sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Misericórdia - por Nuno Serras Pereira
quarta-feira, 5 de junho de 2013
A Reflection on the Passion of Anger and the “Miserable Truce” of the Modern Age - by Msgr. Charles Pope
We live in a culture that tends to treat anger as a taboo. One common tactic to unsettle an opponent is to accuse them of being angry. It is amazing how easily humiliated and defensive one can make an opponent by using this tactic. Yes, it is amazing how quickly the one accused of “anger” will be thrown off his game and feel the need to resort to denials or euphemisms such as:
2. I am not angry, I am just frustrated! (But frustration is a euphemism for anger, yet, as a euphemism it somehow feels less humiliating).
3. I am not angry…You’re the one who is angry! (and thus the terrible charge of anger must be denied and shoved back, instead of owned and appreciated as an energy or passion for what matters).
4. Of course I’m angry, but who would not be angry when talking with an idiot! (And thus the charge is only tacitly or partially accepted since its cause is purely extraneous).
quinta-feira, 21 de março de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Viva o Bispo do Porto!! Viva!!
Tel.: 223 392 330 - Fax: 223 392 331
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Campagna d'odio contro il Papa - di Riccardo Cascioli
Le reazioni scomposte e le accuse al Papa dopo la pubblicazione del Messaggio per la Giornata Mondiale della Pace, solo per aver ricordato che aborto ed eutanasia sono la più grave minaccia alla pace e che il riconoscimento delle unioni gay sarebbe una ferita contro la giustizia, lasciano intendere come Benedetto XVI abbia toccato dei punti decisivi. Del resto la distanza tra Chiesa ed elite dominanti non poteva apparire più ampia in questi giorni: poche ore prima che il Papa rendesse noto il Messaggio per la Giornata della Pace l’Europarlamento ha approvato una risoluzione proposta dalla socialista Monika Benova pro aborto e nozze gay.
In tale risoluzione si manifesta "preoccupazione per le recenti restrizioni all'accesso ai servizi di salute sessuale e riproduttiva in alcuni Stati membri, con particolare riferimento all'aborto sicuro e legale e all'educazione sessuale e per i tagli ai finanziamenti per le politiche familiari”. Si esprime invece soddisfazione per “il fatto che sempre più stati membri abbiano introdotto e/o adeguato le loro norme sulla coabitazione, sulle unioni civili e sul matrimonio per combattere le discriminazioni basate sull’orientamento sessuale subite dalle coppie di persone dello stesso sesso e dai loro figli e invita gli altri stati membri a introdurre norme analoghe”.
Questa è l’Europa oggi, e ironia del destino proprio questa settimana l’Unione Europea ha ricevuto il Premio Nobel per la Pace, un premio che al massimo possiamo considerare alla memoria, visto che la UE - insieme all’amministrazione Obama – è la più forte sostenitrice della diffusione dell’aborto nel mondo. E’ un’Europa che nell’aver trasformato i desideri in diritti si scopre sempre più intollerante, contro i cattolici anzitutto. E usa volentieri l’arma della menzogna, come dimostra l’altro episodio di questi giorni con l’accusa al Papa di avere benedetto la parlamentare ugandese a favore della pena di morte per gli omosessuali.
In realtà, Rebecca Kadaga, speaker del Parlamento di Kampala, faceva parte di una delegazione di parlamentari ugandesi a Roma per partecipare alla Settima assemblea dei parlamentari per la Corte Penale internazionale e per lo stato di diritto. La delegazione ugandese ha partecipato all’udienza e ha poi potuto salutare il Papa, come molti altri pellegrini: un breve incontro di qualche secondo e nessuna benedizione, ma i maestri della menzogna ne hanno approfittato per rovesciare sul Papa un mare di insulti e l’accusa più infamante che si possa fare in Europa in questo periodo: istigare all’omofobia.
