives with clear arguments and other helpful tips.
In July, the coalition sponsored a hugely successful webcast on the mandate that attracted over 36,000 listeners.
Click here to see the Coalition's August Recess Action Toolkit.
Click here for more information on the Stop the Abortion Mandate Coalition.
See related LifeSiteNews.com coverage:
Over 36,000 Participate in Webcast to Stop the Abortion Mandate in Obama Healthcare
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jul/09072408.html
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Estamos dispuestos a ir a la cárcel antes que acatar ley del aborto, dicen ginecólogos
MADRID, 20 Ago. 09 / 07:10 am (ACI)
El Dr. Esteban Rodríguez, portavoz de la plataforma de médicos de Derecho a Vivir, respondió al Ministro de Justicia de España, Francisco Caamaño, quien hace unos días dijo que ante la ley del aborto no cabe la objeción de conciencia, señalando que "estamos dispuestos a ir a la cárcel antes que acatar una ley criminal, y estamos dispuestos a cometer un presunto delito de desobediencia antes que un delito de aborto".
El médico explicó que "no mataremos a nuestros pacientes ni cometeremos un delito contra la salud pública lesionando deliberadamente la salud de las mujeres, por mucho que nos amenace el ministro de Justicia, abusando de su poder".
"Los médicos no somos soldados, ni policías, ni verdugos. No hay desobediencia civil en la negativa a matar a un ser humano, sino cumplimiento de nuestra obligación profesional", añadió.
Así, considera que, si el Gobierno cumple con la amenaza del ministro de Justicia de tratar penalmente a los objetores como desobedientes, "se generará una nueva categoría de víctimas de las leyes del aborto y de regulación de la conciencia: los ginecólogos que deseen cumplir con su deontología frente a una ideología impuesta".
Tras recordar que la objeción de conciencia debe ser respetada pues está establecida en el artículo 16 de la Constitución española, Rodríguez señaló que "nos resulta sorprendente que una ley que pretende proteger, para evitar la cárcel, a ciertos mercenarios de la Medicina, como el condenado doctor Morín, que lucran matando seres humanos a costa de lesionar la salud de las mujeres, vaya secundada de otra ley que pretende la desprotección, penando con cárcel a los médicos que traten de defender las vidas de sus pacientes y no dañar la salud de las mujeres".
"Recomendamos, que vayan pensando en crear una nueva categoría de funcionarios a cargo del ministerio de justicia o del de igualdad: los verdugos fetales", agregó el Dr. Rodríguez.
"Nos parecen altamente preocupantes las intenciones totalitarias del Ministerio de Justicia, en simbiosis con el de Igualdad. Si el anterior ministro de Justicia consiguió soliviantar a los profesionales de la judicatura, éste lo va a conseguir con los profesionales de la Medicina", concluyó.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Tão caridosos que nós somos
1 - Na noite escura e chuvosa um forte chiar de pneus sobressalta a única pessoa acordada naqueles prédios que davam para aquele beco. De um salto põe-se à janela e vê um automóvel que ao curvar aquela esquina em grande velocidade, abre uma porta e despeja com impetuosa violência uma jovem loura para o duro e áspero asfalto, desaparecendo de seguida em alta aceleração. Logo o homem desce do seu piso com grande ânsia e alvoroço no intento de acudir àquela desgraçada. Chegado à sua beira verifica várias contusões e hematomas e que se encontra inconsciente. Com premura pega-lhe ao colo e com esforço magnânimo sobe as escadas que conduzem ao seu andar. Coloca-a na sua cama, limpa e desinfecta com solicitude as suas feridas, põe mais alguns cobertores para que não sinta o frio da noite gelada. Senta-se ao pé da cama vigiando toda a noite não vá haver algum imprevisto. De manhã cedo, vai à Farmácia, de seguida à padaria, depois à leitaria e, por fim, à mercearia. Durante dias sucessivos a sua diligência no tratamento e na alimentação dela são exemplares. Paira no ar uma neblina misteriosa: por que não a leva a um hospital?, por que não chama o médico?, por que não participa à polícia? Parece suficientemente competente para cuidar dela. Será médico? Será que não recorre às autoridades com receio de que ela esteja implicada em sarilhos criminosos? O seu desvelo pretende salvaguardá-la, protegê-la? Estas interrogações surdem fracas, quase