sábado, 18 de maio de 2013

O novo Patriarca de Lisboa - por Nuno Serras Pereira

18. 05. 2013


A Nunciatura Apostólica tornou hoje pública a nomeação do Senhor D. Manuel Clemente como sucessor na Diocese de Lisboa do Senhor Cardeal Patriarca D. José da Cruz Policarpo. No entanto, desde ontem, por desrespeito do embargo, já se conhecia a notícia e logo se levantou um extenso e colorido coro de loas ao novo Bispo da capital. Todos lhe lisonjeiam a inteligência brilhante, a enorme erudição, a extraordinária simpatia, o tacto invulgar para o diálogo, a ingente capacidade de suscitar união. Não serei eu que lhe negarei o reconhecimento nem a gratidão ao Altíssimo por estes talentos que aprouve conceder ao Senhor D. Manuel Clemente. Porém, não posso deixar de lembrar que o Diabo também os possui, e num grau muitíssimo mais elevado e refinado – sim, o da união também, basta ver como conseguiu congregar a todos na construção da torre de babel. Pelo que muitos destes louvores poderão não passar de excrescências vãs e mundanas.


O que importa saber é se D. Manuel Clemente coloca todos esses talentos ao serviço d’ Aquele que veio para ser sinal de contradição, e assim reunir as ovelhas dispersas da casa de Israel, d’ Aquele que foi aclamado mas também ultrajado, que regozijou de alegria mas também suou sangue, que absolutamente inocente foi tido por criminoso, torturado, injustamente julgado e crucificado; entregando-Se pela Salvação de todos.


Quanto a mim, não tenho dúvidas que o Senhor D. Manuel é um varão episcopal fascinado por Jesus Cristo, dotado de um grande ardor apostólico, de salvação das almas, homem de muita oração, de confissão sacramental frequente, de grande caridade para com os pobres, quer materiais quer espirituais, e muito solícito pela justiça social. 


É verdade que num texto recente manifestei as minhas reservas quanto a uma sua possível nomeação para a missão que agora lhe foi confiada. Mas uma vez que o Santo Padre, o Papa Francisco, um grande homem de Deus, assim o determinou a nossa resposta só pode ser a de total acolhimento, de obediência e reverência, e inteira disponibilidade para o que ele entender, se o entender, para o que de nós quiser.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Quando Satanás domina os partidos do poder - por Nuno Serras Pereira

17. 05. 2013


A votação de hoje na assembleia da república que aprovou a “co-adopção” por parte de sodomitas sofregamente sobrepostos, macaqueando, em frenesins lascivos e invertidos, o casamento, é, para quem ainda tivesse dúvidas, a prova definitiva da entrega, ou “consagração”, de todos os partidos do parlamento, a Lúcifer.


A fuga cobarde e hipócrita de deputados do psd do hemiciclo, a hedionda votação favorável de 16 deles, a dolosa abstenção de três, que se somaram a outros tantos fingidos do cds, indica clarissimamente a cumplicidade activa destes dois partidos no resultado ignóbil da votação. Já o facto, de não terem posição enquanto partidos e de concederem “liberdade” de voto em mais uma questão inegociável e essencial para o Bem-comum, meta de toda a acção política, revelava claramente a infame cooperação com o mal que se preparava.


Sejamos cristalinos: Não só é totalmente impossível estar de bem com Deus e com o Diabo; mas também o é estar de bem com o valor transcendente da pessoa humana (e, ainda, com os bens da sociedade e da nação) e com o Maligno. Pelo que concluo que actualmente não existe nenhum partido político com assento parlamentar no qual um cristão possa votar ou com o qual possa cooperar. Quando a circunstância que nos é imposta nos quer forçar a escolher entre Mao Tsé-Tung e Estaline a única resposta legítima é a insurreição evangélica (o que se tem passado em França é um exemplo a considerar atentamente). A continuarmos nas estratégias de colaboração com alguns partidos, em nome do mal menor, temos vindo a escavar alegremente a vala comum, à beira da qual seremos eliminados e na qual seremos sepultados, caso não cessemos, de imediato, essas cretinices.


