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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Austeridade à lusitana - por João César das Neves

In DN

Há dois anos e meio, 6 de Abril de 2011, o primeiro-ministro José Sócrates anunciou o pedido de ajuda financeira. Passados 30 meses qual é a situação da economia e da sociedade portuguesas? Ouvindo as fúrias retóricas que gera, a questão parece desastrosa. Mas ao lado da epopeia político-literária foi acontecendo uma evolução social bastante mais complexa e ambígua. O resultado final do programa, até meados de 2014, e a suas eventuais sequelas dependem crucialmente deste balanço.

Evitando alaridos incendiários, a situação pode resumir-se a dois elementos básicos, ligado a dois traços históricos do carácter nacional, flexibilidade e corporativismo. Há séculos que Portugal é um país excelente a improvisar e a inovar, mas onde os interesses sempre se entrincheiram. Este episódio renova essas tendências.

O primeiro vector vê-se no espantoso ajustamento das famílias e pequenas empresas, mercados, trabalhadores e empresários perante o aperto. Independentemente do que se achar da austeridade, os cidadãos portugueses revelaram uma admirável flexibilidade e adaptação. A mudança de atitude dos agentes económicos começou cedo e surpreendeu os analistas internacionais.

A balança comercial, que no início de 2010 tinha um défice de 9% do PIB, atingiu o equilíbrio a meio de 2012, reforçado desde então. A emigração, tradicional válvula de escape, voltou a acelerar, saindo mais de cem mil pessoas em cada um dos anos de ajustamento. Quase inaudito é que, apesar da pressão financeira sobre as famílias, a sua taxa de poupança tenha mais do que duplicado, do mínimo de 5,6% do rendimento disponível em 2008 para 13,3% a meio deste ano. É verdade que estes e outros indicadores resultam dos custos da terrível recessão; mas outros países com ajustamentos semelhantes não conseguiram resultados tão rápidos. Isto aponta para a tradicional e espantosa capacidade de adaptação do nosso tecido socioeconómico, que os recentes sinais incipientes da recuperação irão aproveitar.

Ao lado deste sucesso, paralelo a grandes feitos antigos, surge também o velho fantasma corporativo, que tantas vezes bloqueou o País. Os portugueses, mesmo em terrível emergência, insistem em defender interesses e privilégios através de entranhados mecanismos sociais e políticos. Direitos adquiridos, favores, "cunhas", redes de influência têm enorme poder, e estão em plena acção nestes anos a dois níveis, um mais visível do que outro.

O primeiro é o protesto, reivindicação e bloqueio legislativo e judicial às medidas de ajustamento. Apesar das evidentes dificuldades nacionais, alguns grupos acham-se com direito a manter benesses que a sociedade evidentemente não consegue pagar. Pior, estes são os grupos mais próximos do Estado - funcionários, médicos, professores, pensionistas, autarquias -, precisamente os mais favorecidos nos anos de fartura. Fingindo-se desvalidos, abusam dos impostos dos pobres. As forças políticas vão à boleia do embuste, capitalizando no descontentamento e contribuindo para a desigualdade nacional. Desempregados, empresas falidas, imigrantes, contribuintes, que realmente são os mais afectados pela crise, acabam sempre sacrificados e usados como figura de retórica para preservar benesses de outros.

O segundo nível, talvez mais grave, é o das empresas e poderes económicos próximos do Estado, que têm distorcido o ajustamento a seu favor. Se as pequenas e médias ajustaram rápido, como vimos, muitas grandes empresas conseguem proteger-se graças a relações políticas. Através de rendas, apoios e influências, os bancos, construtoras, comunicações, energia, outros serviços básicos e alguns grupos económicos mantêm artificialmente negócios e investimentos insustentáveis. O capitalismo de compadres tem muito poder num país corporativo.

O balanço entre flexibilidade e corporativismo ainda é ambíguo. Certo é que aqueles que hoje bloqueiam as reformas em defesa de interesses particulares arriscam a ruína nacional, que os destruirá a eles e a todos, como repetidamente tem mostrado a nossa história.





terça-feira, 13 de novembro de 2012

A Cegueira dos Visionários - Nuno Serras Pereira

Andava o mundo sugestionado, e com ele altos dignitários da Igreja, com o magnetismo do diabo e os engodos dos controladores demográficos, seus sequazes, quando um homem débil se ergueu majestoso, e fazendo do seu cajado uma funda, nela colocou um escrito que arremessou com determinação ao colosso. Este, que já rejubilava seguro de uma vitória retumbante, subitamente paralisou; os olhos ficaram turvos e esgazeados; a boca que gargalhava, retorcida; as pernas, convulsas; o rosto antes vermelho, agora pálido com um rubor líquido na testa. Aquela fortaleza firme e maciça num repente esbarrondou-se com enorme fragor. O Profeta, lançando a sua encíclica Humanae Vitae[1] derrotou a besta monstruosa, mas esqueceu-se de usar a espada, a Palavra de Deus, para o descabeçar, de modo que enquanto a fera descomunal não morreu vieram os cientistas tecnocratas que apressuradamente o mutilaram roubando-lhe o saco das suas sementes. Daí que, uma vez lançadas, em laboratório, no seio da grande meretriz eclesial, tenha proliferado desmarcadamente a sua descendência. Quando dignitários da Igreja se prostituem com Satanás e os seus discípulos engendra-se uma prole de víboras letais com aparências de Arcanjos benignos solícitos da nossa felicidade. Daí, em grande parte, a situação tremenda em que nos encontramos.