imperceptíveis, pois toda a atenção está concentrada no cuidado que aquele homem tem por aquela mulher. Até que ela começa a despertar do seu coma a ponto de recuperar as forças e a plena consciência. Verificando que tinha sido tratada com tanto amor e carinho por aquele homem, logo lhe agradece comovida e comunica a sua vontade de se ir uma vez que se encontra refeita. O rosto do curador faz então uma sucessão de esgares que vão da perplexidade à aflição. Os seus ademanes denotam a mesma apreensão, como uma recusa decidida. Quando a vê soerguer-se do leito em jeito de quem se levanta para se pôr a andar, o seu, dele, desassossego sobreexcitou-se a ponto de a pôr sem sentidos, com uma pancada na cabeça. Prostrada de novo, com aquela languidez própria das mulheres desfalecidas, vemos com imensa estupefacção, a exaltação jubilosa do “benfeitor”, todo contente por poder de novo ocupar-se da sua “paciente”. E assim termina o filme, ou telefilme, francês apresentado na TV a preto e branco pelo actor e encenador Jacinto Ramos há longos anos. Seguramente há mais de trinta. Relatei-o, como o recordo, sem ter tido a oportunidade de cotejar as minhas memórias com um novo visionamento do programa. Será, porventura, provável que um ou outro pormenor seja menos preciso. No entanto, creio que substancialmente o relato é fidedigno. Suponho que ninguém me atribuirá capacidades mnemónicas excepcionais por lembrar um episódio visto uma só vez, vai para quarenta anos. De facto, a história é suficientemente inquietante para poder ser esquecida. Aquilo que parecia caridade e um amor desinteressado era afinal uma possessividade doentia, obsessiva.
Na mente desarranjada daquele palonço aquela enferma não era de todo amada. Era isso sim instrumentalizada, coisificada, escravizada, à acção exercitada pelo tirano dominador. Naquele homem não havia amor nem espírito de serviço, mas tão só uma manipulação sinistra do outro em função daquilo que o fazia sentir-se útil e bom.
2 – Eu receio bem que muitos membros da Igreja, a todos os níveis, possam ceder, ainda que inconscientemente, a este tipo de tentação. Talvez não em termos tão drásticos. Mas a verdade é que ela pode apresentar-se de um modo mais subtil.
Por exemplo, podemos andar todos muito contentes por que a Igreja em Portugal tem casas de acolhimento para grávidas em dificuldade e para crianças “não desejadas”. Assim testemunhamos eloquentemente o Evangelho e a Caridade no meio de uma sociedade que despreza e odeia a vida humana nascitura.
Colocando agora de lado a questão da possibilidade da Igreja poder fazer muito mais neste campo seria bom que nos perguntássemos, com aquele forte tipo de coragem que é necessário para olhar de frente a verdade, porque é que não fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para que esse género de assistência não fosse tão necessário e urgente. De facto, a Igreja em Portugal podia (repito, e repito-o categoricamente: podia), e devia, ter evitado a liberalização do aborto. Mas muitos dos seus membros mais responsáveis acharam que não pagava a pena ter dispendido dinheiro, estudo, programação, tempo, catequização com isso (isto mesmo parece ser reconhecido na Nota que o Episcopado publicou a seguir ao referendo do aborto quando confessa o seu falhanço pastoral). Afinal, a Igreja continuaria a ser Igreja e exercitaria a sua missão de acorrer aos necessitados como sempre fez. Aparentemente não lhes ocorreu que podiam ter evitado uma mortandade tão grande como a que se verifica, embora não dessem tanto nas vistas com a sua caridade(zinha).
A indiferença gélida com que gente da mais alta responsabilidade na Igreja, em Portugal, tem lidado com questões como a reprodução artificial, a clonagem, o aborto, as uniões de facto, o “casamento” entre homossexuais, o divórcio, a contracepção, a educação sexual nas escolas e a eutanásia é arrepiante e aterradora.
A impressão com que não poucos podem ficar é que essa gente acha que quanto pior melhor – quantos mais desgraçados se produzirem maior será a potencial clientela da Igreja.
Aquele homem do telefilme se pudesse ter evitado que aquela jovem fosse espancada e lançada fora do automóvel em alta velocidade não o teria feito. Talvez manifestasse “moderadamente” a sua discordância, mas não se empenharia realmente para prevenir aquela desgraça. Antes ficaria esfregando as mãos na expectativa dos cuidados que iria poder prestar.