Tutt’altro. Quanto all’Uganda la Chiesa si è pronunciata da subito con forza contro quella proposta di legge e per quel che riguarda il Messaggio per la Giornata della Pace non c’è alcuna volontà di discriminazione, perché la questione di cosa sia il matrimonio non ha a che vedere con i diritti della persona, che sono già regolati dalla Costituzione.
Eppure, proprio tutto questo odio rovesciato su Benedetto XVI dovrebbe far capire a tutti i cattolici la posta in gioco; politici inclusi, visto che il Messaggio per la Giornata della Pace è un richiamo forte ai princìpi non negoziabili come pre-condizione per ogni autentico impegno per il bene comune.
Invece, ieri silenzio assoluto dei politici e posizioni imbarazzate dei media cattolici, che hanno cercato di smorzare le polemiche sforzandosi di spiegare che in realtà nel Messaggio il Papa ha parlato molto di economia e lavoro. Non è un bel segnale.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Mensagem do Papa Bento XVI para a celebração do Dia Mundial da Paz - 01-01-2013
46.º Dia Mundial da Paz
Tudo isso me sugeriu buscar inspiração, para esta Mensagem, às palavras de Jesus Cristo: «Bem-aventurados os obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).
A paz: dom de Deus e obra do homem
Obreiros da paz são aqueles que amam, defendem e promovem a vida na sua integridade
Construir o bem da paz através de um novo modelo de desenvolvimento e de economia
Educação para uma cultura da paz: o papel da família e das instituições
Uma pedagogia do obreiro da paz
BENEDICTUS PP XVI
Notas
[1] Cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. sobre a Igreja no mundo contemporâneo Gaudium et spes, 1.4
[2] Cf. Carta enc. Pacem in terris (11 de abril de 1963): AAS 55 (1963), 265-266.7
[3] Cf. ibidem: o. c., 266.9
[4] Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate (29 de junho de 2009), 32: AAS 101 (2009), 666-667.13
[5] Cf. ibid., 34.36: o. c., 668-670.671-672.15
[6] Cf. João Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial da paz de 1994 (8 de dezembro de 1993): AAS 86 (1994), 156-162.17
[7] Bento XVI, Discurso por ocasião do Encontro com os membros do Governo, das instituições da República, com o Corpo Diplomático, os líderes religiosos e representantes do mundo da cultura (Baabda-Líbano, 15 de setembro de 2012): L’Osservatore Romano (ed. port. de 23/IX/ 2012), 7.18
[8] Cf. Carta enc. Pacem in terris (11 de abril de 1963): AAS 55 (1963), 304.19
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
A Mãe de Deus, a Igreja e a Paz - Bento XVI
Queridos irmãos e irmãs!
No primeiro dia do ano, a liturgia faz ressoar em toda a Igreja estendida pelo mundo inteiro a antiga bênção sacerdotal, que ouvimos na primeira Leitura: «o Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!» (Nm 6, 24-26). Esta bênção foi dada por Deus através de Moisés, a Aarão e aos seus filhos, ou seja, aos sacerdotes do povo de Israel. É um tríplice voto cheio de luz que brota da repetição do nome de Deus, o Senhor, e da imagem de seu rosto. Na verdade, para ser abençoado é necessário estar na presença de Deus, receber sobre si o Nome d'Ele e permanecer no feixe de luz que parte do seu rosto, no espaço iluminado pelo seu olhar, que difunde a graça e a paz.
Esta é também a experiência que fizeram os pastores de Belém, que aparecem de novo no Evangelho de hoje. Eles fizeram a experiência de estarem na presença de Deus, da sua bênção, não em um salão de um Palácio majestoso, na presença de um grande soberano, mas em um estábulo, diante de um "recém-nascido deitado na manjedoura" (Lc 2.16). É justamente desse menino que se irradia uma nova luz que brilha na escuridão da noite, como podemos ver em muitas pinturas que representam o Nascimento de Cristo. Agora, é d'Ele que nos vem a bênção: do seu nome – Jesus, que significa "Deus salva" – e do seu rosto humano, no qual Deus, o Todo-poderoso, Senhor do céu e da terra, quis se encarnar, ocultando a sua glória sob o véu da nossa carne, para nos revelar plenamente a sua bondade (cf. Tt 3,4).