Há outros partidos políticos marginais, do ponto de vista eleitoral, que sendo aceitáveis para um cristão, infelizmente, não têm, geralmente falando, quadros credíveis e/ou suficientes para uma alternativa. Pelo que me parece absolutamente devido e urgente que os cristãos e demais homens de boa vontade, abandonando o vómito asqueroso em que estão mergulhados, se unam para constituir uma nova realidade. É um dever grave que se impõe, não só para a salvação das próprias almas, mas também para impedir que se continue a alargar o número de vítimas inocentes.


Sei que prelados, que chegaram a fazer por escrito profissões de “fé” nesta falsa democracia e nas suas instituições, e outros presbíteros vos dirão o contrário do que aqui digo. Estou consciente de que iluminados eclesiais, autênticos deuses dos modernos “fiéis” idólatras, ignorarão, descartarão ou ridicularizarão o que escrevo. Não tenho também dúvidas de que, como habitualmente, muitos se indignarão e enraivecerão, não contra mais esta abominação da política nacional, como seria de esperar, mas contra o “tom” do que aqui estampo.


Entretanto a RR, sempre solícita em participar, subtil ou descaradamente, nas campanhas contra os absolutos morais e os princípios inegociáveis, continua, nos seus noticiários, a cavilosamente chamar casais (sic) à perversa ficção jurídica do aberrante ajuntamento entre pessoas do mesmo sexo. Pelo que é de esperar que a partir de agora chame família aos “casais” que têm filhos adoptados. E quando a assembleia da república legislar que a terra é quadrada, que as árvores são pastéis de nata, que os pedregulhos são manteiga, que os excrementos são alimentos saudáveis e recomendáveis, logo a RR, zelosa e diligentemente, se submeterá a esse nominalismo surrealista; porque não interessa o que as coisas são, porque elas são aquilo que delas dissermos: a nomeação que decidimos dar às coisas é uma varinha mágica que cria a sua realidade – e quem contradisser estas coisas é um perigosíssimo fundamentalista, ortodoxo raivoso, extremista barbudo, intolerante fanático, enfim é eu.


S. João Maria Vianney costumava dizer a muitos dos seus penitentes: podereis ir a outro confessor, há os muitos, que vos diga o contrário, mas eu não vos aconselho a que o façais. O mesmo digo eu, apesar de ser pecador.


À honra de Cristo. Ámen.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

La movilización contra el «matrimonio» gay arrastra a los líderes de la derecha en Francia: La UMP de Copé, forzada a reaccionar

In RL

No hay mal que por bien no venga: pese a la derrota legislativa, ya nada será igual en la derecha sociológica tras siete meses de intensa oposición social al proyecto de "matrimonio’ gay" una de las promesas electorales más señeras del entonces candidato -y hoy presidente de la República- François Hollande, que, en este caso, ha cumplido fielmente.

Vingt-Trois, primer aviso
Curiosamente, pese a la claridad de ideas y a la rapidez exhibida por el Gobierno socialista -tomó posesión en junio de 2012 y el mes siguiente ya anunciaba su intención de permitir el "matrimonio" entre personas del mismo sexo-, los opositores al proyecto tardaron, en un primer momento, en reaccionar: el primer toque de atención procedió del cardenal André Vingt-Trois, arzobispo de París y presidente de la Conferencia Episcopal, quien, en su homilía del 15 de agosto, invitó a los fieles a orar al tiempo que denunciaba -con palabras suaves- los peligros del proyecto.

Vingt-Trois, sin embargo, se limitó a cumplir con su deber pastoral porque era lo suficientemente inteligente para saber que el protagonismo correspondía a los laicos y tenía que traspasar los límites del mundillo católico, le “milieu catho”, como dicen allí, para congregar a gente de cualquier procedencia sinceramente comprometida a favor del verdadero matrimonio. Y así ha resultado ser.