Nuno Serras Pereira
domingo, 16 de agosto de 2009
Os Abortófilos
Anda por aí, à solta, um género de gente extremamente perigosa que tem, positivamente, um horror aos bebés nascituros e um fascínio obsessivo pela sua morte. De há uns anos a esta parte tem andado num sobressalto, numa agitação, num desassossego, uivando palavras homicidas, estabelecendo estratégias mortíferas, elaborando leis assassinas, engendrando julgamentos mediáticos para alcançar os seus objectivos tenebrosos, reivindicando estudos manipuladores sobre a realidade do aborto a fim de conseguir a sua liberalização, levando a cabo, nas escolas, uma deseducação sexual estruturalmente pornográfica e, consequentemente, irresponsável, impondo uma mentalidade contraceptiva/abortiva, etc., etc..
Esta gente, que constantemente incita ao crime, goza de grande publicidade na comunicação social e de muita ascendência na política. Nomes sonantes vêm agora, à centena, propor a criação de uma conta bancária “para ajudar mulheres sem meios económicos a interromper a gravidez no estrangeiro de forma legal e segura [?]” (Público, 15. 05. 2002). Repare-se bem que não se trata de ajudar a mãe, com dificuldades económicas, a criar o seu filho; pelo contrário, o dinheiro ser-lhe-á dado sob condição de o matar. Para isso, e só para isso, haverá auxílio. Tal é a veemência da “paixão” desta gente pelo aborto! Porque se há algo que fica claro com esta proposta é que o seu propósito não é de modo nenhum acabar com o homicídio/aborto mas sim acabar com a clandestinidade, facilitando-o. Porém, numa tentativa de esconder, perante si mesmos e os outros, o óbvio adiantam com uma hipocrisia maquiavélica ou com uma cegueira cínica: “ Com esta proposta ... não pretendemos promover o aborto, mas ajudar as pessoas”!! (Idem). De modo que, para esta gente, cumpliciar-se na matança da pessoa do filho, destroçando, desse modo, a vida da pessoa da mãe, é uma grande ajuda, uma obra de solidariedade! Surrealismo semelhante só, mesmo, em Sade (“o radicalismo abortista é filho do sadismo” - cf. V. Possenti, Filosofia e Societá – studi sui progetti ético-politici contemporanei, Massimo-Milano, 1983).
Neste mesmo dia 15 de Maio, demonstrando uma coordenação notável, o Diário de Notícias e o Público entrevistam Angela Gomez, presidente da Federação Internacional de Planeamento Familiar (IPPF, iniciais em inglês), que por “coincidência” se encontrava em Portugal. A IPPF, uma organização serial killer, é a segunda ONG maior do mundo, sendo que a primeira é a Cruz Vermelha, e é a instituição que mais promove o homicídio/aborto a nível mundial. O seu ramo em Portugal é a APF – esta “sucursal”, generosamente subsidiada e patrocinada por sucessivos governos, ao longo de décadas, dá formação aos nossos políticos, esteve implicada, como motor principal, em todas as investidas abortistas em Portugal, foi condecorada, em 1998, pelo Presidente Jorge Sampaio e viola impunemente a lei quando lhe convém.
Nestas elucidativas entrevistas Angela Gomez esclarece: “estamos presentes em 182 países e todas as nossas associações trabalham de forma igual no mundo ... O plano estratégico é o mesmo e os padrões que tentamos alcançar também, mas há obviamente diferenças entre os países e para cada um procuramos, dentro do nosso plano estratégico, um nicho onde o governo local não esteja a actuar e onde possamos promover a nossa causa ... devemos oferecer um aborto seguro porque é um direito da mulher ... A IPPF lida com os grupos parlamentares de vários países - incluindo Portugal, onde o contacto é feito através da APF -, no sentido de promover as mesmas ideias no mundo, sendo esta, afirma Angela Gómez, a «nossa forma de influenciar as leis». (DN, 15. 05. 2002). Segundo ela “do ponto de vista legislativo ... Portugal continua «atrasado» ... uma questão que foi aflorada durante a reunião com os três deputados (do PS, PSD e CDS/PP) que colaboram com a APF na cooperação internacional. Para além de abordar a problemática dos direitos sexuais e reprodutivos [esterilização, contracepção e aborto], ... aproveitou para sensibilizar os parlamentares para o apoio que Portugal pode prestar nesta matéria às populações das antigas colónias ... ” (cf. Público, 15. 05. 2002). Angela Gomez disse ainda da sua surpresa “com a «elevada prevalência» do uso de métodos anticoncepcionais pela população, actualmente da ordem dos 80 por cento ... «É uma das percentagens mais altas que tenho visto», confessou ...” (Idem).