Maria, a Virgem, esposa de José, a quem Deus escolheu desde o primeiro momento da sua existência para ser a mãe do seu Filho feito homem foi a primeira a ser preenchida por esta bênção. Ela, como a saúda Santa Isabel, é a "bendita entre as mulheres" (Lc 1,42). Toda a sua vida está na luz do Senhor, no âmbito do nome e do rosto de Deus encarnado em Jesus, o «fruto bendito do seu ventre». O Evangelho de Lucas nos apresenta Maria deste modo: totalmente dedicada a conservar e meditar no seu coração tudo o que diz respeito ao seu filho Jesus (cf. Lc 2, 19.51). O mistério da sua maternidade divina, que hoje celebramos, possui de modo superabundante aquele dom da graça que toda maternidade humana traz consigo: de fato, a fecundidade do ventre sempre foi associada com a bênção de Deus. A Mãe de Deus é a primeira abençoada e é aquela que traz a bênção; Ela é a mulher que acolheu Jesus em si e o deu à luz para toda a família humana. Como reza a Liturgia: «permanecendo virgem, deu ao mundo a luz eterna, Jesus Cristo Senhor nosso» (Prefácio da Virgem Maria, I).
Maria é mãe e modelo da Igreja, que acolhe na fé a Palavra divina e se oferece a Deus como " terra fecunda" onde Ele pode continuar a cumprir o seu mistério de salvação. A Igreja, através da pregação, que espalha pelo mundo a semente do Evangelho, e através dos sacramentos, que transmitem aos homens graça e vida divina, também participa do mistério da maternidade divina. A Igreja vive esta maternidade, de modo particular, no Sacramento do Batismo, ao gerar os filhos de Deus da água e do Espírito Santo, que em cada um deles exclama: "Abba! Pai"! (Gal 4.6). Como Maria, a Igreja é mediadora da bênção de Deus para o mundo: acolhendo Jesus recebe a bênção e a transmite levando Jesus aos demais. Ele é a misericórdia e a paz que o mundo não pode dar para si mesmo e que o mundo precisa sempre, tanto e mais do que pão.
Queridos amigos, a paz, em seu sentido mais amplo e elevado, é a soma e a síntese de todas as bênçãos. Por isso, quando dois amigos se encontram cumprimentam-se desejando mutuamente a paz. A Igreja, no primeiro dia do ano, também invoca de maneira especial este sumo bem e o faz, como a Virgem Maria, mostrando a todos Jesus, porque, como afirma o Apóstolo Paulo: "Ele é a nossa paz" (Ef 2,14) e, ao mesmo tempo, é o "caminho" através do qual homens e povos podem alcançar esta meta que todos aspiramos. Assim, trazendo no coração este desejo profundo, tenho o prazer de dar boas-vindas e cumprimentar todos vós, que vos reunistes na Basílica de São Pedro neste XLV Dia Mundial da Paz: Senhores Cardeais; Embaixadores de tantos países amigos que, mais do que nunca, nesta feliz ocasião, compartilham comigo e com a Santa Sé a vontade de renovar o compromisso pela promoção da paz no mundo; o Presidente do Pontifício Conselho «Justiça e Paz», que junto com o Secretário e os colaboradores trabalham de maneira especial para este fim; os demais Bispos e Autoridades presentes; representantes de Associações e Movimentos eclesiais e todos vós, irmãos e irmãs, especialmente aqueles que trabalham no campo da educação da juventude. Na verdade - como já sabeis – escolhi o tratar do tema da educação na minha Mensagem deste ano.