Escada: arranca la lucha
Sin embargo, el pistoletazo correspondió al católico tradicionalista Alain Escada, de nacionalidad belga y presidente del Instituto Civitas: convocó las primeras manifestaciones y fue quien empezó a sensibilizar a los alcaldes, sobre todo los de municipios rurales.

La clave: Manif pour Tous
Durante algunas semanas, Escada predicó prácticamente en el desierto durante algunas semanas. Pero no estuvo mucho tiempo solo –acabó perdiendo visibilidad mediática- porque para mediados de octubre ya se había configurado el movimiento que se ha ido articulando en torno a La Manif pour tous [La Manifestación para todos].

Un nombre para contrarrestar al Mariage pour tous –el Matrimonio para todos-, que así llamaron a su causa los partidarios de casar a personas del mismo sexo. Era la primera señal –pero no la última- de que los oponentes estaban dispuestos a librar batalla.

En Francia, en la últimas décadas, cuando un Gobierno decide promover leyes o proyectos muy ideológicos que dividen a la opinión pública, los oponentes suelen tomar las calles, en general con éxito: en 1984, un millón de personas en las calles de París logró que el Gobierno socialista de entonces renunciase a su proyecto de “gran servicio público laico y unificado” que hubiese acabado con la enseñanza privada; diez años después, los laicos causaron un fuerte desgaste al Gobierno de centro derecha de Édouard Balladur y le obligaron a renunciar a una modificación de la ley que, según ellos, beneficiaba a los colegios privados.

Así las cosas, no es de extrañar que los promotores de la Manif pour tous optaran por la calle. Pero, ya antes, la presión surtió un –pequeño- efecto de calendario al conseguir retrasar tres semanas –desde mediados de octubre a principios de noviembre- la presentación del proyecto en el Consejo de Ministros.

La explosión
Pero lo importante ocurrió el 17 de noviembre, día de las primeras manifestaciones importantes, que tuvieron lugar en París y en distintas ciudades de provincias: más de medio millón de personas. Buen preludio para la “macromanifa” del 13 de enero, que reunió a más de personas y que culminó en el Campo de Marte; aunque según las autoridades, fueron apenas la mitad.

Más allá de las cifras, esta manifestación significó la eclosión de una nueva tendencia en Francia: la de unos ciudadanos armados de valores dispuestos a defenderlos y a no sacrificarlos en aras de las conveniencias políticas del momento.

Hasta entonces, en Francia, la defensa de la visión integral del hombre –vida, familia…- descansaba en un puñado de asociaciones –la mayor parte católicas- cuyo mérito nadie discutía pero cuya capacidad de movilización era ínfima: baste decir que durante años la tradicional Marcha por la Vida de finales de enero apenas reunía a 5.000 personas; el grueso de los políticos –con alguna que otra excepción– la ignoraba olímpicamente.

Los políticos, obligados a reaccionar
Ahora es al revés: la mayor victoria estratégica -en clave política- del movimiento opositor ha consistido en obligar a la Unión por un Movimiento Popular (UMP), la principal formación de centro derecha, a pronunciarse mayoritariamente en contra del ‘matrimonio’ gay y –por lo menos- a cuestionarlo si vuelve al poder en 2017: hasta entonces era casi inimaginable ver a su presidente Jean-François Copé, participar en manifestaciones en defensa de valores; no era lo suyo.

Las manifestaciones le han cambiado: tiempo le ha faltado para presentar un recurso de inconstitucionalidad una vez se ha aprobado la ley. ¿Quién hubiera dicho hace unos meses que la UMP iría a remolque de las asociaciones? Los mismo cabe decir en relación con la penetración de elites: ¿quién hubiera dicho hace unos meses que 82 enarcas –agrupados en el Colectivo Camabacerès- hiciesen un llamamiento solemne a Hollande para que renuncie al proyecto? ¿O que un alcalde –Philippe Brillault- haya interpuesto un segundo recurso ante el Consejo Constitucional para defender su libertad de conciencia –y la de sus colegas- para no tener que celebrar ese tipo de ‘matrimonios’?

