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domingo, 29 de dezembro de 2013

Patriarca de Lisboa: Natalidade é problema absoluto e valor primeiríssimo

In RR

Sem natalidade não há presente nem futuro. A preocupação é do Patriarca de Lisboa, que alerta para o que chama de “problema absoluto”. Em declarações à Renascença, à margem de uma conferência sobre política de família, D. Manuel Clemente pede prioridade para políticas que garantam apoios e valorização da natalidade.

“Se não tivermos uma sociedade em que a natalidade seja apreciada como um valor primeiríssimo, depois não temos a base nem para o presente, porque sem filhos também não há pais e as pessoas realizam-se pela paternidade e pela maternidade”, começa por dizer D. Manuel Clemente.

Depois, sublinha o Patriarca, “também não há futuro, porque as novas gerações é que nos trazem esse contributo indispensável, quantitativo e qualitativo, da realidade e da inovação”.

“É um problema absoluto”, alerta, cuja resolução “passa pela vinculação familiar, pelo apoio às famílias para a sua própria constituição e geração de filhos, passa também pela integração dos idosos e este papel reforçado dos avós também na educação dos netos, na colaboração com os pais”. “É um problema fundamental.”

Portugal tem um dos níveis mais baixos de natalidade da União Europeia, muito longe do que é desejável para a renovação das gerações.

sábado, 18 de maio de 2013

O novo Patriarca de Lisboa - por Nuno Serras Pereira

18. 05. 2013


A Nunciatura Apostólica tornou hoje pública a nomeação do Senhor D. Manuel Clemente como sucessor na Diocese de Lisboa do Senhor Cardeal Patriarca D. José da Cruz Policarpo. No entanto, desde ontem, por desrespeito do embargo, já se conhecia a notícia e logo se levantou um extenso e colorido coro de loas ao novo Bispo da capital. Todos lhe lisonjeiam a inteligência brilhante, a enorme erudição, a extraordinária simpatia, o tacto invulgar para o diálogo, a ingente capacidade de suscitar união. Não serei eu que lhe negarei o reconhecimento nem a gratidão ao Altíssimo por estes talentos que aprouve conceder ao Senhor D. Manuel Clemente. Porém, não posso deixar de lembrar que o Diabo também os possui, e num grau muitíssimo mais elevado e refinado – sim, o da união também, basta ver como conseguiu congregar a todos na construção da torre de babel. Pelo que muitos destes louvores poderão não passar de excrescências vãs e mundanas.


O que importa saber é se D. Manuel Clemente coloca todos esses talentos ao serviço d’ Aquele que veio para ser sinal de contradição, e assim reunir as ovelhas dispersas da casa de Israel, d’ Aquele que foi aclamado mas também ultrajado, que regozijou de alegria mas também suou sangue, que absolutamente inocente foi tido por criminoso, torturado, injustamente julgado e crucificado; entregando-Se pela Salvação de todos.


Quanto a mim, não tenho dúvidas que o Senhor D. Manuel é um varão episcopal fascinado por Jesus Cristo, dotado de um grande ardor apostólico, de salvação das almas, homem de muita oração, de confissão sacramental frequente, de grande caridade para com os pobres, quer materiais quer espirituais, e muito solícito pela justiça social. 


É verdade que num texto recente manifestei as minhas reservas quanto a uma sua possível nomeação para a missão que agora lhe foi confiada. Mas uma vez que o Santo Padre, o Papa Francisco, um grande homem de Deus, assim o determinou a nossa resposta só pode ser a de total acolhimento, de obediência e reverência, e inteira disponibilidade para o que ele entender, se o entender, para o que de nós quiser.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Viva o Bispo do Porto!! Viva!!




Excertos da Homilia no Dia Mundial da Paz

“... Intitulada “Bem-aventurados os obreiros da paz”, a Mensagem do Papa Bento XVI para este dia oferece-nos um resumido mas substancial compêndio da Doutrina Social da Igreja, para quanto respeite à justiça e à paz. Com óbvio relevo para a defesa e a promoção da vida, dizendo assim: «Caminho para a consecução do bem comum e da paz é, antes de mais nada, o respeito pela vida humana, considerada na multiplicidade dos seus aspetos, a começar pela conceção, passando pelo seu desenvolvimento até ao fim natural. Assim, os verdadeiros obreiros da paz são aqueles que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimensões: pessoal, comunitária e transcendente. A vida em plenitude é o ápice da paz. Quem deseja a paz não pode tolerar atentados e crimes contra a vida» (Mensagem, nº 4).

- Que oportunidade, irmãos, que responsabilidade tamanha, se verdadeiramente procuramos a paz! Estando Deus aí mesmo, na vida em gestação, dentro ou já fora do ventre materno, como se torna prioritária a promoção e salvaguarda de cada vida humana, no arco total da sua existência terrena!