"Educar os jovens para a justiça e a paz" é a tarefa que diz respeito a todas as gerações, e, graças a Deus, a família humana, após as tragédias das duas grandes guerras mundiais, tem demonstrado ser cada vez mais consciente disso, como evidencia, por um lado, declarações e iniciativas internacionais e, por outro, a consolidação entre os jovens, nas últimas décadas, de muitas e diferentes formas de compromisso social neste campo. Para a Comunidade eclesial educar para a paz é parte da missão recebida de Cristo; é parte integrante da evangelização, porque o Evangelho de Cristo é também o Evangelho da justiça e da paz. Mas, ultimamente, a Igreja tem se tornado intérprete de uma exigência que abarca todas as consciências mais sensíveis e responsáveis pelo destino da humanidade: a necessidade de responder a um desafio decisivo que é precisamente o da educação. Por que "desafio"? Pelo menos por duas razões: em primeiro lugar, porque na era atual, fortemente caracterizada pela mentalidade tecnológica a vontade de educar e não só instruir não é um dado óbvio, mas é uma escolha; em segundo lugar, porque a cultura relativista apresenta uma questão radical: ainda tem sentido educar? E, educar para que?
É claro que não podemos abordar agora estas questões básicas, as quais já tratei de responder em outras ocasiões. Por outro lado, gostaria de salientar que, confrontados com as sombras que hoje obscurecem o horizonte do mundo, assumir a responsabilidade de educar os jovens para o conhecimento da verdade, para os valores e virtudes fundamentais, significa olhar para o futuro com esperança. E esse compromisso com uma educação integral significa também saber formar para a justiça e a paz. Hoje, os jovens estão crescendo em um mundo que se tornou, por assim dizer, menor, onde os contatos entre diferentes culturas e tradições, embora nem sempre diretos, são constantes. Para eles, agora mais do que nunca, é essencial aprender o valor e a forma da convivência pacífica, do respeito mútuo, do diálogo e da compreensão. Os jovens são por natureza abertos a estas atitudes, mas justamente a realidade social em que crescem pode levá-los a pensar e agir de forma oposta, até mesmo intolerante e violenta. Somente uma sólida educação das suas consciências pode protegê-los contra esses riscos e tornar-lhes capazes de sempre lutar contando somente com a força da verdade e do bem. Esta educação parte da família e se desenvolve na escola e demais experiências educacionais. Basicamente, trata-se de ajudar as crianças, os jovens e os adolescentes a desenvolverem uma personalidade que combine um profundo senso de justiça com o respeito pelo outro, com a capacidade de lidar com os conflitos sem arrogância, com a força interior para dar testemunho do bem, mesmo quando isso custa sacrifício, com o perdão e a reconciliação. Dessa forma, poderão tornar-se homens e mulheres realmente pacíficos e construtores da paz.
Nesta obra educativa das novas gerações, as comunidades religiosas também têm uma responsabilidade especial. Toda de formação religiosa genuína deve acompanhar a pessoa, desde a primeira infância, para ajudá-la conhecer a Deus, amá-Lo e fazer a sua vontade. Deus é amor, é justo e pacífico, e aqueles que querem honrá-Lo devem, em primeiro lugar, comportar-se como um filho que segue o exemplo de seu pai. Há um Salmo que afirma: «o Senhor realiza obras de justiça / e garante o direito aos oprimidos; … O Senhor é indulgente e favorável, / é paciente, é bondoso e compassivo» (Sal 103, 6.8). Em Deus justiça e misericórdia convivem perfeitamente, como Jesus nos mostrou com o testemunho de sua vida. Em Jesus «amor e verdade» se encontraram, «justiça e paz» se abraçaram (cf. Sal 85.11). Nestes dias a Igreja celebra o grande mistério da Encarnação: a fidelidade de Deus brotou da terra e justiça olhou dos altos céus, a terra deu sua colheita (cf. Sal 85, 12.13). Deus nos falou no seu filho Jesus. Escutemos o que Deus diz: "Ele anuncia a paz" (Sal 85.9). Jesus é o caminho que podemos seguir, aberto para todos. É o caminho da paz. Hoje, a Virgem Mãe, nos indica, nos mostra o caminho: sigamo-la! E Vós, Santa Mãe de Deus, acompanha-nos com a vossa proteção. Amém.