La independencia política se mantiene...
Todo esto, no obstante, no significa que los opositores vayan a amoldarse en el sistema y vayan a convertirse en soldados de plomo de la UMP o del Frente Nacional. Antes al contrario: su presión sobre esos partidos, a partir de ahora, va a ser constante y no descartan presentar candidatos allá donde los candidatos de la derecha –de toda la derecha- sean tibios.

...y la prensa acude
Ya nada será lo mismo en la derecha francesa: este miércoles, los líderes de la Manif pour Tous ofrecieron un rueda de prensa en el Campo de Marte para presentar sus reivindicaciones de futuro. Todos los medios estaban presentes para escuchar, entre otros, a Frigide Barjot, actriz que no sólo ha sido la musa del movimiento sino que se ha convertido en una líder de opinión a lo largo y ancho de Francia; Philippe Ariño, profesor de español y homosexual confeso, que optó por la castidad hace unos años y quien, de gira permanente por todo el país, es el símbolo de la falta de complejos; o Béatrice Bourges, presidenta de la Primavera Francesa, quien sin pelos en la lengua representa la voz tradicional del asociacionismo católico galo. 

Babel, Pentecostes, a Europa e a crise - Improvisos, por Frei Nuno Allen


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pope Francis and the Liturgy - by Alejandro Bermudez

In NCR

No genius is needed to figure out that Pope Francis is not a liturgist the way Pope Benedict was.

But the fear that Francis’ papacy may mark the “end of the reform of the reform” of the liturgical changes that were introduced after the Second Vatican Council is, frankly, unfounded.

Let me present the evidence.

Although his liturgical gestures as pope have not amounted to much so far, his ministry in the Archdiocese of Buenos Aires convincingly shows his mindset on the liturgy.

In Buenos Aires, then-Cardinal Bergoglio did not express significant interest in the extraordinary form of the rite. However, he put up no resistance to it either. Following Summorum Pontificum, he made the traditional Mass readily available. In fact, Buenos Aires is probably the Latin-American city with the largest number of Masses celebrated in the extraordinary form.

His lack of major interest was not hostility or indifference. Instead, he was concentrating on a far more daunting task: making sure that all of the faithful in his archdiocese had access to a decent Mass.

Let me explain. In Latin America, beside the beautifully and carefully celebrated Masses associated with the major popular devotions, liturgical abuses are still alive and constitute a massive problem in the region.

It is not a situation of omitting or changing the rubrics here and there. The liturgical problems are much more serious. They consist of events like priests “concelebrating” the Mass with the youth at the rhythm of tropical songs in Colombia; “consecrating” cakes with Guayaba marmalade in Venezuela; a “reggae” Mass in Panama; or a priest celebrating with vestments portraying Batman and Robin while squirting holy water with a green-and-red water pistol in Mexico.

This is no exaggeration. Such abuses are happening now.
Cardinal Bergoglio’s efforts for reform in Buenos Aires were not exclusively aimed at the liturgy. He sought to change priestly and sacramental life in general.

One of the most important and successful transformations in the archdiocese, with a significant impact on liturgy, was the cardinal’s approach to the “villero” priests.

Villa miseria” (miserable town) is the name Argentineans give to shanty towns in major cities. The villero priests were those who dedicated their pastoral ministry to work in these impoverished, usually very violent urban environments.

Although full of pastoral zeal, most of them were identified with Latin America’s theology of liberation, which incorporated Marxist ideas into Christianity as an indispensable means of understanding and dealing with social injustice. And, in general, they had a rebellious attitude towards authority, liturgical rubrics included.

In an interview for a book I recently finished about Pope Francis and his fellow Argentinian Jesuits, Jesuit Father Ignacio Perez del Viso, who taught Jorge Bergoglio as a seminarian, explained that, as archbishop of Buenos Aires, he completely changed the dynamics of the priests and the shanty towns they served.

Father Ignacio explained, “In the ’70s, most bishops would be in constant tension with the villero priests, and, every now and then, one of them would be suddenly transferred or removed altogether.”

