Mostrar mensagens com a etiqueta Episcopado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Episcopado. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 30 de março de 2012

A Patriarcal e Episcopal RR negará o poder da Ressurreição?

Na história de Portugal nunca houve um chefe de estado formalmente responsável por tantos e tamanhos crimes hediondos como o actual presidente da república. Aníbal Cavaco Silva que nunca se retractou de ter promulgado as ignominiosas e abomináveis pseudo-leis que: 1. Dizimaram muito mais de 80. 000 (oitenta mil) crianças nascentes (contando com as produzidas e descartadas, experimentadas ou congeladas em laboratório) no espaço de 5 (cinco) anos; 2. Agrediram a essência da família concorrendo para a sua fragmentação e dissolução; 3. Contribuíram fortemente para a degeneração e depravação das mentalidades e consciências; 4. Perverteram a inocência das crianças, já nascidas, dos adolescentes e jovens. A tudo isto o Bem-aventurado João Paulo II chamava “cultura da morte”, e o Papa Bento XVI abundando na mesma doutrina tem-no confirmado inumeráveis vezes.

Por todos estes gravíssimos crimes e pecados terá este irmão de responder perante o rigoroso Juízo de Deus. Todos os que cremos no amor infinito do Senhor que procura não a morte mas a conversão do pecador devemos rezar e sacrificar para que verdadeiramente arrependido faça penitência, e procure reparar o terrível mal praticado, e quando passar desta vida possa ser contado, não entre os réprobos, os malditos do Pai, mas sim entre os eleitos, os benditos do Pai do Céu. A Misericórdia de Deus não anula a Sua Justiça, por isso é indispensável viver na Sua Graça, durante esta vida, para, depois da morte, vir a participar na Sua Glória. Um cristão, que se conheça bem, sabendo que de si não é mais do que nada e pecado, nunca deve desistir da conversão nem dos maiores facínoras nem a dos maiores tiranos nem de ninguém, até à hora da sua, deles, morte. Se a Graça e a Misericórdia de Deus nos desamparassem seriamos capazes do mesmo e de muito pior.

Posto isto, podemos agora adiantar que são evidentes e copiosas as razões por que a Rádio Renascença, propriedade da Conferência Episcopal e do Patriarcado de Lisboa, que se anuncia a si própria como “emissora católica portuguesa”, deve liminarmente recusar a condecoração que este presidente da república lhe vai conceder, na Segunda-feira de Páscoa, em virtude do seu septuagésimo quinto aniversário, como vem hoje anunciado na primeira página do semanário, do Patriarcado de Lisboa, Voz da Verdade.

De facto, como vimos acima, o presidente ao exercer as suas funções políticas fez exactamente o contrário daquilo que o Evangelho ensina, comportando-se como seguidor do “pai da mentira” (Jo 8, 44), daquele que é “assassino desde o princípio” (Idem). Pois não será verdade que dele se poderia dizer, para o fazer cair em si, com S. Paulo: “Ó criatura, cheia de todas as astúcias e de toda a iniquidade, filho do diabo, inimigo de toda a justiça, quando é que cessarás de perverter os rectos caminhos do Senhor?” (Act. 13, 10)? Reparemos que S. Paulo não recorre a nenhum excesso antes imita a linguagem de Jesus Cristo: “Vós tendes por pai o diabo, e quereis realizar os desejos do vosso pai.” (Jo 8, 44).

A segunda-feira de Páscoa, na verdade toda a oitava Pascal, é como que o Domingo de Páscoa estendido por toda a semana. É a celebração festiva e solene d’ Aquele que venceu o diabo, o pecado e a morte e que nos faz participantes da Seu triunfo de modo a que possamos também ser vitoriosos nesse combate. Ora o Episcopado e a emissora que se diz católica existem precisamente para anunciar e tornar presente esse poder da Ressurreição de Jesus Cristo. Não se entende pois que vão curvar a cabeça para receber uma condecoração de um político que actuou como um representante do Maligno. A mensagem que passará, independentemente das intenções subjectivas, será a de um rendimento e subjugação, ainda para mais agradecida, ao poder de Satanás.