Esta agradável surpresa, este contentamento, pela eficácia do trabalho da sua organização em Portugal (a APF), a ser verdade, deveria constituir para a Igreja e para todos os pró-vida um motivo de grande tristeza e de rigoroso exame de consciência. De facto, mal se entende que num país onde a Igreja tem tanto peso, os seus membros, em especial, – embora não só estes, uma vez que esta questão é de lei natural e não meramente confessional -, não estejam devidamente formados e/ou catequizados em matéria de tanta importância quer para a virtude da castidade, quer para a estabilidade familiar, quer para a saúde das mulheres, quer para a defesa da vida, quer para a própria salvação. A censura sistemática da encíclica Humanae Vitae e mesmo o dissentimento obstinado da sua doutrina (que, importa recordar, é definitiva e imutável – cf. Conselho Pontifício da Família, Vademecum para os confessores sobre alguns temas de moral conjugal, 12.II. 1997, n. II.4) feito ensino nalguns sectores da UCP e aconselhamento nas pregações, e em outras circunstâncias, devem contar-se entre os principais responsáveis por esta situação catastrófica.
Recorde-se, a propósito, que Malcolm Potts, ex-director médico da IPPF, afirmou: “A prática do aborto e da contracepção estão intrinsecamente relacionadas entre si” (Malcolm Potts, Peter Diggory y John Peel, Abortion, Cambridge University Press, London, 1970), “à medida que as pessoas se virarem para a contracepção, dar-se-á uma subida, não uma descida, na percentagem de abortos” (Report, Cambrige Evening News, 7 February 1973. Cit. in Valerie Riches - Foreword by Professor Sir Bryan Thwaites, MA, PhD, Sex and Social Engineering, Family and Youth Concern (The Responsible Society), 1986).
Também Judith Bury, médica abortófila e investigadora dos Brook Advisory Centres, confirma-o: “Há uma evidência esmagadora que, contrariamente ao que se podia esperar, a disponibilidade da contracepção leva a um aumento da percentagem de abortos” (Judith Bury, Sex Education for Bureaucrats, The Scotsman, 29 June 1981).
Declarações deste tipo são frequentes entre os membros desta organização e entre os seus cúmplices. Pelo que se torna evidente que quando incitam ao uso da contracepção eles sabem que estão a promover o aborto: Pierre Simon (médico obstreta, co-fundador e vice-presidente do Movimento francês para o planeamento familiar, colaborador de Simon Veil no Ministério da saúde, por duas vezes Grão-Mestre da Grande Loja - maçónica - de França) que esteve na dianteira do combate pela legalização da contracepção e do aborto, recordando a sua luta, escreveu: «Atacar a lei [que proibia a contracepção] na sua totalidade significava liberalizar o aborto. ... [A] opinião [pública], no entanto, não estava preparada para tal. Por isso, tivemos como nosso primeiro objectivo separar esta amálgama. Uma vez conseguido que a contracepção se tornasse normal e aceite pela lei, logo o aborto seria aceite. O futuro provou que tínhamos razão. A luta pela contracepção duraria mais e seria mais difícil do que a luta pelo aborto. Mudando o famoso provérbio: Nós tínhamos ganho a guerra [legalizando e promovendo a contracepção], só faltava travar a última batalha [legalizar o aborto]» (Pierre Simon, De la vie avant toutes choses, Ed. Mazarine 1979). De facto, em Dezembro de 1967, 9 meses antes da encíclica Humanae Vitae, do Papa Paulo VI, foi aprovada a lei que autorizava a venda e a publicidade dos contraceptivos e, logo, em 1975 a lei Veil legalizou o aborto. Em 1983 o aborto passou a ser pago pela Segurança Social, isto é, por todos os cidadãos que pagam impostos. Ninguém escapa, pois, à participação no aborto, uma vez que todos o financiam.
Consciente da gravidade da situação Mons. Philippe Barbarin, Bispo de Moulins, declarou recentemente (31. 10. 2001): “ ... alguns Bispos de França ... interroga[mo-nos] sobre a nossa atitude por volta de 1975, quando foi discutida e aprovada na França a lei que liberalizou o aborto. Pode ser que cheguemos a fazer uma confissão pública, pedindo perdão publicamente pela nossa pusilanimidade, pela nossa cobardia, no momento da discussão desta lei criminosa” (Michel Schooyans, Terrorismo e Globalização, 29. 01. 2002).
Será ainda preciso recordar que grande número dos contraceptivos actuais têm ou podem ter um efeito abortivo precoce (desde a pílula normal ao DIU e à pílula do dia seguinte, eufemisticamente chamada contracepção de emergência) e que a grande maioria dos homicídios/abortos não são cirúrgicos mas são causados química e precocemente?