“By the ’90s, bishops would tolerate them … but Bergoglio, from the moment he became auxiliary [bishop] in Buenos Aires, changed all that,” he said.

The difference was that Cardinal Bergoglio embraced the priests and their ministry. He would visit them in the shanty towns, send them to rest if they were tired and replace them himself at their parish for a few days. He would personally take care of them if they were in bed sick — essentially, he looked after their particular needs.

The only time he removed a villero priest from a shanty town was to protect him from a local drug lord who sent death threats.

And with the same fatherly solicitude that he used to care for his priests, the archbishop requested that they return to wearing clerics; refrain from using “batata” (an Argentinean sweet potato) instead of unleavened bread to celebrate Mass; and use songs from Catholic songbooks rather than political or secular songs.

Most often, he used persuasion with his pastors to transform the liturgical abuses in Buenos Aires, but also, in the words of a fellow Jesuit, “he never flinched when tough measures were required.”

With the process of secularization and stiffer selection criteria applied to priestly vocations, the number of seminarians dropped during Cardinal Bergoglio’s years as archbishop. But friends and foes agree that the quality of the celebration and preaching dramatically improved in the archdiocese.

I can personally attest that a Catholic’s chances to attend a well celebrated Novus Ordo Mass, with an edifying homily, anywhere in the city on any given day, are very, very high. As someone who travels Latin America and the U.S. on a regular basis, I can attest that very few other major urban areas, if any, can provide a similar rate.

Rich, traditional liturgical gestures at Mass are highly edifying. I have the blessing of living in an archdiocese led by an archbishop who is an expert in the theology of the  liturgy, and I attend a parish with similar treasures.

But the number of Catholics who live under the liturgical tyranny of well-meaning priests who believe that the Mass is theirs and not the Lord’s is way too high in the U.S., in Latin America and around the world.

Returning to the faithful the right to attend a Mass that more fully transmits the experience of actually being the summit of Christian life is still a pending revolution, in many regions.

Pope Francis’ vision of the liturgy as a crucial part of personal conversion, as well as his pastoral experience in Buenos Aires, should be a source for hope rather than suspicion.

This task is Herculean, but let’s just give him time.

Alejandro Bermudez is the translator of On Heaven and Earth,
a dialogue between Cardinal Jorge Bergoglio and Rabbi Abraham Skorka (Image Books, 2013).


El fundador de «Ginecólogos Católicos» conoce el otro lado: él también fue doctor abortista

In RL 

Al principio fue Bernard Nathanson. Hablamos del famoso ginecólogo estadounidense que durante su época de trabajo activo coleccionó más de 75.000 abortos, hasta que se dio cuenta de lo que significaba la «humanidad» del feto y realizó un auténtico camino de conversión que le llevó a escribir «La mano de Dios». Desde ese momento, su trabajo se convirtió en una lucha por completo a favor de la vida incipiente.

Pero «la mano de Dios» continúa trabajando en todos los continentes, y también Italia tiene su propio Nathanson: es el doctor Antonio Oriente. También él, como Nathanson, vivía su cotidianeidad practicando abortos rutinariamente y hoy, sin embargo, es fundador y vicepresidente de la Asociación Italiana de Ginecólogos y Obstetras Católicos. Un cambio radical que él explicó recientemente en un congreso realizado por la asociación.
 
Silencio absoluto
«Me llamo Antonio Oriente, soy ginecólogo y, hasta hace pocos años, yo, con estas manos, mataba a los hijos de los demás». Hielo. Silencio absoluto. La frase pronunciada es seca, sin reflejo de duda, lúcida. La verdad sin falsas beaterías, con la crudeza lógica y la simplicidad de quien ha comprendido y ya ha pagado las consecuencias. La de quien ha tenido el tiempo de pedir perdón.