 
Em Portugal, não se trata de uma acusação mas de uma verificação, o Episcopado (não existia então, providencialmente, a Conferência Episcopal nos termos em que ela tem funcionado) elaborou um documento notável de total assentimento ao ensino do sucessor de S. Pedro e Vigário de Cristo. Porém, em pouco tempo, o “departamento” para a doutrina da Fé do Patriarcado de Lisboa fez publicar uma Nota extremamente ambígua que “justificava” a contracepção, fazendo da consciência e não da Verdade, transmitida pelo Magistério, o critério último. Daqui a cada católico entender que neste aspecto poderia e deveria guiar-se pela sua opinião não foi mais do que um brevíssimo passo. Rapidamente, todavia, o dissentimento se alargou a praticamente tudo quanto o Magistério declarasse, uma vez que cada um soberanamente decidia o que era a verdade.

Não se pode escamotear o facto, a todos os títulos louvável, da criação de um movimento dedicado à difusão dos então chamados métodos naturais de planeamento familiar. No entanto, infelizmente, um Bispo auxiliar de Lisboa, naturalmente com a concordância do Senhor Patriarca daquele tempo, com a colaboração activa de alguns Padres e leigos ignorando orgulhosamente os avisos explícitos em contrário de gente muito bem informada introduziram em Portugal a APF/IPPF. Esta organização destruidora da inocência das crianças, dos casamentos e das famílias, bem como serial killer de pessoas nascituras, num instante tomou o poder e, numa escalada vertiginosa, foi escravizando, deputados, governos e presidentes da república que submissamente foram introduzindo e financiando criminosamente, com o dinheiro dos nossos impostos, a contracepção, inclusive a abortiva, a procriação artificial que em média sacrifica 9 pessoas nascituras por cada nascimento.

Neste entretanto, muitos prelados e demais clerezia colaboracionistas, tantas vezes em nome da tolerância e da compaixão, ou mais diplomatas que Pastores, ou cães mudos, assistiram, ou cumpliciaram-se avidamente, impávidos e serenos, ao implantar-se de uma sociedade deformada, produzida por estes desvios sobre-horrendos, que pariu divórcios em série (separação da unidade irrevogável entre marido e marida - sic, não é gralha); mães solteiras (destacamento dos filhos dos pais); fragmentação da família (despedaçamento dos alicerces sociais); aborto (excisão da mãe e dos filhos); pobreza, (consequência do estilhaçamento familiar); introdução coacta, por ideologia ou necessidade, das mulheres no mundo do trabalho a tempo inteiro (desvalorização brutal da maternidade); desamparo dos idosos (cisão entre gerações) despejados em lares; enjeitamento das crianças descarregadas, por tempos infindáveis em infantários e ATL’ s (disjunção da saúde e dos pais); contracepção, qua anticoncepção, induzida em nome da saúde (escaqueirar-se da união e esterilização do amor); procriação artificial (apartamento dos filhos da entrega total, corpo e alma, de marido e mulher e fabricação ou produção, gravissimamnte injusta dos mesmos por técnicos); homossexualidade crescente e invasiva (dissolução da reciprocidade e negação da alteridade entre homem e mulher, invertendo a humanidade da pessoa); ideologia do género (pulverizando a identidade pessoal) etc., etc.

Mas afinal a que vem o título deste texto? Quem são os tais visionários cegos? 

É bem de ver que não poderia entrar de supetão indicando-os. Mesmo agora, apesar deste longo exórdio (tendo em conta outros textos para que remeto seleccionados, aliás, com a máxima restrição, pois a quantidade da informação é inumerável) sei que serei ferozmente condenado no tribunal da mentalidade dominante. O que devo confessar muito me alegra se isso me ajudar (como espero, assim Deus o queira e o permita) a conformar-me algum pouco com Jesus Cristo.