Verificamos mais uma vez, com amargura, que os católicos em Portugal (e demais pessoas de boa-vontade), geralmente falando, ainda não tomaram consciência da gravidade da situação e das medidas excepcionais de organização e de combate que a circunstância merece. Mesmo dentro da Igreja, entendida como conjunto dos fiéis, há um número significativo de pessoas, em lugares de alguma responsabilidade, seriamente contaminadas pela mentalidade contraceptiva e abortiva.
Esfregar-se ou abusar de crianças, adolescentes e jovens é um crime repugnante, detestável e muito grave, mas ainda mais grave, abominável e tenebroso é esquartejar ou matar crianças no seio materno. Se a sociedade e o Estado se levantam unânimes e justamente indignados para combater o primeiro crime, porque é que se organizam para realizar o segundo? (Para as ligações da IPPF à defesa da pedofilia e do incesto ver Robert G. Marshall and Charles A. Donovan, Blessed Are The Barren –The Social Policy of Planned Parenthood, Ignatius Press, San Francisco 1991 e Brian Clowes, Pro-Life Activist's Encyclopedia, Stafford, Virginia: American Life League, Inc., 1993).
Nuno Serras Pereira
16. 05. 2002
sábado, 15 de agosto de 2009
Moratoria contra los nuevos paganos
por Francesco Agnoli
In Il Foglio/chiesa.espressoonline.it
El libro de Harry Wu "Matanza de inocentes. La política del hijo único en China" demuestra cómo hoy, en el siglo XXI, en dicho país miles y miles de niños son asesinados en el vientre materno, en cualquier momento de la gestación, o son ahogados, estrangulados, dejados morir de frío, una vez nacidos. Cosas semejantes ocurren también en India.
Pues bien, quien ama la historia sabe que lo que sucede hoy en estos dos países grandes, que juntos constituyen casi un tercio de la población mundial, ha ocurrido siempre, en el pasado, incluso en la vieja Europa o en el Nuevo Mundo. Hasta la llegada del cristianismo.
De hecho una de las ideas que más se repiten en los escritos de los primeros cristianos es el deseo de reafirmar frecuentemente un concepto: nosotros cristianos somos diferentes a los paganos, también porque no asesinamos a nuestros hijos, ni en el vientre de nuestras mujeres, ni fuera de él.
Minucio Felice, un apologeta del siglo II, en su "Octavio", en el capítulo XXX, párrafo 2, comparando la enseñanza de Cristo con lo que enseñaban los paganos, escribe: "Vosotros abandonáis vuestros hijos apenas nacidos a las fieras y a los pájaros, o estrangulándolos los eliminan con una muerte mísera; hay algunas que tragando unos medicamentos sofocan aún en las propias entrañas el germen destinado a hacerse creatura humana y cometen un infanticidio antes de haber parido. Y esto lo aprendéis de vuestros dioses, de hecho Saturno no abandonó a sus propios hijos, sino que los devoró".
A su vez, el gran Tertuliano, en su "Apologético", cap. IX, afirma: "A nosotros cristianos el homicidio está expresamente prohibido, y por lo tanto no nos está permitido ni siquiera suprimir el feto en el útero materno. Impedir el nacimiento es un homicidio anticipado. No importa nada que se suprima una vida ya nacida o que se le trunque al nacer: ya es ser humano el que está por nacer. Cada fruto ya existe en su semilla".
Otro documento muy importante del cristianismo del siglo II, proveniente de Asia Menor, la Carta a Diogneto, reafirma los mismos ideales en este modo muy sintético: "los cristianos se casan como todos y generan hijos, por no tiran a los neonatos".
Precisamente sobre este tema del infanticidio el historiador A. Baudrillart escribió: "Quizá no hay materia en la que la oposición sea más acentuada entre la sociedad antigua y pagana y la sociedad cristiana y moderna, que en sus respectivos modos de considerar al niño".
En efecto, si miramos al mundo antiguo, notamos que el aborto y el infanticidio son bastante difundidos. "Séneca – recuerda el sociólogo americano Rodney Stark, en 'Ascensión y afirmación del cristianismo' – consideraba el ahogo de niños al nacer un hecho ordinario y razonable. Tácito acusaba a los judíos a los cuales 'está prohibido eliminar uno de los hijos después del primogénito', lo que consideraba otra de sus usanzas 'siniestras y repugnantes'. Era común abandonar un hijo no deseado en un lugar en el cual, en principio, quien quería criarlo podría haberlo recogido, si bien frecuentemente era dejado a merced de la intemperie y de animales y pájaros".