Llaman la atención dos cosas de esta frase y son dos enormes verdades: la palabra «mataba», que desvela el engaño del término interrupción voluntaria, y la palabra «hijos». No embriones, no agrupaciones de células, sino hijos. Simplemente. Y el doctor Oriente consideraba que su práctica cotidiana de abortos era una forma de asistencia a las personas que tenían un «problema».
«Venían a mi estudio –cuenta-, y me decían: “Doctor, he tenido una aventura con una mujer, yo no quería dejar a mi familia, amo a mi esposa. Pero ahora esta mujer está embarazada, ayúdeme...”. Y yo le ayudaba. O a lo mejor llegaba una chica y decía: “Doctor, era la primera vez que me acostaba con alguien, no es el chico con el que me quiero casar, ha sido simplemente algo ocasional. Mi padre me matará si se entera... ¡Ayúdeme!”. Y yo la ayudaba. No pensaba que me estaba equivocando».
 
Años de calvario
Pero la vida continuaba haciéndole pensar: él, como ginecólogo que era, también traía niños a la vida. Su mujer, como pediatra, atendía a los niños de los demás. Pero no conseguían tener hijos propios. Una esterilidad insidiosa y sin motivo era la respuesta a su vida cotidiana.

«Mi mujer ha sido siempre una mujer de Dios. Sólo gracias a ella y a su oración cambió algo. Para ella no tener hijos era un sufrimiento inmenso, enorme. Todas las noches que volvía a casa la encontraba triste y deprimida. No podía más. Después de años de calvario, una noche cualquiera no tenía el valor de volver a casa. Desesperado, apoyé la cabeza en mi escritorio y comenzé a llorar como un niño».

Y precisamente allí, en ese momento, la mano de Dios se hizo presente a través de una pareja que el doctor Oriente atendía desde hacía tiempo. Vieron la luz encendida tarde en su estudio, temieron que hubiera pasado algo y subieron. Encontraron al doctor en este estado que el define como «de tener compasión» y, por primera vez, abre su corazón a dos personas que eran solamente pacientes, practicamente desconocidos.

Le dijeron: «Doctor, nosotros no tenemos una solución a su problema. Sin embargo, le podemos presentar a una persona que sí puede darle un sentido: Jesucristo». Y lo invitaron a un encuentro de oración que él esquivó hábilmente.

Pasó el tiempo y una noche, siempre inseguro sobre si volver a casa o no, decidió hacerlo a pie y, al pasar junto a un edificio, se sintió atraído por una música. Entró y se encontró en una sala donde algunas personas (casualmente el grupo de oración de la pareja que lo había invitado) estaban cantando.

En un momento se encontró de rodillas llorando y recibió una revelación sobre su propia vida: «¿Cómo puedo pedir un hijo al Señor cuando yo mismo mato a los hijos de los demás?».
 
El «no hacer» se convierte en un problema
Atrapado por un fervor improvisado, coge un papel y escribe su testamento espiritual: «Nunca más muerte, hasta la muerte». Después llama a su «Amigo» y se lo entrega, advirtiéndolo para que vigile sobre su constancia y su fe. Pasan las semanas y el doctor Oriente comienza a vivir de otra manera. Comienza también a coleccionar problemas, sobre todo entre los colegas en su ambiente de trabajo. En ciertos casos el «no hacer» se convierte también en un problema: profesional, económico, de imagen.
Una noche vuelve a casa y se encuentra a su mujer vomitando. Piensa en alguna indigestión, pero continua vomitando en los días siguientes.

Entonces, propone a su mujer hacer un test de embarazo, pero ella se niega vehementemente. Eran demasiados los meses en los que ella, silenciosamente, los hacía, y recibía una puñalada al ver que siempre eran negativos... Pero después de un mes con este malestar, él le obliga a hacer un examen de sangre que muestra presencia del BetaHCG: ¡Estaban esperando un hijo!

Han pasado los años. Los dos hijos que la familia Oriente ha recibido como un don son hoy adolescentes.

La vida de este médico ha cambiado totalmente. Es menos rico, menos famoso, una «mosca» en un ambiente donde el aborto se considera aún como una «forma de ayuda» a quien, debido a una vida poco ordenada o de un engaño, lo solicita.