Confesso que não me acabo de pasmar com a cegueira que ignora o “ … escândalo, concebido como acção que move os outros ao mal. Tal escândalo subsiste mesmo se, lamentavelmente, um tal comportamento já não despertar admiração alguma: pelo contrário, é precisamente diante da deformação das consciências, que se torna mais necessária por parte dos Pastores, uma acção tão paciente quanto firme, que tutele (… a) defesa da moralidade cristã e da recta formação dos fiéis.”

À honra e glória de Cristo. Ámen.


Nuno Serras Pereira

30. 03. 2012

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Assassinar para prolongar a vida


Tem existido ao longo dos anos uma complacência incompreensível do episcopado português com aquele bando de maçónicos mentirosos e sanguinários que tem governado o país, praticamente, nos últimos quinze anos. As explicações para este aparente compadrio, desde as tolas às suspeitosas ou mesmo conspirativas, surgem inesperadas muitas vezes sem uma origem definida. Assim no tempo de Guterres, por exemplo, dizia-se que este tinha o Patriarca “açaimado” por que lhe tinha resolvido a grande embrulhada da TVI. Mais recentemente fala-se de Bispos que se venderiam pela construção de uma Igreja, ou de membros do episcopado que pertenceriam à maçonaria ou que, pelo menos, seriam filo-maçónicos. Há poucos dias, um membro do clero religioso garantia-me que em reuniões onde estivera presente ouvira dos próprios Bispos a resolução de manterem um baixo-perfil nas questões relativas ao aborto, à procriação artificial, à deseducação sexual obrigatória nas escolas, ao pseudo-casamento entre homossexuais e demais valores inegociáveis de modo a evitarem uma nova questão religiosa. A ser verdade isto significaria que o episcopado teria negociado os valores e princípios inegociáveis para alcançar uma paz religiosa que, como está à vista de todos, é de uma podridão contagiosa e pestífera. Talvez nunca nos venha a ser possível confirmar se de facto foi assim, mas a verdade é que o cenário se afigura plausível e concorde com as tremendas omissões, tibiezas, indiferenças e mesmo cumplicidades, que se verificaram ao longo destes anos e que, infelizmente, têm permanecido.

Alguém ouviu alguma palavra, por exemplo, da parte dos Senhores Bispos a propósito da legislação iníqua sobre a “mudança de sexo”?

Hoje o Público[1] anuncia que em Portugal se vai passar a extrair o coração de pessoas vivas (na expressão deles: antes da morte cerebral) com o propósito de os transplantar para doentes cardíacos. A “lógica” tenebrosa desta sanha sanguinária é a seguinte: como vão morrer podem-se matar; ou melhor, como vão morrer devem-se matar. Mengele, o médico experimentador dos campos de concentração nazi, não diria melhor.

Mas que admira isto num país onde já se liberalizou o aborto e se prepara para liberalizar a eutanásia, com um primeiro-ministro que em nome da crise se recusa a cortar os subsídios estatais para matar crianças nascituras mas resolutamente os elimina nos abonos de família, nas pensões, nos medicamentos para doentes crónicos e idosos, etc. A lógica demoníaca é sempre a mesma: mentira e morte. Jesus avisou-nos há dois mil anos: o diabo é mentiroso e homicida (desde o princípio). Quem é escravo dele também o é igualmente. À honra de Cristo. Ámen


Nuno Serras Pereira

04. 10. 2010

sábado, 26 de junho de 2010

Conclusões e conclusões


Hoje li um
texto de um padre católico dissidente e infiel à Verdade e, portanto, ao Amor que a propósito de uma sondagem conclui que Magistério da Igreja está mal e errado porque não se conforma com a mentalidade deste mundo[1], a que uma grande parte dos católicos já aderiu.[2] Eu, pelo contrário, deduzi que uma parte significativa dos Pastores e Prelados não andam a fazer e a ensinar o que deviam. Logo senti um ímpeto para escrever e contra-argumentar. Porém, de imediato, fui acometido por uma modorra. Outros que o façam, não posso ser sempre eu. Ainda me vão acusar, como de costume, de atacar e agredir a Igreja, de a dividir e a escavacar; de ser mais cruel que Herodes, mais furioso que Átila e mais escarnecedor do que Voltaire.