Los niños, en Roma como en Grecia, son pues tranquilamente asesinados, o vendidos, o abandonados o dejados morir de hambre y de frío, cuando no hay alguno que los salve, con frecuencia para hacerlos esclavos. Sabemos por hallazgos, en los desagües romanos, de amasijos de huesoso pertenecientes a neonatos, abandonados y luego botados como residuos e inmundicias.
Las niñas son más frecuentemente víctimas de infanticidio, como en la China y en la India de hoy, y no es raro que el aborto comporte, además de la muerte del feto, también el deceso o la esterilidad de la madre.
El rechazo de los primeros cristianos al recurso al aborto y al infanticidio, ligado pues a una alta fecundidad en ellos, no es solamente una gran conquista de la humanidad, sino también uno de los elementos que permiten a los primeros cristianos, junto con las conversiones, crecer siempre más, hasta superar en número a los paganos.
Pero el infanticidio no es practicado solamente en Roma, como lo testimonia también la leyenda de Rómulo y Remo, o en Grecia, sino en todo el mundo antiguo.
El célebre especialista en bioética y animalista Peter Singer, sostiene con fuerza la idea de que esa costumbre antigua se debe redescubrir también hoy, junto al aborto legal. De hecho, si es que es verdad que sólo los cristianos la rechazaron con fuerza – argumenta Singer –, ¿por qué debemos creer que ellos hayan sido los únicos que tienen razón, mientras todos los otros pueblos y religiones del pasado, estarían equivocados?
"El asesinato de los neonatos no deseados – escribe Singer en su libro 'Repensar la vida' – ha sido la praxis normal en muchísimas sociedades, en todo el curso de la prehistoria y de la historia. La encontramos por ejemplo en la antigua Grecia, donde los niños discapacitados eran abandonados en las pendientes de las montañas. La encontramos en tribus nómadas, como la de Kung del desierto de Kalahari, donde las mujeres asesinan a niños nacidos cuando hay un hijo mayor que todavía no está en grado de caminar. El infanticidio era praxis corriente también en las islas de la polinesia como Tikopia, donde el equilibrio entre recursos alimenticios y población era mantenido asfixiando después del nacimiento a los niños no deseados. En Japón, antes de la occidentalización, el 'mabiki' – palabra nacida de la práctica de arrancar algunos ramos a las plantitas de arroz para permitir florecer a todas los ramos restantes, pero que terminó por indicar también el infanticidio – era ampliamente practicado no sólo por los campesinos, que contaban con modestos pedazos de terreno, sino también por los que gozaban de buena situación".
Con la difusión del cristianismo en buena parte del mundo, aborto e infanticidio se convierten en fenómenos mucho más raros y circunscritos, mientras las legislaciones, a partir de Constantino, intervienen en la tutela de los infantes y se desarrollan obras de caridad y de asistencia para los niños abandonados y para las familias en dificultad. Hasta el regreso del aborto en las legislaciones comunistas y nazistas, en el siglo XX, y del infanticidio, con la nueva ley sobre la eutanasia de niños hasta los doce años en Holanda.
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Si regresamos ahora con la mente a los dos grandes países en los que el aborto, también forzado, y el infanticidio son fenómenos de masa, es fácil, después de este breve excursus, entender el por qué de todo ello: China e India están entre los países en los cuales el Evangelio de Cristo ha penetrado menos, y con ello también la cultura occidental, portadora, conscientemente o no, de este mensaje o al menos de una parte del mismo.
Cuando los primeros misioneros jesuitas llegaron a China, se quedaron más bien admirados de esta gran civilización. Pero lo que impactó negativamente al gran Matteo Ricci, cuando en 1583 pisó el Celeste Imperio, fue la prostitución campante, la gran corrupción, el frenesí por el dinero, y sobre todo, la difusión de la práctica del infanticidio. El régimen comunista, capaz de planificar millones de abortos forzados, esterilizaciones de masa, asesinatos en serie de neonatos, tiene todavía largo trecho por venir, pero el respeto de los niños en aquel país – que por otros aspectos es admirable – falta del todo.