Pero él se considera rico, profundamente rico. De alegría familiar, de sus valores, del amor de Dios, de esa mano que le acaricia cada día haciéndole sentir digno de ser un «Hijo suyo».




Diez comparaciones para entender las cifras: la Iglesia ha crecido un 17% desde el año 2000 - Pablo Ginés

In RL
 
Cada día se bautizan 50.000 nuevos católicos. Desde el 2000, la Iglesia ha crecido el equivalente a toda la población inglesa, española, portuguesa y francesa junta. 

 Este lunes por la mañana presentaron al Papa Francisco el Annuario Pontificio 2013, con datos estadísticos que se refieren a 2011, y que descubren en números el estado de la Iglesia Católica.

Así, en 2011 el catolicismo contaba con 1.214 millones de bautizados, un 17,5% de la población mundial. Les atienden 413.418 sacerdotes, 41.000 diáconos permanentes, unos 55.000 religiosos no sacerdotes y 713.000 religiosas.

De los 12 apóstoles que Cristo eligió, la Iglesia ha llegado a tener, para ese año, 5.132 obispos, que son sus sucesores. Esta cifra incluye muchos obispos eméritos y obispos auxiliares, porque en 2011 sólo había 2.979 diócesis y circunscripciones eclesiásticas.

Pero para entender mejor estas cifras, es bueno compararlas con una fecha tan reciente como el año 2000, para ver cómo está creciendo la Iglesia Católica en pleno siglo XXI.

1. Un crecimiento del 17%, unos 180 millones de personas
En el año 2000 (según el Annuario de dos años después) había 1.050 millones de católicos. En 2011 (últimos datos oficiales que tenemos, los presentados al Papa) eran 1.214. Pero estamos en 2013, y la Iglesia ha seguido creciendo, más o menos al ritmo de 16 millones al año. Tirando a la baja, habría hoy en realidad en el mundo unos 1.230 millones de católicos, un 17% más que en el año 2000, 180 millones de personas más


2. Ese crecimiento es igual a España, Portugal, Francia y Reino Unido juntos
Para imaginar lo que significan esos 180 millones de católicos más, imagínese toda la población de Portugal (10 millones), y toda la de Francia (62 millones) y toda la del Reino Unido (otros 62 millones) y la de España (46 millones). Eso son 180 millones. Eso sí, la mayoría son bebés y niños menores de 12 años, bautizados en su infancia.

3. Cada año, 16 millones más: el equivalente a todos los judíos del mundo
Después de más de 3.000 años de historia (y de vicisitudes históricas realmente duras) hay unos 14 millones de judíos en el mundo. Pero el Dios de Israel, de Abraham y de Isaac, gana esa cifra de adoradores año tras año en la Iglesia Católica.

Según los Annuarios Pontificios, desde el año 2000:
AP 2002, sobre 2000: 1050 millones de católicos; 17.4% de la población mundial
AP 2003, sobre 2001: 1.061 millones [creció en 11 millones]
AP 2004, sobre 2002: 1.071 millones [creció en 10 millones]
AP 2005, sobre 2003: 1.086 millones [creció en 15 millones]
AP 2006, sobre 2004: 1.098 millones [creció en 12 millones]
AP 2007, sobre 2005: 1.115 millones [creció en 17 millones]
AP 2008, sobre 2006: 1,131 millones [creció en 16 millones]
AP 2009, sobre 2007: 1.147 millones [creció en 16 millones]
AP 2010, sobre 2008: 1.166 millones [creció en 19 millones]
AP 2011, sobre 2009: 1.181 millones [creció en 15 millones]
AP 2012, sobre 2010: 1.196 millones [creció en 15 millones]
AP 2013, sobre 2011: 1.214 millones [creció en 18 millones]
Hipotético, sobre el año 2012: serían 16 millones más (una media de los últimos 5 años); total, más de 1.230 millones hoy.

4. En el mundo hay 67 millones de anglicanos; el catolicismo crece eso en 4 años
Al anglicanismo, en sus diversas ramas, incluyendo las vigorosas iglesias anglicanas de África, le ha costado 500 años llegar a tener 67 millones de fieles. 