Enquanto a mim, não sendo os únicos mas sim os que mais me preocupam, são os Prelados que antevendo, visionariamente, algumas consequências não quiseram ver as causas e o essencial mas preocuparam-se tão só de ir respondendo ao que ia surgindo, antecipando problemas maiores – por isso cegos mais que cegos porque vendo não viam, pois não queriam ver. É inegável que com uma abundantíssima generosidade têm acorrido aos velhinhos, quer fundando lares, quer pelo apoio domiciliário prestando cuidados de higiene, de saúde e alimentares. É, de facto, impressionante a mole copiosa de católicos quer nas Paróquias quer em instituições como as Misericórdias e as IPSS’ s que se entregam com um amor exuberante ao próximo. E o mesmo se poderá dizer dos berçários, infantários e ATL’ s.

Perguntar-me-ão, porventura, que mais se pode fazer. E eu respondo que se pode e deve obrar muito mais, e que não se devia ter traído a Sagrada Escritura, nem a Tradição da Igreja, nem o Magistério, nem a família, nem a pessoa humana. Porque se assim tivesse sido não teríamos a desgraça que caiu sobre nós, como se a ira de Deus, aquela cólera entranhada do Amor Supremo, que detesta o mal e o pecado, se tivesse abatido sobre nós. De facto, uma vez que Lhe virámos obstinadamente as costas, endurecendo os nossos corações, trancando-Lhe sistematicamente a porta sempre que Ele batia, deixou-nos entregues a nós próprios, e nós alarvemente tentámos erguer uma nova Babel que acabou por se desmoronar, desabando sobre nós, assolando a nação, devastando Portugal, depopulando o povo. 

Os sociólogos e demógrafos são quase unanimes em considerar que um povo, um país, que se mantêm algum tempo com a taxa de natalidade em 1. 2, praticamente perde a capacidade de subsistir. Nós estamos em 1. 3, e prevê-se um decréscimo de nascimentos da ordem dos 20%, que acelarará a queda no abismo.

Tivesse a Igreja em Portugal sido fiel, pregando, catequisando, sacramentando, formando, admoestando, exortando, anunciando e denunciando, conforme à vontade do Seu Senhor, sem que uma enorme parte dos seus eclesiásticos se vendesse, ou se deixasse hipnotizar pelo poder, pela riqueza e pela vaidade da fama, e teríamos famílias inteiras, avós, pais e netos presentes uns aos outros em acolhimento, harmonia e comunhão. A natalidade seria elevada garantindo a criatividade e a inovação, a defesa, o bem comum, a saúde, o crescimento económico, a segurança social, etc. 

Acorrer agora à desgraça de que fomos cúmplices é melhor do que nada. Mas é necessário reconhecer o nosso pecado monstruoso e dele nos penitenciarmos, abrindo-nos à conversão, implorando a Misericórdia de Deus enquanto vivermos, uma vez que com a morte certa e imprevista fica selado o nosso destino eterno: Céu ou Inferno para sempre. Sempre. Sempre. Sempre.

Dêmos Graças a Deus porque tem providenciado uma nova geração de Sacerdotes e de Fiéis Leigos acolhedores do Seu Espírito e seus cooperadores, que destemidamente, com uma Caridade verdadeira, uma Misericórdia genuína, e uma Compaixão autêntica, armados de um amor intenso à Imaculada Virgem Maria Mãe de Deus humanado, à Eucaristia, ao Santo Padre e da Teologia do Corpo do Beato João Paulo II, se entregam servindo sinceramente a maior Glória de Deus e o maior Bem de cada pessoa humana, em todas as fases da sua existência, desde a concepção até à morte natural. 

Tão longe foi a calamidade que com um grau enorme de probabilidade estaremos destinados aos calabouços e mesmo ao martírio, se não na minha geração na que nos sucederá. A menos, claro, que Jesus Cristo pelo Seu Espírito, que vem a nós através da Virgem Maria, Senhora de Fátima, opere um portentoso Milagre para nos Salvar.

Suponho, talvez erradamente, que os leitores habituais das minhas elucubrações, já enfastiados, se não mesmo adormecidos em cima do teclado do computador, se perguntarão - ou porventura sonharão pesadelos interrogativos -: mas este casmurro testaçudo não poderia e deveria escrevinhar sobre outros assuntos deixando de lado esta obsessão maníaca? Arre!, que é demais.

Há alguns anos atrás enquanto transportava o Monsenhor Michel Schooyans para um congresso organizado pela associação dos médicos Católicos portugueses a certa altura, como viesse a propósito, disse-lhe que muitos Sacerdotes me acusavam de não falar de outra coisa senão destes assuntos. Ao que ele retorquiu, pois continue até eles começarem periodicamente a versar esses temas; quando são raros os que ensinam alguém terá de teimar. Poderá, acrescento eu, vir a ser detestado mas a semente há-de germinar. Prelados eminentes, varões de grande virtude e santidade (santidade e virtude que eu também poderei vir a alcançar, caso os meus leitores e amigos rezem muito e se sacrifiquem por mim; afinal nada é impossível à Omnipotência Divina) foram alvo de grandes escárnios e chacotas pela sua extrema pertinácia no servir e pregar sobre os pobres, e hoje são venerados nos altares, apresentados como modelo aos Fiéis, tidos como poderosos intercessores junto Àquela Beneficência infinita que Se regozija e deleita em tornar os Seus amigos participantes das Sua mercês, inspirando-os a impetrarem as Suas Graças em nosso favor.