Como escribirá J. J. Matignon a inicios del siglo XX en "Superstition, crime e misère en Chine", los chinos frecuentemente ven a sus hijas como prostitutas, o las asesinan, por la pobreza, pero también a causa de sus supersticiones mágicas, de su obsesivo culto de los antepasados: "Como siempre en China la superstición juega un rol clave: de hecho los ojos, la nariz, la lengua, la boca, el cerebro de los niños son considerados materia orgánica dotada de una gran virtud terapéutica. Sucede que después del parto, la puérpera cae enferma, y entonces, para congraciarse a los espíritus, las niñas o en ciertos casos los niños son eliminados. Existen unas mujeres que tienen la tarea específica de causar la muerte a los neonatos… Los neonatos son eliminados o tirándolos en una esquina de la habitación o en una caja de desechos; donde el polvo y las inmundicias no tardarán en obstruirles las vías respiratorias". Otras veces los niños son ahogados o asfixiados con unos almohadones, si bien la influencia de los europeos, concluye Matignon, parece tener algún efecto limitante en relación a estas costumbres.
Casi en los mismos años de Matignon, dos misioneros cuentan sobre China las mismas cosas. El primero es un jesuita, san Alberto Crescitelli, luego decapitado y eviscerado, a los 37 años, el 21 de julio de 1900, durante la revolución de los Boxer. El segundo es un misionero verbita de la Val Badia, en el Trentino Alto Adige, san Giovanni Freinademetz. Llegado al país que amará por toda su vida, hasta morir allí de tifo, escribe a sus seres queridos, en varias ocasiones, que los chinos tienen la "costumbre de abandonar el propio hijo o simplemente intercambiarlo o venderlo… Uno de nuestros mejores cristianos, antes de su conversión, había matado a su hija arrojándola contra piedras simplemente porque lloraba demasiado" (Sepp Hollweck, "Il cinese dal Tirolo", "El chino del Tirol" Athesia, 2003).
En otra carta escrita de Hong Kong el 28 de abril de 1879, Freinademetz cuenta cómo las monjas católicas construyeron dos orfanatorios, en los que recogían más de mil niños al año. Los chinos "los regalan por nada o por algunos céntimos, y no les importa nada más".
Los misioneros pues – escribe de Puoli el 2 de julio de 1882 – dan vueltas por las calles para recogerlos, encuentran miles de ellos agonizantes y se limitan a bautizarlos, mientras que a los que pueden salvarlos los salvan: "Muchas almas fueron ya bautizadas y salvadas después de que llegamos aquí, muchos niños de paganos bautizados que luego murieron y ayer hemos hecho una sepultura solemne con una niñita de más de un año que se murió. Su propia madre quería estrangularla para poder dar de lactar al bebé de otro y así ganar dinero, luego escuchó que nosotros aceptamos todo tipo de niños y que los criamos bien; entonces nos la trajo con más de dos meses, se enfermó y murió después de haber sido confirmada por nosotros media hora antes de morir. Queríamos sepultarla con toda pompa para demostrar a los paganos cómo honramos a sus propias creaturas que ellos mismos botan. Los paganos aquí no usan sarcófagos de muerte para niñitos, sino que apenas mueren hacen un hueco y lo tiran dentro. Nosotros le hicimos a esa niñita un hermoso cofre pintado de rojo, la vestimos con un bello vestido azul, la llevamos a la iglesia todos los misionarios acompañados de los cristianos, que no habían visto nunca algo así. Muchos paganos vinieron a ver…" (G. Freinademetz, "Lettere di un santo", "Cartas de un santo", Imprexa).
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Como en China, donde el infanticidio es inclusive un asunto del Estado, en India ocurre algo análogo. También en el gran país dominado por la religión hinduista el asesinato, sobre todo de niñas, esta largamente difundido, no sólo por motivos económicos. La Agencia misionera "Asia News" reportaba recientemente esta noticia: en muchas poblaciones tribales las hijas mujeres son consideradas sólo un peso y la mentalidad social admite tanto el feticidio como el infanticidio de ellas. En el 2006 en una pequeña aldea del distrito de Ranga Reddy, a 80 kilómetros de Hyderabad, once bebés recién nacidas fueron dejadas morir de hambre por los padres. Muchos tribales suelen envolver a la niña no deseada dentro de trapos y dejarla morir. Según la prensa local, Jarpula Peerya Nayak, padre de 27 años, ha dicho que 'mi esposa por tercera vez ha tenido una niña. Una hija mujer es un peso y hemos decidido no darle de comer. Así murió. Es demasiado difícil criar una niña y encontrarle esposo'. El 25 de febrero también su primo J. Ravi y su esposa dejaron morir de hambre a su hija recién nacida. 'Mi hija – cuenta Ravi – murió dos días después del nacimiento, porque no la alimentamos. Tenemos dos hijas, no podemos permitirnos tener otra'. Un tribal explica que como dote de la hija deberá dar 'un scooter, hasta 70 gramos de oro y 50 mil rupis, para tener un buen marido'. Después de la muerte, los tribales cavan una fosa y entierran a la recién nacida con una piedra encima. Los perros excavaron la fosa y se comieron parte del cuerpo de la hija de Ravi, así que la enterraron de nuevo. La mayor parte de las cuarenta familias de la aldea han participado de episodios similares o los han cometido, después de que han tenido dos o más hijas mujeres. Jarpula Lokya Nayak mató de hambre a dos hijas".