Não obstante, enquanto percorria a imprensa na linha (on line) permanecia em mim uma inquietação perplexa até que deparei com a resposta ideal que mostrava exemplarmente aquilo que queria dizer. Uma entrevista de um bispo manifestava com toda a clareza como andam a ser pastoreados os fiéis. Este afirma de viva voz aquilo que mais alguns outros pensam e desensinam embora, geralmente, de modo mais discreto[3].


Nuno Serras Pereira

26. 06. 2010


[1] Romanos, 12, 2

[2] In http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1603247&seccao=Anselmo%20Borges&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

segunda-feira, 21 de junho de 2010

No que dão exemplos

Durante 24 anos morei ao lado, a uns 15 metros, da Igreja Paroquial de S. João de Brito, no bairro de Alvalade. Por dentro a Igreja estava pejada de imagens de Anjos da autoria da Carvalheira. Um enorme Sagrado Coração de Jesus, bem como uma não menos grande imagem do Coração Imaculado de Maria, Senhora Nossa de Fátima, da mesma escultora, comunicavam uma bondade imensa e uma extraordinária sensação de amor e protecção.

A fachada do Templo, que no dizer do Conde Canto e Castro parecia um ferro de engomar levantado, tinha umas grandes escadarias que serviam de acesso ao mesmo. Segundo os sacristães, elas eram umas das razões porque havia ali tantos casamentos, cabiam todos na fotografia sem taparem os rostos alheios. Diante e ao redor delas um largo passeio onde jogávamos futebol, ao “matas”, ao lenço, etc. Nas noites de Verão ali se chegavam a reunir 120 jovens. Sentados nas escadarias cantava-se. Uns tocavam violino outros violoncelo, estes flauta, aqueles viola. Chamávamos a este grupo família porque a amizade, a união e a alegria eram muitas.

Mas enfim, como não há bela sem senão, naquelas escadarias também se fizeram algumas asneiras. Infelizmente, como seria de esperar, creio que fui o primeiro a subi-las e a descê-las com uma mota - Honda 90 -, estando a Igreja fechada.

Algum tempo depois um amigo de um dos meus irmãos mais novos, um não crente, que não tinha tido educação religiosa, adquiriu uma Gilera. Ele era um excelente condutor, dado a tropelias velozes e acrobáticas, de modo que resolveu “imitar-me”. Era bem mais novo do que eu e não possuía sequer aquele resto de consciência do Sagrado que mesmo um apóstata, como eu era, ainda conserva. Por isso, fê-lo à hora da Missa; e não se limitou a trepar mas, entrando pelo largo portão aberto, prorrompeu pela porta esquerda do guarda-vento, acelerou, ao fundo, paralelo ao altar, e saiu pela porta oposta, provocando grande escândalo e indignação nos fiéis presentes à celebração, e enorme gáudio nos seus admiradores. Hoje é um administrador de muito sucesso e grandemente invejado.

A memória deste evento tem-me servido de advertência para as consequências possíveis e inesperadas, mesmo que improváveis, dos nossos actos públicos, quer para o bem quer para o mal.

Todas estas recordações afloraram ao ler a notícia de que mais de oitocentos Rabis, nos EUA, pediram perdão ao povo norte-americano porque dois senadores judeus, Liberman e Levin estão envolvidos na legislação, que classificam de abominável, que pretende possibilitar a homossexualidade assumida publicamente no serviço militar.

Ora aqui temos uma consequência positiva do exemplo que a Igreja Católica tem dado com os seus pedidos de perdão. Aqui, como no relato anterior, os nossos irmãos mais velhos, os judeus, vão mais longe, mas desta vez no sentido positivo, do que uma grande parte dos membros da hierarquia da Igreja. Afinal, ainda não ouvimos os senhores Bispos pedindo perdão ao povo português pelos políticos católicos que se cumpliciaram com as “leis” iníquas, injustas e detestáveis do aborto, do pseudo-casamento de sodomitas, do divórcio sem culpa, da procriação artificial, da experimentação assassina em pessoas humanas no seu estado embrionário, etc.