La Iglesia Católica, para crecer esa cifra, sólo necesita esperar 4 años y bautizar a los bebés que nazcan en familias católicas. Aunque una decena de obispos anglicanos, unos 200 clérigos y algunos miles de fieles se hayan hecho católicos desde el año 2000, las cifras católicas de crecimiento deben mucho más a la demografía que a las conversiones en Occidente.

5. La Iglesia católica ha crecido en 8.240 sacerdotes desde el año 2000.
Desde el 2000 hasta el 2011, la Iglesia pasó de 405.178 a 413.418 sacerdotes. Es un crecimiento de 8.240 sacerdotes. Parece una buena noticia pero no lo es tanto, porque la población católica que hay que atender crece mucho más.

6. Con cada nuevo cura, llegan casi 20.000 nuevos feligreses
Exactamente, 19.000 nuevos católicos se han sumado a la Iglesia por cada uno de los 8.240 nuevos sacerdotes... Que, a su vez, en su momento heredarán muchos de los católicos ya mayores.

La desproporción numérica entre ovejas y pastores es uno de los puntos débiles de la estructura social del catolicismo. Norberto Strotman, obispo de Chosica (Perú), señalaba hace poco que "a cada presbítero de mi diócesis le corresponden 15.000 fieles, por lo que es imposible tener alguna relación. Todo lo que excede a 2.000 personas es imposible de llegar", admitía.

Incluso si se hiciera un "reparto equitativo" de fieles entre todos los curas del mundo (incluyendo los ancianos, enfermos y retirados), le corresponderían 3.000 fieles a cada uno. Es impracticable, y cada vez más.

7. Crecen curas, diáconos, seminaristas... pero bajan las religiosas: hay un 10% menos que en 2001
La Iglesia está sufriendo el descenso de las vocaciones religiosas femeninas: en 2011 hay 79.000 menos religiosas que en 2001, cuando eran 792.000 en todo el mundo. Con todo, esas 713.000 mujeres (una cifra equivalente a todos los habitantes de Zaragoza ciudad o de la provincia de Guipúzcoa) son un puntal indispensable para la Iglesia.

8. En 2020, la Iglesia habrá crecido en 112 millones más: habrá 1.342 millones de católicos.
Si se sigue el ritmo de crecimiento de16 millones al año, en 2020, dentro de 7 años, habrá 112 millones de católicos más: es el equivalente a toda la población de México hace tres años; o a todos los habitantes de la parte europea de Rusia.

9. Cada día se bautizan como católicos casi 50.000 personas
En realidad, si dividimos los 18 millones de nuevos católicos de 2011 por 365 días del año, salen unos 49.300 nuevos católicos diarios. Aunque no todos llegan por bautismo: especialmente en Pascua hay un pequeño porcentaje que llegan desde otras denominaciones cristianas y ya están bautizados.

10. En África, los católicos crecen a un ritmo que casi dobla al de la población
África es el continente de mayor dinamismo para la Iglesia. En 2011, la población creció en África un 2,3%, pero el número de católicos aumentó un 4,3%. Allí viven ya 16 de cada 100 católicos. Un ejemplo: en apenas 20 años, en Chad, los católicos han pasado de ser el cinco por ciento a más del veinte por ciento.

Al morir los Apóstoles, apenas 7.000 cristianos
Todas estas cifras contrastan con los humildes orígenes del cristianismo. El sociólogo Rodney Stark, en su libro «La expansión del cristianismo», calcula que en el año 200 debía de haber apenas 217.000 cristianos, un 0,36 por ciento de la población del Imperio romano.

Stark calcula que en el año 100 d.C. debía haber tan solo unos 7.500 cristianos en el mundo. ¡Quién le diría a esforzados apóstoles de esa época, como San Policarpo o San Ignacio de Antioquía, que llegaría un momento en que, día tras día, se bautizarían cada día 7 veces esa cantidad!