También en India el compromiso de los misioneros y de la minoría cristiana está dedicado, aparte de tratar de abatir el muro de las castas y de las desigualdades sociales, a la defensa de la vida naciente y de la infancia, en nombre de Dios que se hizo niño. Baste un solo ejemplo: el de la Madre Teresa de Calcuta.
Todos saben que la misión de esta mujer ha sido la de ayudar a los pobres de la India, los marginados, los débiles, los últimos. Ente ellos la Madre Teresa nunca olvidó citar a los niños en el seno materno, definidos por ella como "los más pobres entre los pobres". En el libro "Dénmelos a mí. La Madre Teresa y el compromiso por la vida", Pier Giorgio Levirani expone el pensamiento de la santa, expresado en mil circunstancias, con una gran fuerza, como en esta frase: "El aborto es lo que destruye la paz hoy. Porque si una madre puede matar a su propio hijo, ¿qué cosa me impide a mí matarlos a ustedes o que ustedes me maten a mí? Nada. Es lo que yo pregunto en India, lo que interrogo en todas partes: ¿qué hemos hecho por los niños? Nosotros combatimos el aborto con la adopción. Así salvamos miles de vidas. Hemos difundido la voz en todas las clínicas, en los hospitales, en las estaciones de policía: les rogamos no matar a los niños, nosotros nos haremos cargo de ellos".
La lucha a favor de los niños contra el aborto y el infanticidio fue conducida por la Madre Teresa y por sus religiosas, a veces hasta el martirio, con gran fuerza, enfrentándose con una cultura ignorante de la sacralidad de la vida desde su origen. Para los hinduistas por ejemplo, los niños abandonados o rechazados por los padres, si sobreviven, son y quedan como parias, los infra-casta, que pagan culpas anteriores. Las mujeres, en general, y más las niñas, son costosas, debido a la dote, y son consideradas inferiores al varón, "hasta el punto, no poco común, de envenenarlas al pecho, untándolo de veneno, mientras toman la leche materna".
Así sucede que a veces haya un número de nacimientos muy alto, por la búsqueda del varón a toda costa y por el consecuente número alto de infanticidios femeninos: se aborta selectivamente, hasta que no se tiene el hijo deseado, de sexo masculino. La Madre Teresa y las religiosas fundaron numerosas casas de la caridad, escuelas y orfanatorios, ganándose un gran aprecio, pero también oposición del primer ministro Morarij Desai, que en 1979 la acuso de ayudar a niños con las escuelas y los orfanatorios únicamente con el fin de bautizarlos y convertirlos. La Madre Teresa le respondió: "Me parece que usted no se da cuenta del mal que el aborto está provocando a su pueblo. La inmoralidad está en aumento, se están disgregando muchas familias, están en alarmante aumento los casos de locura en las madres que han asesinado a sus propios hijos inocentes. Señor Desai: quizá, dentro de poco usted se encontrará cara a cara con Dios. No sé qué explicación podrá darle por haber destruido las vidas de tantos niños no nacidos, pero – sin duda – inocentes, cuando se encuentre frente al tribunal de Dios, que lo juzgará por el bien hecho y por el mal provocado desde lo alto de su cargo de gobierno".
Y la Madre Teresa agregó cómo en los 102 centros de Calcuta llevados por ella pasaron en el último año 11701 familias hindúes, 5568 familias musulmanas y 4341 familias cristianas, a las que se enseñó el sentido de la familia, el respeto de la vida, la necesidad de una procreación responsable, llegando a determinar la reducción de los nacimientos, pero sin recurrir ni al aborto ni al infanticidio. El grito de los niños no nacidos, de los infantes asesinados, decía la Madre Teresa, repitiendo de otra manera los conceptos expresados siglo tras siglo desde Minucio Felice, Tertuliano y tantos otros, "hiere los oídos de Dios".