A fragilidade da vida uterina ou a fraqueza e enfermidade que a atinjam depois, são outros tantos apelos a que acorramos céleres – como os pastores do Evangelho – ao seu cuidado preciso, solidário e eficaz. Qualquer hesitação neste ponto, qualquer amolecimento cultural ou legal em relação a ele, é absolutamente um atentado à paz. À paz das consciências, que, quanto a isto, nunca adormecerão tranquilas, antes somarão pesadelos; e à paz das famílias e de sociedades inteiras, se contemporizarem com qualquer tipo de antinatalismo ou reducionismo existencial.

A tão mencionada “qualidade de vida”, deve significar, antes de mais, o reconhecimento da qualidade que ela essencialmente tem e sempre conserva, mesmo quando física ou mentalmente atingida. A paz – enquanto harmonia íntima e global de tudo quanto representa a verdade das coisas, começando pela verdade das pessoas – é obra e fruto da justiça, que nos manda dar a cada um o que lhe é devido e pertence. E a vida é a primeiríssima pertença de cada ser humano. ... ”


Caso queira felicitar o Senhor D. Manuel Clemente

Terreiro da Sé - 4050-573 PORTO
Tel.: 223 392 330 - Fax: 223 392 331
E-mail: manuelclemente@sapo.pt

sábado, 23 de abril de 2011

"Ajuda devia ter sido pedida há mais tempo" - Entrevista a D. Manuel Clemente

"Não faltou quem avisasse para esta crise"

D. Manuel Clemente, bispo do Porto, diz que os portugueses têm de viver de forma mais modesta e acredita que ainda estão para chegar os sacrifícios

por Janete Frazão/João Pereira Coutinho

In Correio da Manhã

Correio da Manhã - Portugal vive actualmente uma das crises mais graves da sua democracia. Na sua opinião, qual deve ser o papel da Igreja neste contexto?

D. Manuel Clemente - Costuma dizer-se - e é também um mandato - que o papel da Igreja é alimentar a esperança, e não alimentá-la de uma maneira muito exterior às coisas, mas exactamente por dentro delas. Não encontramos melhor radicação da vida portuguesa do que esta rede de paróquias que temos espalhadas de norte a sul. Portanto, é uma proximidade muito grande, que é mais do que uma proximidade, é uma presença, uma inserção, e alimenta-se a esperança do dia-a-dia, porque as coisas, como aparecem, são sempre muito macro, muito standard, ao passo que, nesse acontecer das comunidades, coisas difíceis, coisas boas estão lá todos os dias.

- Mas tem defendido que tem de haver uma maior intervenção.

- A este nível, até por uma razão muito simples: se formos a qualquer comunidade cristã, encontramos lá praticamente todas as simpatias ideológicas e partidárias, umas mais do que outras. De maneira que é muito difícil concretizar isto, e sempre que se tem tentado encarreirar a pertença eclesial para um significado político específico não dá, e as desilusões são muito grandes.

- Há um sentimento de fracasso na sociedade portuguesa que pode, inclusive, levar a actos de violência?

- É a tal história da decadência. Que em Portugal tem tendência a agudizar-se porque todos nós transportamos na nossa memória colectiva - às vezes muito pouco explicitada, mas está cá - a lembrança de que já fomos muito grandes. E, portanto, custa mais ser pequeno para quem tem essa lembrança. E vivemos mal connosco. Nunca nos conseguimos realizar.

- Somos eternos insatisfeitos?

- Creio que sim. Isso é irremediável para a tal alma portuguesa.

- Voltando à crise: tem sido um crítico particularmente perspicaz da cultura pós-moderna, ou, como diz o Papa Bento XVI, da "ditadura do relativismo" no Ocidente. Qual foi o contributo desta cultura para os descontentamentos económicos e financeiros que vivemos?

- É muito grande porque dessolidariza. O que é típico da pós-modernidade, falando muito em geral, é que, sobretudo a Europa, deixou de acreditar nos grandes colectivos, nos grandes desígnios universais, já não tanto do ponto de vista religioso, mas do ponto de vista ideológico. Estamos a pagar facturas da Segunda Guerra mundial e do que aconteceu depois.

- O Estado, as empresas e as famílias foram-se endividando para lá de tudo aquilo que é sustentável. Acha que os agentes políticos, as elites, deviam ter tido um outro comportamento?

- Com certeza. E vamos lá ver, não faltou quem avisasse. Tenho alguns amigos na área da economia que, conversássemos o que conversássemos, pelo menos de há dez anos a esta parte, a conversa ia sempre parar a ‘nada disso é possível se não resolvermos o défice', constantemente.

- Então porquê esta aberta caminhada à voragem do crédito e para o abismo?