Nuno Serras Pereira

21. 06. 2010

sábado, 22 de maio de 2010

Azamboado


Eu não só estou banzado como mesmo azoinado com as declarações do Presidente da Conferência Episcopal, à Rádio Renascença[1], sobre a promulgação da “lei” injusta do pseudo-casamento de varões com varões e de mulheres com mulheres. E estou-o, fundamentalmente, por três razões.

A primeira é pela interpretação sobre o motivo subjectivo (falta de coragem ou cobardia) do presidente da república. Estou em que ao falar como Presidente da Conferência Episcopal não lhe competia tal apreciação. Deveria isso sim explicar porque é que tal promulgação é injusta e as razões pelas quais um católico não a podia (moralmente) fazer, advertindo para as consequências morais que tal acto tem no próprio e poderá ter no seu destino eterno; acresce que importava que esclarece os católicos, e todos quantos quisessem ouvir, sobre a insustentabilidade da tese do dualismo ético que o presidente invocou (ética da convicção versus ética da responsabilidade) para justificar o seu proceder.

A segunda é a afirmação é a de que a Igreja deve respeitar a decisão e adaptar-se de modo a viver com ela. Daqui parece só se poder concluir que o Arcebispo de Braga e Presidente da Conferência Episcopal convida os fiéis a respeitar e, portanto, acatar uma “lei” gravemente injusta. Ora isto é exactamente o contrário do que a Sagrada Escritura, a Tradição e a Doutrina do Magistério da Igreja sempre ensinaram. Se há coisa que o cristão não pode respeitar e à qual não se pode adaptar é à iniquidade, à impiedade, à injustiça. Pelo contrário deve combatê-las com todas as suas forças, nunca se conformar com elas, recorrer à objecção de consciência e se necessário à desobediência civil, pois “importa mais obedecer a Deus que aos homens”. Faria melhor o Senhor D. Jorge Ortiga, bem como a Conferência Episcopal, em alertar os fiéis para isso mesmo alumiando em particular aqueles que serão mais expostos a circunstâncias de possibilidade de cooperação com o mal.

A terceira, finalmente, é a asseveração, insistente, com que o Episcopado português proclama aos quatro ventos que a Igreja não discrimina ninguém, agora reiterada pelo seu Presidente.

Eu confesso que nunca esperaria a passagem de um atestado de idiotia ou imbecilidade à Igreja por parte de Bispos da mesma. Enquanto a mim, claro que poderei estar enganado, roça a blasfémia. Ai da Igreja se não discriminasse!, pois isso significaria que não era dotada de razão nem iluminada e guiada pelo Espírito Santo! Discriminar significa diferenciar, distinguir, discernir, coisas que Graças a Deus a Igreja faz e continuará a fazer pelos séculos dos séculos. Também pode significar separar, especificar e ainda apartar-se e tudo isto também faz, sempre fez e fará parte da vida da Igreja. A discriminação é irrenunciável. O que a Igreja não pode é discriminar injustamente. Isso sim seria um pecado inadmissível. Não é por acaso que o documento, da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, intitulado “Some Considerations Concerning the Response to Legislative Proposals on Non-discrimination of Homosexual Persons”[2] ensina expressamente (II, 11) que “existem âmbitos nos quais não se dá injusta discriminação ao ter em conta a tendência sexual”, dando depois alguns exemplos. Reconhece, assim, que existe uma discriminação mas que ela é justa.

Mais adiante, número 22, adianta que “a Igreja tem a responsabilidade de promover a vida da família e a moralidade pública da inteira sociedade civil baseando-se nos valores morais fundamentais, e não somente a de proteger-se a si mesma da aplicação de leis perniciosas”.

É certo que hoje no linguajar geral se tende a identificar automaticamente discriminação com injustiça, mas essa é a meu ver uma emboscada fatal da qual a Igreja se deve precaver.


Nuno Serras Pereira

21. 05. 2010



[2] CDF, Alcune considerazioni concernenti la Risposta a proposte di legge sulla non discriminazione delle persone omosessuali (Some Considerations Concerning the Response to Legislative Proposals on Non-discrimination of Homosexual Persons), 23 luglio 1992
DeS 11 (1995)
OR 24.7.1992, 4; EV 13, 992-997; LE 5479; Dokumenty, II, 31