Segundo a Beata Teresa de Calcutá, que toda a vida se doou totalmente aos que padeciam de grande pobreza, de enfermidade, de velhice e aos moribundos, há uns, de quem ela também muito cuidou, que são mais pobres que esses pobres, que são paupérrimos, misérrimos, a saber, os que não conhecem nem amam a Jesus Cristo e as crianças nascituras.

13. 11. 2012


[1] Não translado aqui a ligação para o sítio do Vaticano onde se encontra esta Carta em português porque a tradução, sendo deplorável, torna incompreensível o ensinamento ful cral do Papa Paulo VI.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dez por Cento - Nuno Serras Pereira

O meu avô materno, varão aristocrata e opulento, casado com uma das filhas abastadas do fundador da casa Ramos-Pinto – na família assim constituída se reuniram várias empresas de vinhos: a Real Companhia Vinícola, a Rebelo Valente, a Villar D’ Allen e a já referida Ramos-Pinto (falta uma outra que agora não recordo) -, teve uma juventude aventureira e algo desbragada. Mas aquele Senhor todo Ele benigno cuja Omnipotência se mostra sobretudo na Sua misericórdia e no Seu perdão saiu-lhe inesperadamente ao encontro. Esse acontecimento transfigurou inteiramente a sua vida. De escravo de satanás tornou-se discípulo e seguidor fiel de Jesus Cristo. O menino rico transformou-se num seguidor de S. Francisco, de Assis, membro e ministro da Ordem Franciscana Secular, entregando-se com determinação e constância ao anúncio do Evangelho, bem antes do Vaticano II, quer pela pregação, inclusive a seminaristas, quer pela divulgação, por escrito, de meditações, conselhos e orações, tornando-se benfeitor de várias Ordens Religiosas, particularmente as que se dedicavam aos pobres e à recuperação de marginais tais como, por exemplo, a reabilitação de prostitutas, bem como da Diocese do Porto. Todos os anos começava por doar dez por cento dos rendimentos familiares às obras de misericórdia. No entanto, o ardor impetuoso da sua caridade não se detinha nessa percentagem mas continuava a espargir, num crescendo, tantas vezes pessoalmente, os bens que lhe tinham calhado, por fortuna ou por indústria própria. E embora, por vezes, fosse enganado por vigaristas inimigos dos indigentes que se disfarçavam de pobres, persistia perseverantemente no seu bem-fazer. Nisto revelou-se um magnífico investidor, uma vez que aquilo que se dá aos necessitados é recebido pelo próprio Deus, sendo riqueza acumulado nos Céus para proveito eterno dos generosos. De facto, só teremos aquilo que damos; o avarento será despedido de mãos vazias. A maioria da família, todavia, não só não entendia como troçava, contando-me eu entre eles, desta bondade beata. Os desígnios de Deus eram-nos incompreensíveis e, de algum modo, detestáveis.


Minha mãe herdou de seu pai este dever de esmolar, pelo menos, dez por cento dos rendimentos auferidos e meu pai, por natureza um mãos largas, sobreabundou nessas dádivas. Não obstante as dificuldades que advieram no seguimento do 25 de Abril com o saneamento de meu pai e todos os demais estorvos surgidos nos períodos dos excessos revolucionários a prática manteve-se, apesar do comedimento em função da poupança, na família.

Nos tempos difíceis por que passamos em Portugal pareceu-me que devia contar aquilo que em circunstâncias normais porventura nunca me atreveria a desvendar – “Não saiba a tua mão direita, aquilo que faz a tua esquerda”.

O Senhor garante àqueles que o seguem e que por Seu amor partilham seus bens com os mais necessitados que nesta vida receberão cem vezes mais e no mundo que há-de vir a vida eterna. Há, porventura, aí algum cristão que não se fie do Senhor Seu Deus? Se, desventuradamente, o há é, então, porque não o é.

A multidão dos necessitados é imensa mas importará não esquecer que os mais indigentes são aqueles que não conhecem Jesus Cristo nem, por consequência, O amam a Ele mesmo nem à Sua Igreja; e ainda as crianças nascituras, eminentemente vulneráveis e indefesas, com as quais Ele se identificou ao dizer: O que fizestes aos Meu irmãos mais pequeno a Mim mesmo o fizeste; e o que deixaste de fazer por ele a Mim mesmo o deixaste de fazer; ama-Me neles, pois é n´Eles que principalmente quero ser amado.

07. 11. 2012