- Não sei, isso aí não sei responder, tão patente era a situação. Também para mim isso é um enigma e gostaria de ter a resposta completa. Julgo que era tão insistentemente dito e repetido por tanta gente, mas demorou tanto a ser referido por quem devia.

- Provavelmente, não sei se concordará, porque as pessoas estavam mais interessadas em ouvir--se a si próprias e ao seu umbigo do que propriamente...

- Isso em qualquer época, até por razões pessoais. Ninguém está disposto a descer assim abruptamente de um patamar que foi alcandorado. Criou um certo tipo de vida e um certo tipo de parecença, portanto, uma maneira de estar na sociedade, da qual não se desiste rapidamente.

- Os excessos de que fala levaram--nos, sem grande surpresa, a ter de recorrer à ajuda externa. Tendo em conta os exemplos da Irlanda e da Grécia, que consequências é que antevê a nível económico e social para Portugal num futuro próximo?

- Há algo em que, mesmo não sendo economista - mas estou minimamente atento àquilo que as pessoas dizem -, se repara: teremos todos de viver mais modestamente, e isso terá de ser mesmo global, porque se não for, e se não nos incentivarmos mutuamente nesse sentido com mais convicção, então as tais discrepâncias sociais podem agudizar-se. Julgo que toda a gente percebe que temos um caminho estreito, que os meios são muito menos e, por isso, não pode ser da mesma maneira, a poupança tem de crescer com aquilo que houver para poupar - já não sei bem onde - mas os gastos têm de ser muito menos.

- Os sacrifícios até agora pedidos não foram feitos com equidade?

- É muito difícil responder. Creio que ainda estamos no princípio no que diz respeito aos tais sacrifícios. Há muitas carências, mas essas já existiam há dois, três ou quatro anos. Agora, os sacrifícios novos, passe o termo, esses estão para vir.

- O pedido de ajuda externa já deveria ter sido feito há mais tempo?

- Atendendo àquilo que nos vão dizendo, chega-se a essa conclusão. Mas a este propósito queria abrir mais o horizonte. Hoje, fala-se em crise, mas dá-me ideia de que a crise define o País e a sociedade portuguesa. Tenho dificuldade em acreditar num tempo ou verificar uma época em que a crise não tenha estado aberta ou latente.

- Viremo-nos agora para alguns dos casos de pedofilia que envolveram membros da Igreja Católica. Deveria ter havido, por parte da hierarquia da Igreja, mais intransigência e transparência na punição destes casos?

- Toda a definição e toda a prevenção são poucas. São questões particularmente complicadas quando acontecem em instituições que a verdade que transportam é exactamente o contrário disso, ou seja, é o respeito pela pessoa humana. Por isso, se pergunta se deveria haver mais prevenção, está aí o facto, devia.

- De que forma?

- Estando mais atento, tanto quanto se pode estar, o que nem sempre é fácil definir, nem muito menos definir imediatamente.

- As últimas legislaturas trouxeram a liberalização do aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. É uma herança demasiado pesada?

- Por outro lado, demasiado frágil. Não acho de maneira nenhuma que a questão do aborto esteja resolvida em Portugal, pelo contrário. Temos um preceito constitucional de promoção da vida. A vida é entendida em si mesma como um processo, desdobramento de potencialidades. Portanto, dizer três dias e tal não é legítimo, três meses e cinco dias já é, no outro dia toca o sino já é um dia a mais, não pode ser, é completamente arbitrário.

- Não é difícil imaginar que nas próximas legislaturas se vai discutir a adopção de crianças por casais do mesmo sexo. Como vê esta possibilidade?

- Creio que, como já aconteceu em relação ao casamento de pessoas do mesmo sexo, precisamos de ser claros no que estamos a dizer. É completamente arbitrário o facto de a humanidade se manifestar complementarmente entre masculino e feminino? Se isto é essencial, não é a mesma coisa um casamento entre pessoas de sexo diferente e, naturalmente - é uma palavra que hoje não está muito em moda -, segundo a natureza das coisas, como elas se manifestam, depois terão filhos, e não é a mesma coisa entre pessoas do mesmo sexo, não é. Não sendo a mesma coisa, vai-se usar a mesma palavra? Então as palavras já não querem dizer nada.

- É apenas um problema de terminologia?

- Não, depois é um problema jurídico. Porque se não é a mesma coisa não deve ter o mesmo tipo de ordenamento.

CAMPANHA TEM DE SER CLARA

CM - Estamos a aproximar-nos de novas eleições legislativas no País. Neste momento difícil, gostaria de fazer passar alguma mensagem aos candidatos e aos respectivos partidos?

D. Manuel Clemente - Gostaria de reforçar aquilo que até pessoalmente já lhes tenho dito nalguns encontros: temos de ser todos muito sérios, muito claros, muito convictos e muito solidários, até nesta primeira solidariedade que é escutarmo-nos mutuamente. Ninguém tem a razão toda, o problema é muito complexo, é muito importante, até com pedagogia social, que nos envolva, nos comprometa, que os vários candidatos sejam claros, se oiçam, que tudo corra com uma urbanidade que faça disto uma urbe, uma cidade de todos, isso é muito importante. Depois, com tudo aquilo que é a exactidão dos números e das previsões, e destes contornos internacionais que sobre nós impendem. Portanto, espero que seja tudo muito claro e que nós cresçamos com o exercício democrático.

- Será possível acreditar que vai existir essa urbanidade a que faz apelo?

- Olhe, eu acredito na medida em que faço por isso [risos]. Como sou cristão, sou da religião do verbo encarnado, portanto, é uma palavra, mas verificada na prática.

"CONFERÊNCIA EPISCOPAL DEVE ESTAR NO SUL"

CM - Entre 2 e 5 de Maio, vão decorrer as eleições para a Conferência Episcopal Portuguesa. Nas últimas eleições, foi o mais votado, mas recusou o cargo por não estar nem há um ano como bispo do Porto. Se voltar a ser nomeado, está disponível para o cargo?

- Primeiro, tenho de desmentir, isso propagou-se mas não é verdade, não fui o mais votado.

- Então onde se foi buscar essa ideia?

- Não sei. Li isso, mas não foi assim que a coisa aconteceu.

- De qualquer forma, qual é a sua disponibilidade?

- A nossa disponibilidade para os cargos que nos são dados é geral, com certeza, mas neste momento acho claramente que a Conferência Episcopal deve estar no Sul. Esteve dois mandatos no Norte e acho que agora ficava muito bem lá para o Sul, para a zona de Lisboa.

- Em 2009, foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa. D. José Policarpo afirmou que no seu lugar não aceitaria o prémio. Não estranhou a declaração?

- Pelo que conheço de D. José Policarpo e, enfim, fomos muito próximos durante mais de 30 anos, tais afirmações que ele faz dão sempre muito que pensar e, portanto, alguma razão teria para as fazer, e eu respeito muito a sua opinião.

- Ele afirmou que desconfiaria da atribuição deste prémio. O que é que havia para desconfiar?

- Não sei dizer porque nunca lhe perguntei.

"NUNCA FOI DITO QUE ERA MELHOR INFECTAR ALGUÉM"

CM - Relativamente ao uso do preservativo, Bento XVI já veio colocar a hipótese de...

- Vamos lá ver, nunca na Igreja se disse que era melhor infectar alguém do que usar preservativo, não se põem as coisas nesse limite.

- Sim, mas nunca antes se admitiu taxativamente, como fez Bento XVI, o seu uso. Poderá esta nova posição provocar uma revolução naquilo que tem sido defendido pela Igreja Católica?

- A sexualidade não é qualquer coisa que aconteça fora de nós, somos nós na nossa relação com os outros, que no caso concreto daquilo que comummente se chama sexualidade tem essa dimensão também genital. Agora, é sempre uma pessoa que está em causa e é por isso que como outras tradições filosóficas e humanistas a Igreja lembra. Depois, há as questões prudenciais, e aí a consciência tem de estar instruída, educada e deitar mão daquilo que for mais justo. E é, nesse sentido, que o Papa se pronunciou. Entre infectar alguém ou usar um preservativo, a escolha é óbvia.

PERFIL

D. Manuel clemente tem 62 anos e é natural de Torres Vedras. Licenciado em História na Faculdade de Letras de Lisboa, ingressou no Seminário Maior dos Olivais em 1973.

Em 1979, licenciou-se em Teologia pela Universidade Católica e doutorou-se em Teologia Histórica em 1992. Desde 1975, lecciona História da Igreja na Universidade Católica. É bispo do Porto desde 2007. Recebeu o Prémio Pessoa 2009 e já foi distinguido com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Carta aberta ao Bispo do Porto

Excelência Reverendíssima, Senhor D. Manuel Clemente, meu antigo e ilustre Professor, actual Bispo do Porto. Desejo-te todo o Bem e toda a Paz com quantas forças posso e com as mais que me ultrapassam mas a que Deus proverá.

Serve esta para te dizer uma preocupação funda que de há tempos me assalta e é esta, que todos dizem bem de ti (Lc 6, 26; Mat 5, 11).

Saúde no Senhor.

Pede-te a bênção

Nuno Serras Pereira, sumelga.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Entrevista do Bispo D. Manuel Clemente

Na Grande Entrevista da RTP 1, Judite de Sousa entrevistou, ontem, o Bispo do Porto, D. Manuel Clemente. Pode vê-la aqui.